Quem são os dinossauros da internet
Quem são os dinossauros da internet

Quem são os dinossauros da internet

Relembre os sites e as redes sociais que faziam grande sucesso na era da internet discada e veja o que aconteceu com eles.

Quando a internet ainda era discada e um ruído estranho, mas inconfundível, acontecia para ser conectado à web, um grupo de sites começou a se popularizar e fazer grande sucesso entre os internautas. Na época, mal se discutia o termo “rede social”, mas, sem dúvida, eles foram os precursores nesse assunto. Boa parte deles foram os responsáveis pela onda inicial de conversas, fotos, curtidas, informações rápidas e compartilhadas a todo instante. Mas o que será que aconteceu com esses sites? Fomos atrás de saber o paradeiro dos “dinossauros da internet” para saber quem sobreviveu ao tempo, quem se reinventou e aqueles que viraram apenas peças de museu.

mIRC
(1995)
Quem gostava de bater papo pela internet no milênio passado (quanto tempo, heim?!) vai lembrar dele. Foi, por anos, o programa de chat mais utilizado por jovens e adultos. Por um grande motivo: facilidade. Sua instalação e uso eram intuitivos, simples e permitiam se conectar com outras pessoas facilmente, principalmente nas madrugadas ou fim de semana, quando o custo dos pulsos era mais barato. O mIRC é um dinossauro que resiste ao tempo graças aos seus saudosistas, que reativam canais e se comunicam pelo antigo protocolo. Mas, obviamente, não possui mais tantos adeptos assim.

Buscador do Google 
(1997)
Todos, sem exceção, já usaram o buscador do Google (até o Bill Gates para se rasgar em inveja). Ele foi o primeiro serviço lançado pela gigante de tecnologia e é disparado o mais usado também. É possível fazer qualquer tipo de pesquisas na internet com ele. “Googlar” virou até um verbo informal para os mais chegados, mas, de tanto ser usado, não seria uma surpresa se o termo aparecesse na próxima edição do Aurélio ou Houaiss. Em termos de audiência mensal chega à marca de 21,4 bilhões de acessos. Se fosse um dinossauro, poderíamos dizer que ele ganhou asas, proteção robótica, inteligência artificial e deu algumas turbinadas típicas dos filmes de ficção.

MSN Messenger
 (1999)
Em um passado não tão distante ele caminhava firme pelos emaranhados trilhos da internet. Foi o primeiro bate-papo a enviar SMS e trocar arquivos. Nos primeiros seis dias, registrou 700 mil usuários. Em 2008, chegou à impressionante marca de 299 milhões de pessoas. Mas, não resistiu ao implacável tempo. A Microsoft oficializou no dia 30 de abril de 2013 o fim do MSN Messenger na versão em português. Os usuários antigos, assim que entravam no site, eram convidados a migrar ao Skype, um sistema que de certa forma abocanhou as utilidades do já falecido mensageiro.

Wikipédia
 (2001)
Ah, quantos trabalhos universitários, escolares e até profissionais já não foram feitos graças a ele? Simplesmente, o maior dicionário do mundo, mas, como uma grande diferença: o Wikipédia permite que qualquer internauta, inclusive você, edite o conteúdo de seus artigos. Até hoje já foram criados mais de 14 milhões textos em centenas de línguas e dialetos. É o sexto site mais acessado do mundo.


Fotolog 
(2002)
Já foi o tempo em que o Fotolog ditava tendências e você flagrava vários “momentos marcantes do seu dia” com sua câmera Cybershot e publicava esperando comentários (é, talvez você ainda faça isso em outra rede). Mas foi o Fotolog o primeiro a explodir quando o assunto é compartilhamento de fotos na web. A ideia sempre foi funcionar como um diário, mas, ao invés de textos, teria como principal ingrediente fotografias. O Fotolog é outro dinossauro que, aos trancos e barrancos, sobrevive no limbo da internet quando o assunto é Brasil. Lá fora ainda tem um pouco mais de popularidade e mantém seus adoradores, que não trocam a plataforma por nada.

MySpace 
(2003)
Foi por muito tempo a rede social mais popular do mundo, por possuir uma plataforma interativa com fotos, blogs, fóruns e um ótimo serviço de streaming para música. Mas, pegou ladeira abaixo com o passar dos anos. Para se ter uma ideia, em 2005, a News Corporation comprou o MySpace por US$ 580 milhões. Em 2011, a rede foi vendida por US$ 35 milhões. Chegou a ficar fora do ar e ser relançada no final de 2012 com uma reformulação completa, mas não conseguiu nem de perto se reposicionar no mercado. Ainda sobrevive com seus usuários fiéis, mas longe dos seus auges de queridinha. No Brasil, nunca se popularizou.

Orkut 
(2004)
Você que hoje possui conta em uma rede social toda azul, provavelmente veio de uma rosa. Ela, por sinal, foi a preferida do brasileiro por anos. Chegou à marca de 30 milhões de usuários só no país. O nome diferente foi uma homenagem ao projetista chefe da rede, Orkut Büyükkökten, engenheiro turco do Google. Em 2013, uma pesquisa apontou que a rede perdeu em três anos 95,6% do número de acessos fixos no Brasil. A avalanche ocorreu muito pela quantidade exagerada de spams que invadiram a rede. Hoje, a rede jaz na história e sumcubuiu a evolução das espécies sem deixar muita saudade para a grande maioria.

Yahoo! Respostas 
(2006)
Praticamente todo internauta brasileiro, ao fazer uma busca, já caiu no Yahoo! Respostas. Lançado no Brasil em 2006, sua dinâmica é simples: toda pessoa pode perguntar ou responder qualquer coisa. A melhor resposta recebe votos e aparece com maior evidência. E, assim, muita gente já tirou dúvidas. A dinâmica fez com que a plataforma se transformasse logo em um sucesso de audiência. Mas, com o tempo, ganhou críticos ferrenhos, que torcem o nariz por receber respostas não confiáveis e não checáveis. Perdeu popularidade por isso? Que nada! A rede recebe milhares de perguntas e respostas por mês.

Lembra de mais algum dinossauro da internet? Então não deixe de incluir nos comentários.


Reportagem publicada originalmente na revista Administradores edição 25

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