Quem quer ser um grande político?

Estamos diante de uma situação inusitada, na vitrine do eleitorado está faltando bons candidatos. O pior de tudo, só quem não tem nada a perder está procurando a política. Como em qualquer compra, troca ou aposta o eleitor precisa garimpar para escolher um bom gestor.

A cidade se prepara para mais uma aposta. Uns vão apostar na recuperação de alguém que não cumpriu o que prometeu em campanha. Outros podem apostar na inexperiência ou em aventureiros políticos. Mas pelo andar da carruagem, tudo vai continuar como sempre e a cidade vai continuar agonizando, e mais, os problemas vão se acumulando.

Mas o que a cidade precisa de verdade? Precisa ser administrada por um excelente gestor, um gestor eficaz. Precisa de planejamento estratégico e de alguém que tenha compromisso em elevar o índice da educação do município e não alimentar partidos políticos com construções de escolas. Um gestor que melhore a eficiência da máquina pública, através de cursos de requalificação, principalmente na área da educação, valorizando o capital humano. Um gestor que se preocupe com a saúde da população e que tenha a missão de atingir 100% de saneamento básico na cidade e não somente de construir hospitais e comprar ambulância. Um gestor com planos eficazes de mobilidade urbana e não com a festa de compra de ônibus. Um gestor que resolva o problema de infraestrutura da cidade e não com a velha operação “tapa buracos”, financiadora de campanhas políticas. Portanto, chega de aventureiros.

A administração pública de todos poderes obedece os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Em obediência a esses princípios e aplicando os recursos públicos, com eficiência e conforme a Lei, o bem estar dos cidadãos fica segurado. O modelo de gestão pública alicerçado na política demonstrou não conseguir dar essa resposta. A gestão e os gestores que nós elegemos, na maioria das vezes, fracassaram. O jogo político tem vários propósitos, mas o principal deles é a perpetuação no poder.

Está escrito na história do mundo que as grandes empresas são sinônimos de eficiência. Temos que colocar em prática o modelo da gestão privada na administração pública: metas claras, processos definidos, planejamento e visão estratégica. A ideia de produção enxuta, empregada por grandes empresas privadas precisa ser implantada para que a máquina pública seja movida pelos três pilares: eficiência, aumento do desempenho e corte de custos.

Nesse contexto, não adianta mais ficar apostando em discursos vazios. Não adianta mais apostar em honestidades, pois honestidade é obrigação e não virtude. Não adianta mais querer apostar em quem não aponta soluções, mas se alimenta de críticas. Tá na hora do eleitorado largar de ser rebelde e procurar estudar a fundo os candidatos que se apresentam para disputar uma eleição, principalmente aos cargos no executivo. Tá na hora de apostar no candidato, que através de pesquisas, procure entender as necessidades e esses desejos do eleitorado. A experiência de um candidato na gestão pública ou privada é outro fator que tem que ser estudado. Verifique a escolaridade do candidato.

Assim como uma grande empresa, um grande político tem que ter visão, tem que ter a compreensão clara do que almeja e onde pretende chegar. Essa visão é um sonho que tem que ser realizado, motivo central que, como mostra a história, impulsionou trajetória de grandes líderes, Alexandre, o Grande, Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Nelson Mandela, Barack Obama e tantos outros. “Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos um dia viverão em uma nação que não os julgará pela cor de sua pele, mas pelo seu caráter.”, o sonho de Martin Luther King era viver em uma sociedade em que os brancos e os negros vivessem em paz e harmonia, sem discriminação. O sonho de Gandhi era ver a liberdade do povo Indiano através de uma revolução pacífica, ou seja, sem derramamento de sangue. Nelson Mandela, mesmo passando 27 anos preso em condição insalubre, nunca abandonou a luta pelos direitos iguais entre negro e brancos na África do Sul.

Portanto, na hora de decidir, decida por um candidato de visão, aquele que vê sempre o futuro acontecer agora. Um iluminado em matéria de conquistas. Um gestor que tem experiência para assumir qualquer cargo no executivo, devido ao alto grau de competência e do compromisso com a coisa pública. Que tenha oferta de valor. Ou seja, que gere um benefício real para o eleitorado, o que deixe bem claro os benefícios que os eleitores terão ao apostar em sua candidatura. Que tenha um diferencial competitivo, mostrando-se superior aos seus principais concorrentes.

É tão fácil e tão simples escolher um candidato. Quem quer ser um grande político?

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