Café com ADM
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Quem precisa de estratégias de RH?

Fala-se a todo tempo que gente é importante, mas ainda se faz muito pouco. Como a área de RH tem sofrido gradualmente uma mudança em seu foco de atuação e de posicionamento estratégico, é preciso disseminar o conhecimento e desenvolver uma série de atitudes que levem ao progresso efetivo.

Que a área de recursos humanos tem sofrido gradualmente uma mudança em seu foco de atuação e de posicionamento estratégico ninguém duvida. Em algumas empresas isso tomou uma proporção maior do que em outras, é claro e natural. Devido essencialmente a maneira como essa visão sobre a forma de trabalhar foi proporcionada pelos novos gestores de pessoas. Como sempre digo, fala-se a todo tempo que gente é importante, mas ainda se faz muito pouco. É preciso disseminar o conhecimento e desenvolver uma série de atitudes que levem ao progresso efetivo dentro do raio de ação da própria gestão de pessoas.

É relativamente fácil, manter-se dentro do aquário do escritório desempenhando tantas funções direcionadas para a área de RH. O que se torna diferença crucial hoje em dia e, me arrisco a dizer, que para o futuro é exatamente entender a cultura e, conseqüentemente, o clima organizacional para direcionar as ações capazes de efetuar as mudanças que vão sim proporcionar um diferencial competitivo em pessoas e carreiras, estratégias e empresas.


Exatamente por conta disso, o principal momento de ação do profissional de RH ocorre quando este busca entender e diluir o conhecimento sobre o comportamento humano e a partir deste movimento, sua aplicação pode ser estabelecida dentro da empresa e nas demais organizações e grupos que uma pessoa faça parte. É isso que é estratégico.

Mas, por onde começar?

Saindo do aquário do escritório. Conhecendo mais a fundo as pessoas da empresa. Seus problemas e aspirações. Anseios e desejos. Sorrisos e lágrimas.

Ok, não há tempo para tantas coisas e tantas pessoas. Entendo e concordo. Por isso mesmo é que esse conhecimento sobre comportamento humano deve ser dividido com todos que formam a organização, desenvolvendo competências, formando capital intelectual e aproveitando seu potencial estratégico.

As principais estratégias de gestão de pessoas passam por melhorar e desenvolver o clima organizacional chegando até a própria cultura da empresa. Um dos maiores erros é o departamento de recursos humanos pensar que pode fazer isso sozinho. E acabando por se enredar no mundo de coisas que tem de fazer não faz direito seu papel junto à estratégia organizacional. Quer fazer tudo e tenta o muito, consegue poucos recursos e acaba fazendo o famoso o que dá.

Toda a empresa. Todos os stakeholders internos. Simplesmente todos. Precisam desenvolver aspectos comportamentais e ajudar a tornar o ambiente dentro do trabalho muito melhor. Estrategicamente melhor. Gigantescamente melhor.
Repito que um dos sérios problemas que tenho identificado nos cursos e consultorias que ministro por esse nosso imenso Brasil em empresas de diversos portes e segmentos é a falta de conhecimento em gestão de pessoas. Mesmo os psicólogos dos departamentos de RH. Conhecem bem de psicologia e não de gestão de pessoas. A gestão é muito mais que os conhecimentos e atributos de psicologia ou comportamento isolados.
Gestão significa o cumprimento do processo administrativo: planejamento, organização, controle, direção e coordenação. Por isso mesmo, é preciso que o profissional busque a sinergia a partir do que estruturou ao longo da vida como seu próprio capital intelectual.

O planejamento de cada ação diária é imprescindível. Não apenas ficar planejando o longo prazo ou a atividade completa. Planejem até o momento de entrar em um setor e dirigir a palavra aos colegas. Lembre-se quem está entrando não é o fulano. É o gestor de pessoas. E como gestor deve planejar cada passo para não cometer erros. Ou pelo menos evitá-los ao máximo.

E se apenas este ensinamento for diluído entre os demais colegas todos poderão se tornar melhores gestores de pessoas. O clima tende a melhorar. A cultura, a desenvolver e o RH passará então a ser visto como aquele que desenvolve pessoas e não a pessoa do DP.

Também se organize a cada instante e ensine aos demais. E organizar não apenas no sentido de ter as coisas arrumadas, não. Organize no sentido de alocar realmente os recursos. Há quanto tempo você não toma um cafezinho com os colegas de outro setor? Ou penetra em pequenos grupos? Quanto tempo você não escuta seus clientes de forma voluntária???

A alocação de recursos dentro da gestão de pessoas passa pela palavra disponibilidade. E isso não serve apenas para quando um colega se dirige até você. Serve principalmente quando você se dirige aos demais para ouvir sem que ele precise falar. Seja com um recurso, com uma técnica, com um ensinamento ou somente uma palavra amiga e um sorriso.

Também ensine o controle de cada atitude. Principalmente quanto à gestão dos comportamentos, do tempo e dos recursos. Cobre o que ensinou e reforce sempre o comportamento. Lembre-se sempre de dar e pedir feedback. Demonstre o quanto isso é importante para as pessoas. Dentro e fora da empresa.

Por fim, direcione cada um destes ensinamentos à estratégia da organização. E ensine às demais pessoas como direcioná-los. Difundindo conhecimento e ajudando às pessoas a tornar a vida dentro da empresa melhor, os resultados aparecem com mais clareza. Cada um começa a policiar as próprias atitudes antes mesmo de cobrar do outro e de posse do que deve fazer para consertar uma idéia tende a ganhar muito mais sinergia.

Pense nisso na próxima vez que abrir uma porta.
E lembre-se sempre que as estratégias de gestão de pessoas começam com pequenas atitudes vindas de cada um.


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