Quem ama o que faz transforma mais fácil

A falta de monitoramento e foco em resultados afetam muito a competitividade de atividades públicas e privadas.

A falta de competitividade em empresas a na área pública começa pela habilidade de seus gestores em liderar e gerenciar as atividades. Existem gestores que se concentram excessivamente em cuidados financeiros e ficam numa obsessão tão grande por cortar custos que acabam afetando até a vitalidade da própria atividade ou comprometendo a qualidade do que produzem. Outros são relapsos com os controles fazendo com que a organização mais se pareça com um grande caminhão, numa ladeira, desgovernado e sem freio e se subir o morro conseguindo passar a curva está ótimo. O ideal está sempre no equilíbrio, não existindo uma receita pronta e definitiva para o êxito.

O fato é que você não pode gerenciar uma atividade sem qualquer controle. Sem indicadores que apontem se você está indo bem ou não. E mais: precisa ver se as ações estratégicas – aquelas que podem mudar a vida da atividade – estão sendo, de fato, implementadas.

Um caminho é inevitável. Para a empresa progredir geralmente há necessidade de pessoas que primeiramente amem o que fazem nela e se vejam felizes na atividade. De nada adianta ser um excelente gestor e odiar realizar a atividade naquela empresa. Mais dia, menos dia esta pessoa buscará outro rumo, primando por aquilo que verdadeiramente gosta. Está na essência do existir profissional a frustração por não fazer o que gosta e ai começam problemas de irritabilidade, de falta de bom acompanhamento de resultados financeiros, de controles dos indicadores da empresa (Satisfação dos clientes, retrabalho, tur-over, relação faturamento x profissionais...) e há tendência de isolamento e distanciamento do contato entre gestor e equipe.

As empresas com mais sucesso possuem gestores atentos aos seus indicadores, focados em dialogar e liderar a equipe, tendo por base metas desafiadoras e sabem fazer com que aquilo que foi planejado como estratégico saia do papel em ações. E como controlar tudo isso? Ai reside a solução de um dos maiores problemas de gestão do país: a falta de cultura para o monitoramento.

Vale lembrar que se a estratégia restrita a uma ou poucas reuniões dificilmente acontecerá por falhas no monitoramento permanente. Existem soluções tecnológicas inovadoras que podem tornar o ato de controlar tudo o que ocorre na sua organização mais fácil e prático. Porém, lembre-se: nenhuma tecnologia supre a falta de disciplina do gestor em buscar os dados, avaliar os dados e buscar ajustes na trajetória das ações táticas e operacionais definidas.

Dizia o escritor irlandês Jonathan Swift: “Visão é a arte de enxergar o que aos outros é invisível”. Em estratégia temos que ver a frente... E, acima de tudo, transformar visão em prática de gestão. Caso contrário tudo que se planifica não passa de devaneio que permanecerá no campo dos sonhos, o que geralmente não é a opção desejada.

Marcelo Silveira Dalle Teze – Consultor empresarial e palestrante www.heip.com.br marcelo@aliados.net.br

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