Que crise é essa?

O grande desafio é conviver com a crise originada pela automação

Driblar é para craques como Garrincha, Pelé, Maradona, Messi...que se livravam rapidamente de um marcador e de outros que vinham em socorro e, igualmente, também driblados. Eram craques!

Para os mortais, como nós, há que haver preparo e análise e interpretação das mudanças, das crises por virem, a fim de não terem a vida de Sísifo, que passou a vida fazendo o que não gostava, numa rotina enfadonha e, se no mundo de hoje, à mercê do descarte.

Não é de hoje que há crise- (i) políticas, (ii) econômicas, (iii) políticas e econômicas. As originadas lá fora como a de 2008, da 2ª guerra, dos choques externos ( alta do preço do petróleo e dos juros), queda do preço do petróleo...e as geradas por nós mesmos- por ação ou por omissão, no país: Estado Novo, deposição, suicido de Vargas, renúncia de JQ, deposição de JG, inflação galopante, ditadura, inflação reprimida- e escondida-, moratória, redemocratização, 84%/mês de inflação, impeachment do primeiro presidente eleito, pós 60, impeachment 2... dependência de comoditties...

Mas o grande desafio é conviver com a crise originada pela automação, com o encolhimento constante do tradicional mercado de trabalho, acompanhada da globalização- que enseja concentração de negócios ora num país ora noutro. Há que se preparar para ser o autor da própria vida e trabalho.

Adultos, homens e mulheres, sabem que os títulos formais, os cursos longos, carregados de chancelas, marcas consagradas no passado, carecem de reexame, e preparam-se para viver ativamente mais, e melhores, anos, buscando zelosamente equiparem-se para dobrar o tempo de trabalho, quando o vivido foi, ou será, prazeroso e profícuo, expressão de vigor mental e físico.

Os novos adultos estão cientes que, no mais das vezes, não haverá mais contra- cheque, nem tudo será na mesma sequência, previsível só o imprevisível, sem esquecer que viverão até os 80/90..Não imputarão a culpa aos governos, ao mercado, pois as mudanças e crises são sempre bruscas, e agora constantes, e implacáveis com os que não têm as rédeas da vida e do trabalho nas próprias mãos.

Já para os jovens, lá no início, as referências não são mais, necessariamente, os pais, por os verem prestes a perder o emprego ou já desempregados. Para os que ora vem ao mundo, a atividade que exercerão sequer existe.

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