Quanto custa uma oportunidade?

Oportunidades são valiosas. Desperdiça-las é perder tempo, dinheiro e o pior: chances que talvez nunca mais se repitam

Já dizia uma famosa propaganda que algumas coisas ‘não têm preço’. São valiosas demais para mensurarmos valor. Uma delas é a oportunidade. Quanto custa uma boa oportunidade? Não dá para dizer. Algumas delas podem custar uma carreira inteira, ou um relacionamento profundo. Oportunidades valem o preço de possibilidades até então não alcançadas. Ou conquistas que só se alcançam porque, em determinado momento, tivemos a chance de mostrar nossa garra, técnica, valor e competência.

Oportunidades são tão valiosas que, por vezes, estamos dispostos a pagar caro por elas. Há casos e mais casos de quem investiu uma boa soma de dinheiro apenas para conseguir trocar algumas palavras com determinada pessoa ou sentar-se ao lado de alguém em uma mesa de negócios. Se uma oportunidade vale tanto, então por que perdemos tantas oportunidades? Por que deixamos passar momentos preciosos ou, então, contatos tão importantes. Que contradição: oportunidades valem caro e as desperdiçamos.

Algumas oportunidades são desperdiçadas por causa do medo. Uma oportunidade pode indicar mudanças radicais na vida, na rotina e até investimentos financeiros. E isso, naturalmente, gera algum tipo de temor. Só vencemos o temor associado às oportunidades quando entendemos que vale a pena encarar tais mudanças ou até riscos em nome de algo melhor.

Outras oportunidades são desperdiçadas por morosidade ou procrastinação. Alguém já dizia que precisamos ser vanguarda e não retaguarda. Atentar para uma oportunidade com atraso é, por vezes, sinônimo de perder a oportunidade, ou, então, de iniciar um processo tão tardiamente que ele não fará mais diferença. Precisamos ser rápidos o bastante para perceber a chegada da oportunidade e aproveitá-la ao máximo. A demora é inimiga de quem deseja aproveitar bem as oportunidades que o cercam.

E há também oportunidades que são desperdiçadas por uma falha de interpretação ou um mau juízo. Quantas oportunidades foram interpretadas como perigos ou desperdício, enquanto estávamos, na realidade, diante de algo inofensivo e, ao mesmo tempo, vantajoso em médio ou curto prazo. Por vezes, nosso juízo ou análise acabam sendo comprometidos por experiências negativas que tivemos no passado ou, então, por total erro interpretativo. Uma análise franca e descomprometida com erros ou tristezas do passado é fundamental para verificarmos se vale ou não a pena abraçar uma oportunidade.

Um incentivo que sempre vale a pena ser lembrado vem de Paulo, o apóstolo: “aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus” (Efésios 5.16). Fica a dica!

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