Quando o fracasso é uma vitória

Nem sempre o fracasso é ruim. Ás vezes ele é um verdadeiro livramento diante de uma escolha errada ou estratégia mal elaborada. Analisar os fracassos pode nos levar a crescer na carreira de modo espantoso

Temos em mente a vitória e nos esforçamos ao máximo para alcançá-la. Compartilhamos as vitórias com alegrias e as transformamos em nosso currículo, mostrando às demais pessoas que somos capazes e esforçados o bastante para atingir nossos objetivos e vencer os obstáculos que estão à nossa frente. Mas, e as derrotas? E os fracassos? Em geral, eles não são relatados, não entram em currículos e não servem para outra coisa senão para nossa tristeza. Quando nos lembramos deles, logo já queremos mudar de assunto, pois os associamos às nossas fraquezas, inaptidões ou falhas, seja de planejamento ou execução.

Essa percepção relacionada aos fracassos não está errada, porém incompleta. Há um detalhe a ser acrescentado, e ele fará toda a diferença. Fracassos podem mostrar uma enorme vontade de vencer. Podem mostrar que alguém está tentando algo difícil. Podem ser indicativos de uma vontade enorme de superar marcas e vencer obstáculos até então inalcançáveis. Jim Collins comentou, no livro Feitas para Vencer, que, no currículo dos grandes personagens da história, sempre há vários fracassos registrados e eles mostram uma incessante vontade de superação e de conquista.

Pessoas que não tentam algo maior ou diferente não fracassam. Aqueles que se acomodaram às pequenas conquistas e fazem delas seu portfólio também não fracassam. Os que desistiram de lutar não fracassam. Mas os que estão em processo de superação, inovação, mudanças e grandes conquistas, esses fracassarão de vez em quando. Amargarão derrotas. E se lembrarão de momentos doloridos em que a vitória não veio. Tais fracassos serão acumulados na lembrança e convertidos em experiência. Serão verdadeiros degraus por onde subirão até chegarem ao êxito. Tais fracassos poderão servir para mudanças radicais no planejamento ou implementação de ações que, finalmente, resultarão em vitória.

Precisamos aprender a viver bem apesar dos fracassos e a aprender com eles, transformando-os em educativos e necessários em todo o processo de mudança e implementação. Deixar de fazer por causa do medo de fracassar é pior do que fracassar na tentativa de fazer. Então, diante de alguns fracassos, nosso sentimento deve ser de vitória, pois tentamos, demos nosso máximo, corremos riscos na tentativa de chegar lá, e se não deu certo, pelo menos já aprendemos uma série de coisas e já sabemos o que pode e o que não pode ser feito, o que precisa ser melhorado e o que já foi superado, apesar de não ter sido o suficiente.

Fracassou? Não está tudo acabado. Pelo contrário: há muito que pode e irá ser feito, com fé, determinação, novas estratégias e, se for o caso, até mudanças de direção, sempre levando em conta os objetivos que estão à nossa frente e a real vontade de vencê-los. Siga em frente, coragem, força e ânimo. Fracassos podem ser apenas indicativos de que você está chegando lá, quem sabe esteja mais perto do que imagina...

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