Quando devemos ajudar outras pessoas?
Quando devemos ajudar outras pessoas?

Quando devemos ajudar outras pessoas?

Todas as pessoas precisam de ajuda, mas será que todas querem ser ajudadas? Descubra como identificar as pessoas certas para você ajudar

No geral, os seres humanos têm a tendência de ajudar e dar uma “forcinha” para mudar e “melhorar” as outras pessoas e suas vidas.

Não necessariamente porque elas precisam se tornar melhores ou serem mudadas. Muitas vezes é apenas luxo (ou intromissão mesmo) daqueles observadores mais próximos e exigentes.

Até certo ponto, esta prática pode ser saudável e, quem sabe, altruísta por desejar o melhor para os outros. Porém também pode ser prejudicial em casos extremos, tanto para quem pratica como para quem recebe a ajuda.

A cobrança para que a pessoa seja “perfeita” é um exemplo de resultado negativo que essa situação pode gerar. Esse tema foi abordado no artigo “A verdade sobre tentar ser perfeito”.

Tentando Ajudar quem não quer ser Ajudado

Existem circunstâncias específicas que nos deparamos com pessoas que precisam de ajuda. Seja para superar dificuldades ou até mesmo para corrigir problemas de caráter e de conduta.

Mas acontece que são justamente nesses casos, em que o auxílio não se trata de capricho mas sim de necessidade, que algumas pessoas resolvem dificultar ainda mais as coisas.

Endividados que não querem parar de gastar dinheiro. Doentes que não querer cuidar da saúde. Jovens que não querem estudar e se preparar para o mercado de trabalho. Trabalhadores com a carreira estagnada que não querem sair da zona de conforto e se desafiar. Indivíduos que possuem valores de conduta distorcidos e que não querem seguir princípios éticos e morais.

Ficamos perplexos e sem entender porquê elas agem e vivem dessa forma. Elas sabem quais são os problemas e, as vezes, até quais são as soluções, mas não querem se dar o trabalho de mudar.

O problema não é errar, até porque todos nós somos falhos, mas é persistir no erro conscientemente. Isso vale tanto para quem quer ajudar ao próximo como para quem não ajuda a si próprio (você já vai entender no decorrer do texto).

Saber diferenciar quem precisa e quem quer ajuda

Eu já convivi com pessoas que pertencem aos dois grupos, na verdade já cheguei a ser amigo delas (acredito que você também). Ambos grupos têm problemas e dificuldades, mas de um lado estavam as pessoas que queriam ajuda e do outro as que pareciam não se importar tanto com isso.

É fácil identificar e diferencia-las.

As pessoas que querem ser ajudadas são humildes para admitir as falhas e são esforçadas para supera-las. Elas sabem o que está errado, mesmo nem sempre sabendo o que está causando isso ou o que precisam fazer. Podem até cometer deslizes e não conseguir atingir os resultados esperados, mas no final das contas elas não desistem e estão dispostas à ouvir conselhos e a mudar.

As pessoas que não querem ajuda são orgulhosas e se preocupam em passar uma imagem de inabaláveis para as demais. Elas não admitem que erram ou que precisam de ajuda para superar os obstáculos. Se acham autossuficientes. Pior ainda é quando elas defendem cegamente as suas convicções, ignorando totalmente argumentos e provas contrárias à sua opinião. Demonstram desprezo e zombam das outras pessoas.

Com o passar do tempo e com algumas situações do dia a dia, percebemos claramente em que grupo nossos amigos, familiares e colegas se enquadram.

A decisão que tomei e o motivo

Após tentativas frustadas para ter conversas coerentes e construtivas, além de ter tentado ajudar, eu optei em me afastar de pessoas que tinham atitudes como as do segundo grupo.

Não foi uma escolha muito fácil de se tomar, ainda mais quando estamos falando de pessoas que são do nosso convívio diário e do nosso círculo de amigos.

Porém é o melhor a se fazer, pois do contrário estaremos apenas gastando o nosso tempo e as nossas forças com pessoas que não querem que façamos algo por elas.

Dar continuidade nestas tentativas é inútil e desgastante para os dois lados. A lógica delas é diferente da nossa e normalmente não se importam com os nossos argumentos, motivos e/ou valores.

Não podemos (e nem devemos) obriga-las a mudar. Mas da mesma forma que elas escolheram se comportar assim, nós optamos em nos distanciar. Se a vida não as mudar, não será nós que vamos conseguir fazer isso.

Não que não vale a pena lutar por elas, mas precisamos nos valorizar e defender os nossos ideias.

Apenas devemos persistir nas tentativas de ajuda-las se tivermos um ótimo motivo para isso. Como por exemplo, se forem nossos pais, irmãos, cônjuges ou outras pessoas muito amadas. Mas devemos estar cientes de que talvez todo o esforço e desgaste sejam em vão.

Não podemos ser ingênuos, acreditando que todas as pessoas querem o bem umas das outras. Infelizmente vivemos em uma realidade corrompida e em tempos sombrios, onde pregam e agem como se o certo tivesse virado errado e o errado virado certo.

Você já tentou ajudar uma pessoa que não queria ser ajudada? Como foi a sua experiência? Até que ponto acha que devemos nos sacrificar para tentar ajuda-la?

Comente aqui embaixo e compartilhe com aquela pessoa que gosta de ajudar o próximo.

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    Samuel Rota

    Samuel Rota

    Redator Freelancer | Administrador | Empreendedor - www.samuelrota.com
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