Qualidade e Gestão Educacional

A qualidade da gestão educacional tem reflexos diretos no desempenho de docentes, técnicos e alunos, com benefícios significativos para as comunidades e a sociedade. Os avanços tecnológicos e as novas exigências do mundo do trabalho têm requerido das direções escolares competências e habilidades para um trabalho educacional ajustado às mudanças constantes. Assim, os níveis de escolaridade, informações e leituras do diretor escolar devem estar em consonância com as demandas sociais e com os desafios que a escola enfrenta no cotidiano da comunidade, para que a vivência escolar seja contemporânea e qualificada. Os números do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) revelam que, para uma maior a escolaridade do diretor, melhor será o desempenho dos alunos. O Saeb/ 2003 comparou a formação acadêmica dos dirigentes escolares com a nota média obtida nos testes de Língua Portuguesa e Matemática, aplicados aos alunos da 4ª e 8ª séries do Ensino Fundamental, e da 3ª série do Ensino Médio. A pesquisa demonstrou que estudantes de unidades escolares onde o diretor possuía apenas o Magistério (Ensino Médio) conseguiram médias avaliativas de 154 pontos em Língua Portuguesa e de 163 em Matemática. Nas escolas em que o dirigente tinha formação superior completa, a média elevou para 172 e 180, respectivamente. Isso significa uma elevação aproximada de 5% no desempenho dos alunos. Essas diferenças de desempenho continuaram a progredir quando se analisou a extensão de estudos do diretor escolar. Os dados do Saeb mostram que alunos, cujos diretores possuem curso de pós-graduação, obtiveram resultados melhores se comparados aos de estudantes de escolas em que os dirigentes têm apenas curso superior de graduação. A diferença entre alunos do diretor com especialização foi de 3% maior que os alunos dos diretores apenas graduados. Já os estudantes de dirigentes com pós-graduação strictu sensu apresentaram aproximadamente um resultado 13% superior aos dos diretores com especialização, nos testes feitos com Língua Portuguesa e Matemática. Num mundo competitivo e exigente com os desempenhos escolares, essas diferenças de aprendizagens, por conta das competências do diretor escolar, deságuam nos resultados de oportunidades para os alunos que buscam na escola uma vida mais digna, com melhores possibilidades sociais. A esmagadora maioria das escolas de ensino fundamental está nas redes públicas. Dessa maneira, as políticas de estímulo, formação e escolha dos diretores escolares devem merecer a cuidadosa atenção dos governos e dos órgãos público, na busca de uma gestão escolar de qualidade para a grande parcela dos jovens brasileiros.
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