Qualidade de vida do professor da escola dominical

Realizar tarefas das quais não se gosta trabalhar em uma organização a qual não se tem amor ou com a qual não se concorda, podem gerar insatisfação, desmotivação e consequentemente, estresse. Esse não é o caso dos que trabalham na Casa do Senhor, pois o trabalho como professor de Escola Dominical é voluntário, realizado por amor à Obra

Geralmente, o cristão o faz sob altos índices de satisfação e motivação, sabendo que o seu trabalho é realizado para Deus, com uma recompensa muito superior à que um patrão terreno lhe daria (Cl 3.23). Definido isso, talvez nem fosse necessário discutir o tema, pois os elementos estressores, que cientificamente aparecem como destruidores da qualidade de vida, provavelmente não estejam presentes nos que trabalham na Casa do Senhor.

Inclui-se, entre esses, os professores de ED, embora estejam também os obreiros de forma geral e todos os que fazem voluntária a Obra. No entanto, os elementos estressores são típicos das atividades laborais, tanto em fábricas quanto em empresas de serviços, repartições públicas, organizações de voluntariado e também nas organizações religiosas, onde se executam trabalhos voluntários por filosofia religiosa e convicção espiritual. Essa é a justificativa para uma discussão sobre o assunto.

A qualidade de vida das pessoas, tanto na atividade laboral quanto na vida pessoal, é o resultado de vários fatores psicológicos e psicossociais, com alta carga valorativa. Cada indivíduo sabe o que é ter qualidade de vida, mas o seu conceito pode não servir para outras pessoas, pois naturalmente a conceituação de qualidade de vida se dá conforme as experiências pessoais, o ambiente, a cultura experimentada e outras variáveis. Isso pode significar que é possível realizar um trabalho sem obter ganhos financeiros e sentir-se com boa qualidade de vida, por estar satisfazendo outras áreas da vida com a atividade profissional.

Alguns fatores inerentes à atividade laboral são importantes na definição da qualidade de vida das pessoas, como as condições de trabalho, a vontade, o gosto, o comprometimento e a implicação com o trabalho. Há muitos elementos que poderiam ser trabalhados neste tema, mas aqui serão comentadas as condições estressantes que as atividades de trabalho do professor da ED podem trazer às pessoas, que poderão diminuir sua qualidade de vida e como devem ser enfrentados.

É importante lembrar que Jesus nos prometeu vida com abundância (Jo 10.10). A abundância a que se refere este texto é de salvação, mas também se refere a uma boa vida, saudável e tranquila diante das dificuldades da vida diária. Essa abundância de vida é a que buscamos cada vez mais em Cristo.

Na atividade laboral dos professores de ED, há situações potencialmente estressoras. Na verdade, são inerentes à vida e ao trabalho. De uma maneira geral, as situações causadoras de estresse são múltiplas e desencadeiam uma diversidade de consequências seja para o próprio professor, para a igreja à qual pertence, para os alunos e até mesmo para suas famílias. Por isso é importante o cuidado quanto a esse aspecto, para que, mesmo que a atividade seja estressante, a vida seja saudável!

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