Qual o papel do gestor efetivo?

Embora as tecnologias tragam benesses às sociedades e aos mercados, elas não são, nem de longe, capazes de alcançar o progresso e as inovações por si só. Daí, o porquê da figura do gestor efetivo ser indispensável quando se fala no uso racional de recursos tecnológicos e na sua capacidade de convergir esses recursos para a otimização das capacidades essenciais da empresa

A administração é uma ciência indispensável em qualquer atividade humana, seja ela econômica, seja ela social. A gestão efetiva condiciona ao melhor aproveitamento de recursos (estruturais, capitais, humanos, relacionais), aproveitando as melhores oportunidades e, consequentemente, contribuindo para o progresso. Gerir pode ser considerado uma arte, pois levando em conta a contínua transformação dos ambientes econômicos, fiscais, legais, sociais, entre outros, não é tarefa fácil para o tomador de decisões diário escolher a melhor alternativa dentre as diversas possibilidades para se apoiar. Entretanto, apesar de um mundo com ambientes cada vez mais “voláteis”, a gestão efetiva é a única alternativa viável para o alcance do sucesso nas relações de troca. Administrar com efetividade é, em última análise, vital.

A competitividade acirrada entre os diversos mercados locais e globais se acentua à medida que novas tecnologias emergem para acelerar o modo como os negócios são realizados. A velocidade com que o fluxo de informações diversas percorre os ambientes graças as melhorias e inovações oriundas do ambiente tecnológico assinala a extrema importância que este representa para os negócios e para as sociedades atuais. Embora as tecnologias tragam benesses às sociedades e aos mercados, elas não são, nem de longe, capazes de alcançar o progresso e as inovações por si só. Daí, o porquê da figura do gestor efetivo ser indispensável quando se fala no uso racional de recursos tecnológicos e na sua capacidade de convergir esses recursos para a otimização das capacidades essenciais da empresa.

As tecnologias são ferramentas para o progresso. Cabe ao gestor efetivo selecioná-la e geri-la adequadamente, buscando extrair o melhor desempenho possível. Visão de longo-prazo deve ser sempre o norte a ser considerado, pois a maioria dos recursos tecnológicos têm seu preço, e este, na ampla maioria dos casos, exige uma parcela significativa dos recursos capitais de uma empresa. Nesse sentido, as tecnologias precisam estar alinhadas com os objetivos principais do negócio para que os melhores resultados sejam alcançados com efetividade. Ao mesmo tempo, com toda a diversidade de tecnologias disponíveis no mercado atual, torna-se complexo selecionar àquela que possa contribuir, da melhor maneira possível, para o alcance dos objetivos organizacionais.

Neste ponto existe a necessidade de se estar familiarizado com as novas tecnologias, ou seja, no mínimo alfabetizado digital e tecnologicamente. A questão não é ter a tecnologia assim que ela é aberta ao mercado e/ou despejar rios de dinheiro na aquisição de tecnologias emergentes. Isso pode não agregar em nada o valor de uma empresa. Aqui encontra-se a fronteira entre modismo e tendência e é fundamental saber distingui-los, pois o primeiro passa e o segundo perdura. Cabe ao gestor efetivo estar atento aos movimentos dos mercados e usar essas informações a seu favor quando das tomadas de decisões. Entender os benefícios e as limitações das tecnologias é outro fundamento essencial para a escolha da melhor alternativa ao considerar seu custo de oportunidade dentro de um cenário econômico cada vez mais escasso de recursos.

Portanto, as empresas, através de seus gestores, não podem abrir mão da velocidade que o ambiente tecnológico atual oferece. A velocidade parece ter se fundido com a qualidade, uma vez que ela já é exigência. Outros pontos são, também, essenciais como confiabilidade, integridade, disponibilidade, privacidade, segurança, etc. Todos estes termos devem fazer parte de uma gestão efetiva alinhada à uma administração integrada.

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