Qual o custo da falha para a sua empresa?

Imagine se no processo de produção de uma empresa ocorrer uma falha logística, como, por exemplo, faltar um insumo, quebrar de uma máquina ou atrasar uma entrega. Conforme a música goleiro de Jorge Ben Jor, que diz assim: Eu vou lhe avisar, Goleiro não pode falhar, Não pode ficar com fome, Na hora de jogar, Senão, um frango aqui, um frango ali, Um frango acolá.... No jogo dos negócios, a empresa torna-se o goleiro da música de Ben Jor, onde qualquer falha em seu fluxo logístico irá gerar prejuízos incalculáveis. Neste artigo estará sendo abordada a questão do custo da falta no fluxo logístico, que de fato afetará negativamente toda a cadeia de valor de uma empresa. Então, como avaliar os prejuízos causados pela falta? Qual o verdadeiro valor da falta de um insumo ou componente? Quanto custa a falta de uma parte de um sistema produtivo? De fato estas respostas não podem ser encontradas através de uma equação de custos, nem mesmo através de estimativas de quanto um erro pode acarretar no aumento do custo logístico. Deve-se analisar o custo da falta, pela atividade não realizada pela empresa. E como podemos analisar isso? Em empresas com produção em série como fábricas de automóveis ou eletrodomésticos, a falta de um componente ou um simples parafuso, poderá ocasionar uma parada na produção, ociosidade da mão-de-obra, entrega fora de prazo ou não realizada, resultando em pagamentos sem atividade, retardando a produção e conseqüentemente gerando redução na receita, entre outras perdas que dependerá da atividade empresarial e do produto. Já nas empresas localizadas mais na ponta da cadeia de suprimentos, ou seja, empresas próximas ao consumidor (atacadistas, varejistas ou distribuidoras), a falta pode ocasionar na perda da venda, imagem negativa da marca, perda da fidelidade dos clientes, além da substituição dos fornecedores, principalmente quando ocorre a falta das grandes marcas líderes. Por fim, em qualquer atividade, seja ela no início ou no fim da cadeia de suprimentos, deve-se destacar o equilíbrio no trade-off entre o custo de excesso e o custo da falta, a fim de evitar que a redução dos níveis de estoque possam comprometer o nível do serviço e ao mesmo tempo a gestão financeira da empresa. Neste caso, é importante sempre ter em mente a melodia de Ben Jor, e avalie o custo de uma venda perdida.

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    Marcos Vinícius

    Marcos Vinícius

    Economista, Mestrando em Economia do Desenvolvimento - Pesquisador, Palestrante e Professor de Logística do Centro Tecnológico da Ulbra - Unidade de Ensino São Lucas
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