Café com ADM
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Qual é o sentido do sucesso?

Tão importante quanto ter é ser. Diante disso, cada indivíduo deve ser dotado de consciência acerca daquilo que é ser bem-sucedido para si (e não aos olhos alheios), ponderando sobre fatores materiais e imateriais que contribuam com o seu bem-estar, o de seu semelhante e o das futuras gerações

Muito se fala acerca do termo sucesso. Normalmente, procura-se relacioná-lo com o grau de aquisição de possessões, status ou poder. Porém, será que ter sucesso se resume apenas a ter? Será que o Butão necessita ter o mesmo PIB per capita da Suíça para ser tão bem-sucedido quanto ela?

Fazendo uma consulta aos dicionários, logo perceberemos que sucesso é um termo polissêmico. Entretanto, será destacado um dos seus sentidos, por entender se tratar de algo que deve permear nossa relação conosco e com o meio social com o qual interagimos: ter sucesso é ser feliz.

No seio do modo de produção capitalista, somos compelidos a acreditar que ser bem-sucedido se baseia na quantidade de itens que acumulamos ao longo de nossas vidas. Segundo esse modus operandi, faz sentido, já que ter implica consumir, o que estimula a produção, que estimula investimentos, que gera empregos, que proporciona renda aos indivíduos, dotando-os, assim, de maior capacidade para consumir. Com isso, forma-se um ciclo que se repete indefinidamente, exceto em momentos de crise, quando há uma ruptura desse ciclo.

Contudo, vivemos num ambiente com recursos materiais limitados. Ademais, como única certeza num mundo de incertezas, um dia morreremos. Em vista disso, nós vamos e nossos bens ficam, seja para os nossos herdeiros, para o Estado ou para a sociedade. E como ficam as nossas realizações imateriais?

Diversos estudiosos da motivação humana buscaram descrevê-la sob o prisma da satisfação de necessidades: para exemplificar, Maslow procurou hierarquizá-las e McClelland categorizou-as em três fatores (realização, poder e afiliação). Em todos esses estudos, ficou evidente que há fatores imateriais que impelem o indivíduo a ir além de seus limites. A própria história humana é recheada de exemplos que corroboram essa tese, na medida em que diversos embates entre grupos envolveram aspectos como liberdade e igualdade.

Contemporaneamente, o movimento pela qualidade de vida no trabalho é um exemplo que busca ir além do conceito de homo economicus para motivar trabalhadores, uma vez que seus sete pilares mesclam elementos materiais e imateriais, conforme abaixo:

1.Saúde física;

2.Família/afetividade;

3.Carreira e vocação;

4.Cultura e lazer;

5.Interação positiva com a sociedade;

6.Bens e possessões; e

7.Equilíbrio entre mente e espírito.

Portanto, tão importante quanto ter é ser. Diante disso, cada indivíduo deve ser dotado de consciência acerca daquilo que é ser bem-sucedido para si (e não aos olhos alheios), ponderando sobre fatores materiais e imateriais que contribuam com o seu bem-estar, o de seu semelhante e o das futuras gerações, já que somos parte de uma coletividade global. Parafraseando Gonzaguinha: viver e não ter a vergonha de ser feliz, visto que felicidade não se compra e tampouco se reveste de verniz social.

Pensem nisso, tenham um forte abraço e fiquem com Deus!
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