Qual é o sentido da vida?

Filosofando sobre a vida

Acredito que a maioria das pessoas responderia: simplesmente viver e ser feliz. Mas o que é viver e ser feliz?

Será que viver mais de cem anos com saúde é um bom indicador de felicidade? Sim ou não? E viver mais de cem anos sem envelhecer fisicamente, somente adquirindo mais experiência de vida, construindo uma sabedoria que os anos nos proporcionam e mantendo a saúde e beleza jovial dos 27 anos de idade? Talvez você esteja pensando: “Isso seria ótimo”.

Seria mesmo? Sob o ponto de vista da vaidade é praticamente tudo que buscamos. Mas isso não significa viver de verdade. Ou melhor: significa viver sem ter uma vida. Hã?

Sim. Viver sem ter uma vida.

Ter uma vida é conquistar sonhos, é partilhar momentos ao lado de pessoas que amamos, é compartilhar nossa evolução com as pessoas que nos rodeiam, é prosseguir na jornada pelo fluxo orgânico da vida, é ter uma história para contar….

Ter uma vida é ter um legado. Mas como ter um legado se minimamente não permitimos que as pessoas nos conheçam de fato e permaneçam ao nosso lado por muito tempo? Afinal, ter uma vida como legado é diferente de legado material. É na realidade deixar suas pegadas no mundo, sua história como inspiração positiva. Isso sim é ter uma vida como legado.

Quantas experiências e sentimentos bons e fortes abafamos quando estamos em um processo de fuga, simplesmente ou “complexamente” porque não queremos revelar o que estamos vivendo ou porque temos medo?

Esse é o grande dilema do filme A incrível história de Adaline, que assisti pelo Netflix há uns dias. A personagem deixa de envelhecer aos 27 anos. A obra é apaixonante (pelo menos pra mim!) e realmente nos faz refletir sobre a diferença de viver e ter uma vida.

Retirando o véu da ficção, será que de alguma forma não vivenciamos algo um pouco parecido sem necessariamente termos o problema principal da personagem do filme?

Quando não nos entregamos, quando não nos envolvemos de verdade, quando fugimos de situações com medo da dor, quando não nos permitimos vivenciar sentimentos diferentes… Enfim, como construir uma vida como legado sem correr riscos, sem enfrentar medos e sem dividir com as pessoas?

A jornada só faz sentido com pessoas, desafios, dor e resiliência. Sem isso, apenas respiramos e passamos pela vida.

Viver é delicioso e profundo, mas ter uma vida como legado é o que dá sentido a tudo.

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