Qual a eficácia da sua comunicação?

A comunicação humana é um composto que envolve, além do conteúdo (informações) que, ao ser organizado de forma coerente e inovadora, (conhecimento) pode proporcionar atitudes efetivamente produtivas na audiência.

"Você não pode ser sensato quando está com medo."

Eric Linklater

Qual a eficácia da sua comunicação?

A comunicação envolve as variáveis do comunicador tais como seu estado emocional, sua capacidade de interação com a plateia, no caso de exposições para o público ou mesmo para um único interlocutor, sua capacidade de lidar com objeções, de usar a própria voz e corpo.

Um dos maiores entraves para quem precisa (e quem não precisa?) se comunicar de forma eficaz é exatamente o estado emocional. A maioria das pessoas esbarra nesse ponto. Problemas como brancos de memória, preocupação com a opinião dos outros, sudorese, tremor nas pernas e na voz, perder-se no conteúdo e falar como se estivesse anestesiado são apenas alguns exemplos comprometedores.

Um dos maiores erros de quem precisa ou deseja se comunicar com eficácia é avaliar a comunicação somente com base no conteúdo, pois este representa o mínimo da comunicação. A forma é responsável pela maior parte dos resultados. Dentro da forma estão os reflexos das questões emocionais, que por sua vez afetam os gestos, as expressões e, claro, a informação que deveria ser passada e isso interfere, de forma significativa, na qualidade do conhecimento que se pretende construir com tal comunicação.

Você sabe como avaliar a eficácia de sua comunicação? Sabe como desenvolver uma comunicação altamente eficaz?

Muitas pessoas que procuram pelos programas de coaching da Asbrapa desejam melhorar a capacidade de comunicação. Normalmente são conhecedoras dos assuntos com os quais lidam no dia a dia, sabem transformar esses temas em realizações. Mas, no entanto, quando precisam passar esse conhecimento para terceiros, seja por via verbal ou escrita, fracassam magistralmente.

A ascensão profissional e social varia de acordo com a capacidade de comunicação da pessoa. Quanto mais importante for a sua posição dentro de uma organização ou na sociedade (vide Níveis Relacional Profissional e Carreira e Social e Relacionamentos), mais essa pessoa carece da capacidade de comunicação. Executivos gastam mais de dois terços de seu tempo com a comunicação e grande parte do restante, em reflexões sobre como levar suas mensagens com maior eficácia aos respectivos auxiliares, clientes e a mídia. A comunicação eficaz depende do domínio de cinco elementos cruciais:

Ouvir: É mais do que escutar, é ouvir e compreender o significado das palavras, de acordo com o modelo mental do emissor, para que se possa sentir o que ele pretende transmitir. Fazer um esforço social para dar a idéia de que se está prestando atenção não se encaixa na categoria do ouvir. Ouvir e compreender são fundamentais para decidir, inclusive, para discordar;

Discutir: Discutir é, habitualmente, tido como um debate no qual há vencedores e perdedores. Discutir, do ponto de vista de uma boa comunicação, significa uma troca de idéias e pontos de vista. Metaforicamente podemos utilizar o jogo de golfe e o de tênis como exemplo. No golfe, você sempre arremessa sua própria bola, como se fosse um monólogo. No tênis, você espera que seu oponente lhe devolva os arremessos. A diferença é que numa discussão profissional ou social a idéia não é vencer o interlocutor, mas sim, dar a ele a sensação de que discutir com você é ganhar mais conhecimento, mais experiência e, claro, prazer em elevar o nível das idéias e conceitos;

Perguntar: Dominadas as artes de ouvir e discutir faz-se necessário o domínio da terceira, que é saber perguntar. As perguntas são mais importantes do que as respostas. A sabedoria dos Xamãs diz que perguntas sãos remos, respostas são canoas. Isso significa que se fizermos as perguntas certas iremos para um porto seguro. A sabedoria xamânica ilustra bem isso, pois, uma canoa sem remos é um "barco à deriva". Saber perguntar é saber direcionar raciocínios, é preencher lacunas;

Escrever: "Você não escreve por querer dizer algo; você escreve por ter algo a dizer." disse Scott Fitzgerald. Escrever é, pois, pensar. O que uma pessoa transporta para o papel ou para uma tela de computador é o reflexo do que há em sua mente. Saber como fazer uma atividade e saber registrar os conhecimentos sobre esta mesma atividade num papel ou num arquivo eletrônico são coisas bem distintas. Muitas pessoas não conseguem escrever um simples e-mail de quatro linhas de modo claro e objetivo. Isso porque suas mentes são confusas. Quantas pessoas você conhece que são excelentes "fazedores", mas péssimos professores ou escritores? Certamente muitas. Saber essas pessoas sabem. Mas, transmitir o conhecimento, eis o diferencial de se obter a excelência ao comunicarmos!

Negociar: Negociar é argumentar em defesa de uma idéia ou proposta. O objetivo é a persuasão. E isso, muitas vezes, é confundido com imposição. Negociar é usar todas as quatro habilidades mencionadas anteriormente, de modo a produzir no ou nos ouvintes uma mudança de raciocínio ou de comportamento. Negociar significa ser capaz de relacionar os seus interesses ao da outra parte e não tentar incutir nesta parte o que é importante, vantajoso e interessante, somente para você. Um executivo comenta com seu fornecedor "quero negociar nossa proposta. Quero pagar apenas tanto. É pegar ou largar." O outro retruca "pensei que fôssemos negociar." A maioria das decisões é tomada com base em dados, mas o que motiva uma decisão é sempre a emoção. Benjamim Franklin disse que ao persuadir deve-se falar do interesse e não da razão. Portanto, negociar é, antes de qualquer outra coisa, um misto de ouvir, discutir, perguntar e escrever. É ser empático para convencer e não, simplesmente, para vencer.

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