Propostas para a América Latina

Formular propostas para a América Latina é uma tarefa fácil, entretanto colocar em prática estas propostas é um trabalho bem mais complexo, pois, depende da vontade dos governantes destes países

Estabelecer propostas para o desenvolvimento e crescimento dos países da América Latina é uma tarefa de certa forma simples. O principal problema destes países é a falta de aplicabilidade e estabelecimento de planos estratégicos para promover o crescimento em longo prazo.

Os problemas da região são antigos e vem ocorrendo ao largo da historia de cada país. Podemos dizer que o problema mais difícil deles é a elevada proteção industrial financiada pelas políticas públicas.

Trata-se de um estabelecimento equivocado de fragmentar setores econômicos como prioridades. Através dessa atitude as políticas públicas comerciais não desenvolvem e não criam segmentos importantes que poderão gerar produtos e serviços com alto valor agregado, como é o caso do desenvolvimento de tecnologia de ponta.

Os governantes dos países latinos se caracterizam por realizar as tarefas mais fáceis e as de curto prazo. Estas medidas são extremamente populistas, uma vez que são tomadas para garantir votos para as futuras eleições.

Ademais, existe um pensamento fechado e fomentado para o atendimento ao mercado interno, um exemplo disso, são as elevadas tarifas aduaneiras que os países latinos obtêm. Também, não podemos deixar de mencionar, os elevados subsídios que os governos destinam a vários setores industriais. Essa postura faz com que os países percam competitividade no mercado externo.

Em uma economia cada vez mais aberta, em que a cada dia as fronteiras se reduzem mais, os países se integram mais e a competitividade está mais feroz, assim, os países latinos estão ficando para traz, pois, os demais países estão avançados nesta integração e possuem maior competitividade, gerando desenvolvimento e crescimento interno.

Para que os países latinos mudem o rumo desta historia é necessário mudar suas políticas comerciais externas. É necessário estabelecer políticas de desenvolvimento estratégico de longo prazo para poderem competir e alcançar sua fatia no comercio internacional.

Na historia mundial temos vários exemplos de países que passaram de um desenvolvimento e crescimento ínfimo para patamares exemplares e que exportam modelo de reestruturação econômica e social. É o caso de países como a Finlândia, Coréia do Sul e Irlanda.

Entretanto, é possível aplicar as políticas estratégicas adotadas por estes países na América Latina?

Sim, é possível, mas para que isso ocorra é necessária uma mudança radical nas raízes do pensamento dos governos latinos. Os governos precisam realizar um plano de aplicação de medidas de curto, médio e longo prazo; desenvolver pensamento de crescimento para fora dos limites demográficos e esquecer o pensamento de provedores de matéria prima para ser um desenvolvedor de tecnologia, produtos e serviços de alto valor agregado.

Além, destas medidas, é necessário adotar uma estratégia de redução do protecionismo industrial e realizar investimentos pesados em políticas de tecnologia e educação de qualidade; criar programas de incentivo e tornar mais atrativas as carreiras de ciência e tecnologia, para que esse seja o ponto primordial para o desenvolvimento tecnológico dos países latinos.

Ademais destas medidas é necessário que os países estabeleçam políticas de redução de gastos públicos, fazendo com que a máquina publica se reduza. Também, é necessário investir em infraestrutura, buscando fomentar o desenvolvimento e bem estar social; reduzir as taxas de juros para promover o financiamento das empresas, principalmente para as pequenas e médias empresas; desenvolver nas empresas a capacidade de atendimento ao mercado externo; gerar cadeias de valor, através de associações publica-privada e adotar políticas industriais para a promoção das exportações.

Em geral os países latinos deverão buscar o desenvolvimento da criatividade no mercado interno e principalmente no externo, buscando sempre um padrão de excelência e competitividade. Mas, para que isso aconteça, é necessária à adoção primordial de investimentos em uma educação de qualidade.

Portanto, são varias alternativas e modelos que os países latinos poderão utilizar, mas é necessário que o estado seja cada vez mais atento as necessidades do mercado interno e externo buscando o desenvolvimento sustentável com bases estratégicas.

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