Produtividade na Administração Pública

A Implementação de uma reforma administrativa séria, certamente impulsionaria uma melhora significativa na prestação dos serviços públicos.

A humildade para reconhecer os erros e a grandeza para alterar modelos é algo valioso na natureza humana. Implementando-se essas premissas em uma reforma administrativa séria, certamente impulsionaria uma melhora significativa na prestação dos serviços públicos. Algumas diretrizes emprestadas da produção em massa que foram amplamente utilizadas pela Ford Motor Company podem se tornar úteis como: A possibilidade de utilização de um componente ou produto no lugar de outro sem necessidade de adaptação, a padronização, a especialização, a linha de montagem e a integração vertical.

Avanços tecnológicos, simplicidade das peças e a utilização de ítens sem necessidade de adaptação tornaram possível a face mais conhecida do fordismo: a linha de montagem.

Nada mais padronizado do que o Ford T preto. A sequência e os métodos de trabalho também eram definidos claramente e aplicados repetitivamente. Destaque para a sabedoria de Ford: a cor preta secava mais rapidamente, e os carros podiam sair mais depressa da linha de montagem.

A Especialização de pessoas e de equipamentos simples e de uso específico substituíram máquinas complexas de difícil regulagem e aplicação.

As esteiras transportavam o automóvel em montagem, e os operários ficavam fixos em seus postos de trabalho. O ideal de Taylor foi alcançado sem dificuldades: eliminar a ociosidade no trabalho.

A integração vertical requer que a empresa controle o produto final e todos os seus componentes. A obsessão pelo controle e a inexistência de fornecedores levou Ford à construção de um verdadeiro conglomerado econômico.

Em um relato interessante de utilização desse conhecimento aplicado foi no convênio da Universidade Federal de São Paulo com o Hospital do Rim. Com a aplicação da perspectiva da linha de montagem ao transplante de rins elevou-se exponencialmente a produtividade e a qualidade de atendimento oferecido à população. O número de transplantes passou de 100 para 700 por ano. Em 2013 foram realizados 800 transplantes, totalizando 10.000 nos últimos 15 anos, com o elevado índice de 90% de sucesso.

Diante dos desafios econômicos contemporâneos e a necessidade imediata de reduzir custos constata-se que essa metodologia é uma ideia replicável a outros serviços públicos os quais envolva alto volume, possibilidade de padronização e sequenciamento de procedimentos.

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