Processos para contratação de um aprendiz: você está no caminho certo?

Muito mais do que cumprir cotas, um bom programa de aprendizagem pode trazer inúmero benefícios para a sua empresa. Confira!

Um programa de aprendizagem é normalmente formado por três grandes personagens: o jovem, que está em busca de sua oportunidade para ingressar no mercado de trabalho; a empresa, que geralmente tem uma demanda de cotas para preencher e, finalmente, a Instituição formadora, que contribui não só com o conteúdo voltado à aprendizagem, mas também orienta as empresas sobre as melhores práticas de condução de seus programas corporativos.

São muitas as razões pelas quais um bom programa de aprendizagem pode ser atraente para uma empresa. Uma delas é que cada jovem contratado nessa circunstância é uma grande oportunidade de formar um profissional com a cultura da empresa enraizada e sem vícios, até porque ele é muito novo e praticamente a empresa será a sua primeira escola profissional. Quer chance melhor? Além disso, o investimento financeiro é baixo se comparado ao retorno que este profissional poderá trazer à empresa. Por fim, trata-se de programa que pode e deve ser agregado aos outros de Responsabilidade Social da empresa. A chance do emprego abre um leque de oportunidades e o que veremos será um jovem engajado no aprendizado, dando importância a cada detalhe, a cada informação que está adquirindo, valorizando o seu trabalho, os recursos da empresa e, consequentemente, seus resultados também. Uma verdadeira transformação social.

Para isso, alguns passos são fundamentais. Antes de mais nada, é necessário fazer o mapeamento das áreas para receber estes profissionais. Na sequência, é realizado o processo seletivo, que é o momento que busca identificar as competências necessárias para a empresa e para área em que o jovem será alocado – é importante sempre manter a ideia de ter o profissional certo no local certo. Normalmente, o processo de admissão é realizado na empresa com os trâmites comuns (entrega de documentação, exame médico admissional, etc) e também na Instituição formadora, onde o jovem será matriculado na aprendizagem teórica.

Pois bem, a área de RH encontrou o candidato ideal para aquela vaga, contratou e agora parte-se para um passo bem importante: a Integração. A forma como este profissional é recebido na empresa e na área em que irá atuar é de suma importância. Ele precisa conhecer a empresa como um todo, saber o que ela faz, sua missão, visão, valores, a forma como atua, em que lugares está, metas coletivas etc. Em seguida, é importante que o gestor faça uma integração deste novo participante na área em que atuará, para que entenda a responsabilidade que aquele departamento tem para empresa e as entregas individuais de cada membro da equipe. É o momento para ressaltar a importância das atividades que este jovem executará, que muitas vezes são atividades bem operacionais, mas que são imprescindíveis para a área e a empresa como um todo.

O jovem aprendiz é um profissional que, durante seu período de contrato, deve ser sempre acompanhado pelo gestor ou um analista responsável, esta é mais do que uma recomendação, trata-se do desenvolvimento e do envolvimento desse jovem com suas atividades e sua equipe. A lei assegura que, um funcionário contratado nesta modalidade, não pode ser responsabilizado por nenhuma função, pois está em período de aprendizagem. Integrado e

orientado, chega o momento de colocar a mão na massa e desenvolver suas tarefas. É fundamental dar espaço para que o jovem desenvolva as atividades que lhe foram designadas, que proponha melhorias, novos processos e se relacione.

Após um período de em média três meses, é muito importante ter uma conversa com o jovem apresentando suas características positivas, os ganhos para área e equipe como um todo com a sua chegada, e também os pontos que precisam ser desenvolvidos, com a sugestão do plano de melhoria. Para um bom resultado, esse ciclo precisa ser mantido até o final do contrato.

Mesmo seguindo as melhores práticas de gestão de um programa de aprendizagem os desafios surgem, pois trata-se do dia a dia com pessoas de diferentes personalidades, crenças e costumes. É um trabalho em conjunto com a instituição formadora, que fundamenta sua atuação na escuta ativa dos jovens e das empresas, orientando através de um olhar imparcial buscando sempre a melhor solução.

É muito importante que as empresas reconheçam a instituição formadora escolhida como parceira no acompanhamento do seu programa. Os gestores e equipes de Recursos Humanos envolvidos também podem contar com este apoio, pois é de praxe realizar bate-papos para compartilhar as boas práticas e desenharem, juntos, o melhor caminho a seguir.

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