Principais passos para o verdadeiro ajuste fiscal
Principais passos para o verdadeiro ajuste fiscal

Principais passos para o verdadeiro ajuste fiscal

Em 2015, a Índia deve ultrapassar a China em taxa de crescimento econômico. O país começa a colher os frutos por ter um governo que mostrou estar disposto a fazer as mudanças necessárias no país

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, lançou recentemente o programa “Make in India”, para atrair investimentos estrangeiros na área industrial. Objetivo: elevar a participação da indústria na economia de 16% para 25% até 2020, criando 100 milhões de empregos até 2022. Lembrando que empregos industriais são os que mais agregam produtividade. Em 2015, a Índia deve ultrapassar a China em taxa de crescimento econômico. O país começa a colher os frutos por ter um governo que mostrou estar disposto a fazer as mudanças necessárias no país.

No Brasil, por outro lado, a indústria de transformação vem encolhendo a passos largos, arrastando consigo a economia. Estudo dos economistas Carlos A. Rocca e Lauro M. Santos Júnior, da instituição Ibmec, sobre poupança e investimentos no país no período 2010-2013, permite concluir que a queda no retorno sobre os investimentos das grandes empresas não financeiras esteja por trás da redução destes investimentos e, consequente, da estagnação da nossa economia no período. Um dos fatores mais importantes para essa queda de rentabilidade, segundo o estudo, foi o crescimento dos salários reais acima do incremento da produtividade do trabalho na indústria.

Além disso, a alta carga de impostos e o manicômio tributário penalizam o investimento produtivo no Brasil. Bernard Appy, ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, afirma que se o nosso sistema tributário não fosse tão complexo não prejudicaria o crescimento do país. Segundo Jack Mintz, da Universidade de Calgary, no Canadá, temos o sistema de impostos mais complexo do mundo, o que acaba sendo um tiro no próprio pé.

Criar novos encargos para a indústria não é parte da solução e sim do problema. São pertinentes duas perguntas formuladas em editorial da RBS, questionando a intenção do ministro da Fazenda ao carregar as tintas do ajuste no aumento de impostos. “Até quando o país vai se render ao gigantismo da máquina pública, que tenta resolver suas dificuldades apenas com o aumento da arrecadação?”. E, referindo-se ao muitas vezes imoral instituto do direito adquirido, questiona: “quais são os privilégios protegidos por esse conceito que pune todos os brasileiros excluídos das benesses do Estado?”. Esses são os pontos de um verdadeiro ajuste fiscal.

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