Café com ADM
#

PRINCIPAIS FERRAMENTAS DE MEDIÇÃO DE DESEMPENHO ECONÔMICO- FINANCEIRO DAS ORGANIZAÇÕES

PRINCIPAIS FERRAMENTAS DE MEDIÇÃO DE DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO DAS ORGANIZAÇÕES MAIN TOOLS TO MEASURE THE ECONOMIC AND FINANCIAL PERFORMANCE ON THE ORGANIZATIONS Saber medir e interpretar os dados resultantes dos principais métodos de cálculos de índices econômico-financeiros que subsidiarão a tomada de decisão nas organizações é o grande desafio aos gestores na atualidade. O presente artigo constitui-se de uma revisão bibliográfica acerca das principais ferramentas de análise e medição da performance econômica e financeira das organizações, o que pode representar ganhos consideráveis no momento de se executar um determinado projeto de desenvolvimento organizacional. Por intermédio da análise dos dados coletados, pode-se concluir que o mais importante que saber calcular os dados é sabe fazer a correta leitura dos mesmos, pois reside aí o grande diferencial competitivo que as organizações buscam: ver nos números informações que a concorrência não enxerga. Palavras-chave: desempenho econômico-financeiro vantagem competitiva Know how to measure data, resulted from main methods to calculate the main economic and financial index, that will subsidy the decision process on the organizations. This article is a bibliograpy revision about the main tools of analisys and measure of economic and financial performance of organizations, that can represent big earns at the moment of execution that a project of organizational development. By the analisys of the collected data, can conclude that the main thing is how to interpreted this data instead of how to calculate it, because is in this point that is the biggest competitive differentiation tha the organization search: see in the numbers, what our adversary, can´t see. Key-words: performance economic-financial competitive advantage 1. INTRODUÇÃO A crescente demanda por rapidez na tomada de decisões empresariais ocasionada pela dinâmica característica de uma economia globalizada, onde as distâncias estão cada vez mais cerradas, tem levado as organizações corporativas a buscarem de forma cada vez mais ágil, métodos eficientes e seguros de análise de desempenho financeiro, que vão permitir enfrentar a concorrência e os desafios gerenciais na era do conhecimento. Tem-se então que para as organizações que estão concorrendo palmo a palmo na busca de um share cada vez maior em seus respectivos mercados, desenvolver processos próprios de avaliação de seu desempenho de acordo com suas peculiaridades. Um processo eficaz de avaliação de desempenho financeiro, vai subsidiar o processo decisório na organização, quando esta por necessidades estratégicas e de diferenciação, requisitar dados financeiros pertinentes a sua situação. Os projetos de desenvolvimento de novos produtos, ampliação de plantas industriais, aumento de market share, prospecção de novos clientes, campanhas publicitárias, associação com outras empresas do ramo, enfim demais ações que objetivam tão somente o crescimento organizacional, sustentabilidade e por que não liderança nos respectivos ramos de atividade somente serão postas em prática, ou terão seu desenvolvimento iniciado, a partir do momento que se tenha dados quantitativos que reflitam a situação financeira da organização. Esta mensuração de desempenho financeiro, se apresenta de diversas formas, aplicando por conseguinte diferentes métodos de medição e análise. Tal fato configura-se no objetivo principal deste artigo, cuja proposta é apresentar ao leitor as diversas metodologias de quantificação e interpretação do desempenho financeiro das organizações. 2. DESENVOLVIMENTO 2.1 ANÁLISE FINANCEIRA COMO FATOR ESTRATÉGICO A análise financeira consiste numa metodologia, um encadeamento de técnicas e processos previamente determinados que objetivam fundamentar o administrador e por que não o dirigente tomador de decisão no momento de definição de políticas, ações e metas que compõem o planejamento estratégico da organização. Esta metodologia, basicamente irá instruir, auxiliar o decisor a minimizar as incertezas, ou ainda determinar que caminhos devem ser seguidos ou que linhas de ação devem ser tomadas, afinal não se pode fundamentar decisões estratégicas para a organização apenas baseando-se em experiências anteriores, intuição, confiança ou desconfiança, ou seja, valendo-se de questões subjetivas. Quantificar os resultados e saber interpretá-los é que se compreende na melhor maneira de se tomar uma decisão em nível financeiro. As organizações atuais não se valem apenas das demonstrações contábeis, suas velhas conhecidas, para medir seu desempenho. Com o avanço dos tempos, com o apoio da tecnologia, a análise financeira tornou-se um processo mais dinâmico, diria-se sistêmico, pois além do fator financeiro, leva-se em consideração nesta análise a estratégia empresarial, uma forma mais ampla, englobando as decisões de investimento e financiamento da organização. Esta visão sistêmica vai procurar interagir a necessidade da remuneração dos acionistas, o interesse dos funcionários pela organização, conseqüentemente o bom ambiente de trabalho, a responsabilidade com os objetivos e políticas do país entre outros fatores. Para atingir os objetivos elencados anteriormente, as organizações devem ter muito claro em seus planos estratégicos, as políticas de investimento e financiamentos que vão proporcionar condições financeiras favoráveis as suas atividades. Os investimentos, pode-se dizer que são todas aquelas ações que procuram agregar ativos, que de uma forma ou de outra vão agregar valor ao empreendimento. Os investimentos devem estar em plena sintonia com os planos estratégicos das organizações e podem constituir-se de aquisição de máquinas e equipamentos para modernização da produção, novas construções, estoques de matérias-primas, instalações etc. Já os financiamentos devem determinar quais os recursos e as fontes necessárias à financiar estas atividades, projetos entre outros. Basicamente, as fontes de financiamento constituem-se de ações junto aos sócios proprietários, acionistas, visando a captação de recursos, reinvestimento de lucros oriundos de suas próprias atividades ou ainda captação no mercado financeiro, nacional ou internacional. Estes financiamentos, e as formas pelas quais as organizações irão saldá-los, deverão estar em harmonia com as atividades que irão gerar resultados, a fim de proporcionar um crescimento sustentado, sob o risco de as organizações adentrarem num círculo vicioso onde contraem novos financiamentos ou aportes de capital para poderem saldar compromissos anteriores e assim por diante. Portanto, procurou-se neste item mostrar ao leitor a importância estratégica da análise financeira e de que forma ela contribui para as organizações no momento em que decidem investir ou financiar suas operações. 2.2 DEFINIÇÃO DE ANÁLISE FINANCEIRA DAS ORGANIZAÇÕES Constitui-se a análise financeira organizacional como o encadeamento dos processos que objetivam examinar de forma detalhada os dados financeiros relativos a uma determinada organização. A análise fundamenta-se nos demonstrativos contábeis, ou dados financeiros em geral e ainda em fatores condicionantes internos que podem ser a estrutura da organização, sua cultura, peculiaridades, capacidade tecnológica. Fatores condicionantes externos que por muitas oportunidades escapam ao controle da organização tais como questões políticas, governamentais e macro econômicas, podem também ser levados em consideração no processo de análise. De forma bastante simples, Silva 2004, demonstra a partir de uma configuração esquemática, a definição de análise financeira das organizações e suas principais fases: Fonte: DA SILVA, J. Análise financeira das empresas, 2004 A coleta, basicamente se desenvolve buscando nas demonstrações contábeis e em outras fontes, os dados requisitados. Informações como mercado onde a organização atua, produtos que fabrica e comercializa, informações relativas aos sócios etc. A conferência diz respeito a análise de confiabilidade e veracidade dos dados. A fase de preparação compreende o ordenamento pré-determinado que vai encadear os dados para a fase de processamento que será responsável pela emissão de relatórios respectivos, importantes ao processo de análise. A análise nada mais é do que a interpretação dos dados processados que subsidia as ações, recomendações constantes dos relatórios e pareceres da última fase: a conclusiva. 2.3 ANÁLISE DOS DEMONSTRATIVOS FINANCEIROS O objeto principal do processo de análise dos demonstrativos financeiros é fundamentar a tomada de decisão na organização. A análise consiste em apurar os índices relevantes e sua interpretação, bem como o estabelecimento de procedimentos lógicos e sistêmicos que se adaptem melhor as características de cada organização envolvido no processo. O analista financeiro deve procurar proceder desenvolver medidas analíticas no sentido de retratar a situação real, com base simplesmente nos números frios que lhes são apresentados. A partir de agora serão elencadas as principais ferramentas de análise financeira que são utilizadas pela maioria das organizações, e que são peças-chave no processo de tomada de decisão financeira. 2.3.1) ANÁLISE HORIZONTAL Sempre que se analisa demonstrativos financeiros objetivando a fundamentação para o processo decisório, deve-se partir do princípio de que os dados obtidos devam ser comparados com dados previamente determinados em outras ocasiões, ou seja, procura-se fazer um comparativo de dados presentes com dados passados, para que se possa projetar o futuro. A análise horizontal consiste na comparação feita entre valores, ou resultados de uma mesma conta, ao longo dos exercícios considerados. É uma análise através do tempo, onde se desenvolve por números índices. Pode ser calculado pela seguinte fórmula: Nº índice = Vn -1 x 100 V n-1 Onde: Vn = valor no tempo atual e V n-1 = valor no tempo anterior Exemplo: Tome-se o seguinte demonstrativo: ITEM /ANO 1999 2000 2001 2002 Rec Líquida 105.000 108.000 104.000 101.000 Lucro Líquido 78.000 77.000 79.000 76.000 Calculando a variação itens pelos respectivos períodos, aplicando a fórmula dada tem-se a seguinte situação: ITEM /ANO Variação 2000 / 1999 Variação 2002 / 2001 Rec Líquida 2,85% - 2,88% Lucro Líquido - 1,28% - 3,79% A interpretação dos dados pura e simples mostra que num primeiro momento de 1999 para 2000 houve uma variação positiva na Receita Líquida da ordem de 2,85% e uma variação negativa da ordem de 1,28% no lucro líquido para o mesmo período. Para o período compreendido entre 2001/2002, pode-se fazer a mesma analogia. Por intermédio da análise horizontal, tem-se noção da tendência passada comparando-a com dados presentes e estimando a futura de cada item contábil. Esta fundamentação permite que se faça a análise dos dados contábeis no decorrer do tempo nas demonstrações contábeis utilizadas pelas organizações e exigidas por lei: o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultado do Exercício etc. A análise horizontal no Balanço Patrimonial permite ao analista acompanhar a evolução dos ativos e passivos de certo prazo, resultando na existência ou não de certa folga financeira ( liquidez imediata, que será tratado adiante ), ou ainda uma situação de certo aperto financeiro, quando os ativos circulantes evoluem em menores proporções que os passivos circulantes. Pode-se observar, da mesma forma a evolução de parte do ativo, conhecida como ativo permanente produtivo, que reflete a capacidade instalada de produção, bem como a evolução da estrutura de capital. Os reflexos sobre os itens da Demonstração de Resultado do Exercício, quando se realiza a análise horizontal, demonstram a evolução dos custos e despesas em relação ao volume de vendas e seus respectivos reflexos no resultado do exercício. Por exemplo, uma evolução significativa das receitas de vendas em relação aos custos e despesas operacionais totais demonstra uma administração mais eficaz dos ativos da organização. 2.3.2) ANÁLISE VERTICAL Do mesmo modo que a análise horizontal, a análise vertical constitui-se num processo comparativo que é expressado em forma percentual, onde se relacionam uma conta ou um grupo de contas, com u determinado valor afim, relacionável, constante do mesmo demonstrativo. A leitura e interpretação real que se faz na análise vertical é poder mensurar a participação relativa de cada item em cada demonstrativo e a sua respectiva evolução no tempo. Para melhor interpretar o modo de análise vertical, toma-se como o quadro abaixo, onde se propõe uma Demonstração de Resultado do Exercício resumida de uma companhia considerada, nos respectivos exercícios contábeis: ITEM / ANO 31/12/2002 AV ( % ) 31/12/2003 AV ( % ) Rec Vendas 1.000.000 100,00 1.100.000 100,00 ( CMV ) (250.000) 25,0 (230.000) 20,9 Lucro Bruto 750.000 75,0 870.000 79,1 ( Desp Op ) (150.000) 15,0 (130.000) 11,8 ( Desp Fin ) (180.000) 18,0 (150.000) 13,6 Res Operac 420.000 42,0 590.000 53,6 ( Prov IR ) (168.000) 16,8 (236.000) 21,4 Res Líquido 252.000 25,2 354.000 32,1 Quadro nº 01 Executando-se a análise dos dados encontrados e valores obtidos pode-se verificar a evolução temporal dos itens componentes da Demonstração de Resultado do Exercício da organização considerada, nos respectivos exercícios contábeis em relação a Receita de Vendas, que no exemplo considerado foi tomada como valor afim, tal qual descrito anteriormente. Avaliando-se os dados percentuais encontrados, tem-se noção direta de onde estão sendo oriundos problemas ou pontos positivos, partindo-se do item receita de vendas. 2.3.3) ÍNDICES ECONÔMICOS FINANCEIROS Os índices econômico-financeiros são inter-relações dos demonstrativos contábeis, de formas que cada um fornece a visão de um aspecto específico da situação ou desempenho da organização. Tais inter-relações são quocientes, que representam cada qual uma interpretação conforme o número calculado. Como dito por ocasião da análise horizontal e vertical, estes índices só apresentarão alguma interpretação e um significado plausível e aproveitável, se estiverem sendo comparados a números passados, já atingidos pela organização. Portanto, com apenas um número, um índice pode-se ter uma parca noção do que representa este número, mas o mais correto a se fazer é que essa análise leve em consideração não um, mas demais índices da mesma posição para que se possa formar algum tipo de juízo de valor a respeito de uma determinada organização. No Brasil, os índices econômicos fundamentam diversos institutos de pesquisa e edições especializadas em classificar as organizações. Tais edições econômico-financeiras para apurar a situação das organizações, elencando-as num ranking das que apresentaram os melhores desempenhos nos mais diversos setores e ramos de atividade. Como exemplo ilustrativo pode-se citar a publicação Maiores e Melhores, da Revista Exame, publicada pelo grupo Abril SA, que apresenta as 500 melhores empresas que se destacam em seus mercados de atuação. Basicamente ao se executar a análise de índices uma organização, deve-se iniciá-la calculando índices básicos e a medida que as atividades forem avançando e se desenvolvendo, traçar o cálculo de índices mais detalhados que possam oferecer maiores informações. 2.3.3.1) SITUAÇÃO FINANCEIRA Quando o objetivo do gestor financeiro ou o agente tomador de decisão, for medir a capacidade da organização em liquidar os compromissos já assumidos, o seu potencial de crédito junto aos fornecedores e principais parceiros, ou ainda instituições financeiras, o mesmo vai se utilizar dos índices que mensuram a situação financeira que corresponde de maneira geral a sua liquidez. Esta medida é alcançada com a determinação dos índices de solvência, estrutura patrimonial e índices de cobertura. a) Índices de Solvência: Liquidez Geral apresenta a proporção dos bens e direitos a serem realizados a curto e longo prazos em relação às dívidas totais. O índice ideal é aquele que se apresente maior ou no mínimo igual a 1,0, que demonstra certa folga na capacidade de solvência geral. Encontra-se a liquidez geral pela fórmula: LIQUIDEZ GERAL = AC + ARLP PC + PELP Liquidez Corrente representa a capacidade de pagamento de dívidas de curto prazo da organização. Em geral deve apresentar um valor maior que 1,0 para que a organização apresente solvência no curto prazo. Encontra-se a liquidez corrente pela fórmula: LIQUIDEZ CORRENTE = AC PC Liquidez Seca meda a relação entre os ativos de liquidez maior e o passivo circulante. Tal qual os demais deve-se apresentar na proporção de 1,0 para 1,0. Qualquer número abaixo de 1,0 indica algum problema. Encontra-se a liquidez seca pela fórmula: LIQUIDEZ SECA = AC - Estoques PC Outros dois índices que se relacionam com a liquidez são os que medem a velocidade com que as contas a receber e os estoques são convertidos em categorias mais líquidas de ativos. Tem-se o prazo médio de cobrança de vendas, que pode ser calculado em duas etapas: 1ª etapa: cálculo da média diária de vendas: MDV = Vendas Líquidas 365 dias 2ª etapa: cálculo do prazo médio de cobrança: PMC = Contas a Receber MDV Um número ideal, situa-se entre 10 ou 15 dias de prazo médio de cobrança. O índice que mede a quantidade de estoques que está vinculada a vendas ( giro do estoque ) em número de dia, responde ao analista se o estoque está sub ou super dimensionado em relação as vendas: GIRO DO ESTOQUE = Custo Prod Vendidos Estoque Médio b) Índices de Estrutura Patrimonial: Participação do capital de terceiros em relação ao capital próprio representa o quanto de dívidas a organização apresenta em relação aos recursos dos acionistas. Um índice maior que 1,0 representa desequilíbrio entre estas duas fontes de financiamento. Encontra-se esta relação aplicando a seguinte fórmula: K 3ºs x K próprio = PC + PELP PL Composição do Endividamento - mede a existência de dívidas de curto prazo com relação as exigibilidades totais. Uma participação muito elevada de endividamento a curto prazo, pode significar aperto financeiro. Encontra-se pela fórmula: Composição do Endividamento = PC PC + PELP Endividamento Geral - mede a dependência de recursos de terceiros no financiamento dos ativos da organização. Se este índice apresentar-se elevado, ou maior que 1,0, representa que a organização este excessivamente endividada. Encontra-se pela fórmula: Endividamento Geral = PC + PELP AT Imobilização do Capital Próprio - mede o quanto do capital está imobilizado, demonstrando de certo modo que quanto maior, mais prejudicada está a liquidez. Encontra-se pela fórmula: Imobilização do K Próprio = AP PL Imobilização dos Recursos Permanentes é praticamente semelhante ao índice anterior. Encontra-se pela fórmula. Imob. de Recursos Permanentes = AP PELP + PL c) Índices de Rentabilidade: Ao se determinar a rentabilidade da organização, procura-se medi-la determinando três medidas comumente utilizadas: retorno sobre as vendas, retorno sobre o investimento e retorno sobre o patrimônio líquido. O retorno sobre as vendas ou ROS ( return on sales ), pode ser encontrado aplicando-se a fórmula: ROS = lucro após impostos vendas líquidas O retorno sobre o investimento ou ROI ( return on investiment ) é obtido pela fórmula: ROI = lucro após impostos AT Retorno sobre o patrimônio líquido ou ROE ( return on equity ) é obtido pela fórmula: ROE = lucro após impostos PL Outros índices de medição de rentabilidade sobre as vendas também merecem destaque e apresentá-los, tal qual as equações abaixo: Margem Bruta = lucro bruto rec op líquida Margem Operacional = lucro operacional rec op líquida Margem Líquida = lucro líquido rec op líquida Mark Up = lucro bruto custo de vendas Para a organização, quanto maiores forem estes índices melhores serão as informações. d) Indicadores da Gestão de Recursos: A eficaz gestão dos recursos da organização é que faz com que a mesma consiga atingir seus objetivos traçados no Planejamento Estratégico. Portanto, cabe destacar aqui, alguns índices que podem representar e mensurar esta gestão. Estes indicadores podem ser obtidos pelas fórmulas abaixo: Giro das Dupl Rec = ROB Devol/Abati sld médio dupl rec Giro do AC = Rec op líq sld médio AC Giro do Ativo Fixo = Rec op líq Sld médio imob Giro do Ativo Op = Rec op líq Sld médio AP Giro Invest Total = Rec op líq Sld médio AT e) Indicadores de avaliação de ações: Para aquelas organizações que tem capital aberto e suas ações sendo negociadas em bolsas de valores, necessita-se mensurar o desempenho destes papéis ao longo do tempo. Tais índices e ainda outros mais são muito utilizados pelos operadores de mercado de capitais. Para o seu cálculo apresentam-se as fórmulas abaixo com as interpretações respectivas: Valor Patrim da Ação = PL nº ações Indica que na hipótese de se realizar todo o ativo e liquidar todo o passivo, quanto caberia a cada fração, ou seja, o valor da ação. Lucro por Ação = LL Nº ações Representa a parcela do lucro líquido, atribuída a cada ação. Dividendo por Ação = Div propostos nº ações emit Representa o dividendo pago por ação no decorrer do exercício. P / L = Cotação LPA Permite avaliar a cotação da ação em face do lucro líquido obtido pela organização. Pay Out (%) = Div por ação LPA Permite mostrar quanto do lucro por ação foi distribuído como forma de dividendos. 2.3.4) ALAVANCAGEM A alavancagem tem a capacidade de contribuir para aumentar o resultado operacional e líquido da organização. Ela pode ser operacional, financeira ou total, como será visto adiante: a) Alavancagem Operacional: A alavancagem operacional é efetivada pela presença de custos e despesas fixas na estrutura de resultados da organização. Basicamente, a alavancagem operacional demonstra como uma alteração no volume de atividade influi sobre o lucro operacional da organização. Portanto, o grau de alavancagem pode ser expresso pela equação: GAO = Variação Lucro Operacional Variação do Volume de Atividade Interpreta-se a fórmula da seguinte maneira: o Grau de Alavancagem Operacional é determinado pela estrutura de custos da organização, apresentando maior capacidade de alavancar os lucros aquela que apresentar maiores custos fixos em relação aos custos totais. Conclui-se que a organização com estrutura mais elevada de custos fixos, assume maiores riscos em razão da maior variabilidade de seus resultados operacionais. Outra forma de se calcular a alavancagem operacional é a seguinte: GAO = ( RVu - CDt ) ( RVt - CDVt ) - CDF onde: QTD = quantidade física, RVu = receita de vendas por unidade, CDVu= custos ou despesas variáveis por unidade e CDF = custos e despesas totais fixas. b) Alavancagem Financeira: Costuma-se dizer que a alavancagem financeira é o índice que mede o grau de participação de recursos de terceiros na estrutura de capital da empresa, portanto é a capacidade que os recursos de terceiros apresentam de elevar os resultados líquidos dos proprietários. É dado por: GAF = Variação % Lucro Líquido Variação % Lucro Operacional Por exemplo, se a organização apresenta um Grau de Alavancagem Financeira ( GAF ) de 1,5, representa que a cada 1% de aumento no resultado operacional, resulta um acréscimo de 1,5% no lucro líquido. c) Alavancagem Total: É o efeito conjunto das alavancagens operacional e financeira. Este índice, permite ao administrador financeiro avaliar simultaneamente a repercussão que uma alteração no volume de vendas faz no resultado líquido e operacional. O GAF pode ser obtido pela fórmula: GAF = QTD ( RVu - CDVu ) QTD ( RVu - CDVu ) - CDF - DF Ou GAF = Variação Lucro Líquido Variação Volume de Atividade 2.3.5) EVA*, NOPAT, EBITDA E ATIVO OPERACIONAL a) Ativo Operacional: O analista financeiro de uma organização, deve procurar identificar nas demonstrações contábeis da empresa, mais precisamente no Balanço Patrimonial, quais são, dos itens do ativo, aqueles que são utilizados pela organização para o desenvolvimento pleno de suas atividades operacionais propriamente ditas. Estas atividades podem ser o investimento em itens permanentes, o aumento da capacidade produtiva, captação de capital de giro etc. A importância de se identificar a estrutura dos ativos operacionais é a verificação da existência de ativos improdutivos que poderão de certa forma estar sendo subutilizados, acarretando custos indevidos, o que prejudica o desempenho operacional da empresa. Tal identificação e mensuração, permitirá a empresa a manutenção de ativos compatíveis com a sua real necessidade, evitando desta maneira custos desnecessários para a manutenção destes ativos. b) EBITDA e NOPAT: Outras duas formas de avaliação da performance financeira da empresa e de certo modo necessária para de traçar um diagnóstico prevendo futuras operações é a apuração do EBITDA e NOPAT. As duas siglas representam uma abreviação do inglês, onde earnings before interest, taxes depretiation and amortization se traduz no EBITDA e net opertaing after taxes se traduz no NOPAT. Ambos constituem-se em medidas de performance operacional que considera as receitas operacionais, deduzidos os custos e as despesas operacionais, exceto depreciação e amortização. O EBITDA, em algumas circunstâncias pode medir, ou balizar comparações de dados da empresa face o nível de atividade da concorrÊncia. A situação ideal é a que exige um EBITDA maior que zeros, porém, ainda não significa que esta empresa esteja plenamente saudável, no auge de sua saúde financeira. O EBITDA oferece um dado isolado que deve ser analisado em conjunto com outros índices, para poder se ter um parecer considerável e melhor fundamentado. Já no caso do NOPAT, que configura-se num conceito mais amplo, são levados em consideração os impactos causados pelo desgaste ou depreciação do imobilizado e o imposto que incide sobre o resultado operacional, fornecendo ao administrador financeiro necessidade de a empresa repor seus ativos desgastados no desenrolar de suas operações. c) EVA*: A busca constante pelo maior desempenho dos papéis das companhias negociados em bolsa de valores, ou ainda às que não possuem seu capital aberto, têm levado a criação e desenvolvimento de novas formas de se medir o desempenho econômico-financeiro das mesmas. O termo EVA ( Economic Value Added ), valor econômico adicionado, foi patenteado pela empresa de consultoria americana Stern Stewart & Company, trouxe novidade para os métodos tradicionais já conhecidos por levar em consideração o custo de oportunidade do capital próprio. De acordo com o conceito de EVA, a companhia só gera valor para os acionistas se os seus lucros forem maiores ao custo de todo o capital utilizado em suas operações, ou seja, o lucro líquido contábil é obtido sem considerar as receitas, custos e despesas, porém não considera o custo do capital próprio. Basicamente, o EVA é calculado deduzindo-se do NOPAT, o custo do capital utilizado para financiar as operações da empresa, sendo este capital o próprio ou o de terceiros, normalmente captado no mercado financeiro. Costuma-se afirmar atualmente que o EVA aumentou a percepção dos administradores financeiros para a importância do custo do capital no gerenciamento de uma companhia. 3.CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente artigo teve como objetivo principal demonstrar ao leitor as principais ferramentas de análise da performance econômico-financeira das organizações. Cabe ressaltar aqui, que em nenhum momento procurou-se analisar em detalhes as determinadas ferramentas, objetivou-se tão somente, como numa espécie de manual dirigido mostrar as principais metodologias de análise. O conhecimento das metodologias analíticas de desempenho econômico-financeiro das organizações, não é o bastante para instruir o processo de tomada de decisão. O que realmente importa é a correta interpretação dos índices obtidos. Somente com a correta interpretação destes dados, é que se obtém a gestão eficiente. Portanto, acredita-se que a direção geral foi traçada, cabendo neste momento aquela organização, via seus gestores, encontrar a melhor maneira de medir e interpretar seu desempenho econômico-financeiro, a assim obter desta forma vantagem competitiva sobre a concorrência. 4.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSAF NETO, A. Estrutura e análise de balanços . 5. ed. São Paulo: Editora Atlas, 2000. BRAGA, R. Fundamentos e técnicas de administração financeira . 12. ed. São Paulo: Editora Atlas, 1989. DA SILVA, J. Análise financeira das empresas . 6. ed. São Paulo: Editora Atlas, 2004. DROMS, W. ; PROCIANOY, J. Finanças para executivos não financeiros . 4. ed. São Paulo: Bookman, 2002. GITMANN, L. Princípios de administração financeira . 7. ed. São Paulo: Habra, 1997. LEMES JR; MIESSA RIGO; MUSSI. Administração financeira princípios, fundamentos e práticas brasileiras . 2. ed. Rio de Janeiro: Campus Editora, 2002. SILBIGER, S. MBA em dez lições . 4. ed. São Paulo: Campus Editora, 1997. THE WARTHON SCHOOL. Dominando finanças. 1. ed. São Paulo: Makron Books, 2001.

ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.