Café com ADM
#

Primeiro de janeiro de qualquer ano

Hoje é dia primeiro de janeiro, por acaso, de 2006. Acabei de acordar, fiz ginástica, limpei a calçada da minha casa que estava cheia de fuligem não do ano passado, mas de um foco de incêndio na mata dando a péssima impressão que 2006 será pior para o meio ambiente do que 2005. E olha que sou um otimista nato! Tomei um copo de água outro de suco. Tomei um banho e sentei para escrever este artigo. Pensei um pouco nas coisas que mais me impressionaram no ano que acabou: tsunamis, natal sem fome, a crise política. No lado pessoal, esqueci completamente de minha saúde, não participei, ativamente, de nenhuma campanha de solidariedade e imaginei o que faria caso tivesse o poder de mudar instantaneamente alguma coisa. Para esta avaliação escolhi dois itens de minhas lembranças em relação ao ano que passou. O primeiro foi à propaganda vinculada pelo governo federal fazendo alusão de que o melhor do Brasil é o brasileiro. A segunda foi uma matéria publicada na Veja sobre o salto de desenvolvimento que o Brasil daria caso atuasse principalmente em 5 pontos: Infra-estrutura, educação etc. Escolhi os 2 temas porque aceite ou não são complementares e são resultados finais de uma mudança muito mais importante e complexa. Quem somos nós? Claro que nós, também sou brasileiro! Vejamos algumas de nossas características: Temos as maiores festas populares do mundo, o melhor futebol, o maior isso, o melhor aquilo. Então porque não somos a maior potência mundial? Porque não temos a melhor qualidade de vida do planeta? É porque somos a potência do futuro! Mas isso escuto desde que nasci. Onde está este futuro? Quando será? Aceitamos ficar na fila do INSS, aceitamos ser tratados como lixo em hospitais que mais se parecem com lixeira, aceitamos que políticos corruptos e ladrões nos chamem de idiotas na frente das câmeras, aceitamos que nossos filhos estudem em escolas que não ensinam, com professores despreparados, nossos filhos não tem educação, pois estamos transferindo esta função para as ruas e para escolas. Estas mesmas escolas! Aceitamos campanhas demagógicas absurdas, contribuímos com elas e achamos que fizemos nossa parte. Aceitamos a degradação de nossa cultura achando que o lixo que a mídia nos impõe é cultura. Aceitamos que todo o tipo de chacal nos achaquem sob a bandeira de uma boa causa: Líderes religiosos, segregação racial, direitos humanos etc. Todos em prol de uma causa justa em busca de fundos. O que fazer? Como mudar uma situação onde a cúpula do governo está envolvida? Onde o presidente que se diz do povo permite que políticos sejam convocados extraordinariamente, recebam 12 salários em 3 meses e não façam nada. Como mudar? Se os meios de comunicação fazem o papel de informar, mas a justiça não faz o dela, os ditos intelectuais, os estudantes, o povo não faz os deles. O salto de desenvolvimento da matéria da Veja só será possível ser sentido muitos anos após termos conseguirmos mudar os pontos acima e muito outros mas como começar? Por tudo isto, caso tivesse o poder de mudar instantaneamente alguma coisa, daria ao Brasil um Líder com L maiúsculo, com H de honesto, J de justo, Ide incorruptível e com algumas outras letras imprescindíveis para exercer a Liderança verdadeira. E o que faria este Líder inicialmente? Em primeiro lugar ele transformaria o Brasileiro em Brasileiro realmente, o que caracteriza o Brasileiro não é a ginga do Ronaldinho, a Beleza da Gisele, as mulatas e tantas outras alusões que desviam da verdade. Os únicos símbolos que, estejamos onde estivermos, todos podem identificar um Brasileiro são a Bandeira e o Hino Nacional. Portanto o primeiro passo para sermos a tão cantada potencial é reensinar ao Brasileiro a respeitar e amar o seu Hino e sua Bandeira. Isso era feito nas escolas públicas! Todos os dias formávamos para cantar o Hino enquanto hasteávamos a Bandeira. Hoje o Hino Nacional, é tocado como samba, rock, axé. É cantado como música romântica, samba etc perdendo a identidade e descaracterizando não só o hino mas o próprio brasileiro. Acreditem ou não já houve e espero que tenha sido sepultado até mesmo um movimento para trocarmos a letra do Hino, pois alegam estarmos chamando o Brasileiro de preguiçoso quando a letra diz ...deitado eternamente em berço esplêndido... quanto desconhecimento. Quanta irracionalidade! Nosso líder faria as escolas públicas voltarem a ensinar o Moral e o Civismo recuperando o orgulho e a emoção de cantar em forte e alto tom Ouviram do Ipiranga às margens plácidas... e o respeito à Bandeira Nacional. Acho que todos temos um parente, um amigo que precise de ajuda seja ela psicológica, financeira, médica etc. Certamente você já deve ter ouvido caso não tenha você mesmo dito que para que ele precise ser ajudado ele precisa querer ser ajudado. Da mesma forma como para esta pessoa querer ser ajudada ela precisa resgatar o amor próprio e admitir e aceitar ser ajudada. O Brasil só pode começar a mudar quando o Brasileiro recuperar o amor próprio. E para recupera-lo é preciso cada um acreditar que é possível e dar o primeiro passo. Só que se deixarmos que cada um dê o seu passo à sua maneira teremos o caos e nada mudará. Amar o hino Nacional e a Bandeira Nacional é este primeiro passo que cada Brasileiro deve dar. Faça a sua parte. Aprenda a cantar o Hino Nacional, entenda o que diz a sua letra. Respeite a Bandeira Nacional, entenda o que significa suas cores, suas estrela e a frase Ordem e Progresso. Dê o exemplo. Tente convencer seus amigos, parentes etc. O Brasil precisa mudar. Nós temos que mudar. Nós temos que fazer a nossa parte.
ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.