Pratique a comunicação não-violenta para evitar o confronto

Sem alterar o volume da voz ou se valer da importância do cargo, o comunicador pode usar a comunicação não violenta e conseguir resultados positivos

Para alguns, comunicação firme vem carregada de agressividade. Na voz, na postura corporal, como uma ordem feita de cima pra baixo por um líder que precisa se autoafirmar e por isso exagera na dose. Bom, pra que você fique tranquilo eu posso te garantir que não é preciso ser agressivo para ser persuasivo, pra convencer. E eu vou te mostrar como:

  1. É preciso se despir de qualquer comportamento defensivo. Desarme-se. Ofereça a sua comunicação de forma leve. Seja o que for: um recado, um pedido a um subalterno ou ao chefe, o atendimento a um cliente, a interação com pais, filhos ou cônjuges.

  2. Fale de forma clara. Para isso é importante que você organize a fala usando a objetividade, requisito fundamental para que o outro receba o recado e entenda de uma vez. Não há espaço para a prolixidade. Isso só vai irritar o interlocutor e poderá provocar crises.

  3. Use verbos de ação, por exemplo: eu preciso que você faça esse texto; é importante que você peça para o fornecedor entregar o pedido no prazo. Esses verbos sublinhados são verbos de ação que promovem no outro um movimento; a pessoa que te escuta vai fazer algo depois que ouvir de você esses verbos. Ou seja, o uso disso impede que a comunicação fique no ar.

  4. Quando você fizer um pedido por exemplo, use o roteiro que promove a Comunicação Não Violenta.

    Primeiro, observe, depois exponha um sentimento e em seguida uma necessidade para finalizar com um pedido. São 4 passos: observação, sentimento, necessidade e pedido. E tudo isso vai ser praticado por meio da comunicação, claro.

    Sem dar murro na mesa, subir o tom da fala, nem estufar o peito, o comunicador pode trazer o interlocutor para o seu lado, sem embate. Se a opção fosse pela comunicação agressiva, aí sim o receptor da mensagem ficaria muito bravo e poderia complicar a situação.

    O roteiro apresentado valoriza o conteúdo do discurso respeitando os 4 passos da comunicação não violenta, e não dispensa o uso da voz firme e da postura corporal adequada.

    Se com esse mesmo roteiro, o comunicador se apresentasse com a cabeça baixa, costas curvadas e voz trêmula, o efeito não seria igual. Que respeito talvez conquistasse do interlocutor se ao invés de pedir, implorasse ajuda? Por isso é importante haver uma sintonia entre conteúdo da fala, expressão corporal e também postura vocal. A voz firme, própria da pessoa que sabe o que quer, pontuando os termos mais significativos, como os verbos de ação, por exemplo, num volume adequado para o momento, vai fazer toda a diferença.

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