Práticas de responsabilidade ambiental: o olhar e o diálogo dos gestores de uma rede de supermercado

A pesquisa em estudo tem como objetivo analisar a percepção dos gestores sobre as práticas de responsabilidade ambiental de uma rede de supermercado.

PRÁTICAS DE RESPONSABILIDADE AMBIENTAL: O OLHAR E O DIÁLOGO DOS GESTORES DE UMA REDE DE SUPERMERCADO

Tatyane Állen Freires de Castro Alencar[1]

Antônia Márcia Rodrigues Sousa[2]

Resumo: A pesquisa em estudo tem como objetivo analisar a percepção dos gestores sobre as práticas de responsabilidade ambiental de uma rede de supermercado. Utilizou-se pesquisa descritiva e qualitativa, com aplicação de entrevista estruturada aos gestores da empresa. Os dados foram analisados por meio de análise de conteúdo. Os resultados apontaram que embora a empresa tenha consciência sobre os impactos da responsabilidade ambiental com a implantação de alguns mecanismos sobre a redução de impacto ao meio ambiente, ainda se faz necessário algumas adaptações aos padrões exigidos pelo mercado atual ao que concerne ações conscientemente sustentável e responsavelmente social.

Palavras-chave: Responsabilidade ambiental. Meio ambiente. Consciência. Impactos.

1 INTRODUÇÃO

Dentre as estratégias traçadas pelos gestores, ações de responsabilidade ambiental têm grande relevância, destacando-se como atitude primordial dentro de uma organização a fim de consolidar contento em seu âmbito interno e externo. Segundo Oliveira (2009), quanto maior for a confiança do consumidor a determinado produto ou marca, maior será o consumo desse bem em seu cotidiano. Em complemento a essa afirmação, estudos feitos por Johnson e Bastian (2007), indicam que compradores bem informados, além de não precisarem de muita influência para escolha do produto, estão abertos a novas experiências. Por fim, a prática de comportamentos sustentáveis remete à sociedade o compromisso social que a empresa pretende exercer junto aos seus consumidores.

Atualmente, falar em negócio lucrativo e não planejar processos ambientalmente responsáveis torna o objetivo da empresa mais distante de ser alcançado, é possível perceber que o mercado está cada vez mais favorável ao desenvolvimento desse tipo de negócio. Tem-se uma sociedade mais conscienciosa com o planeta, exige de si uma dedicação a esse fato e, devido à grande capacidade que as empresas demonstram em persuadir seus compradores e clientes potenciais, solicita das empresas a aplicabilidade de ações que desenvolvam na comunidade a iniciativa de zelo ao ambiente.

A preocupação em se trabalhar com responsabilidade ambiental tomou conta das empresas, assim seus colaboradores têm uma conscientização maior da importância desse processo. Adequar seus produtos ao padrão exigido pelo mercado acaba se tornando algo habitual, continua-se a pensar em lucratividade, porém com uma adaptação mais facilitada e favorável, mais equilibrada, na qual a preocupação com aumento da produção e de lucro nas organizações se equipara a satisfação dos colaboradores, em produzir bens mais sustentáveis e, dos clientes em consumir bens que ajudam no cuidado com o planeta, assegurando qualidade de vida nos dias de hoje e, portanto, às futuras gerações.

Baseado no exposto, esta pesquisa tem como pergunta de partida: Qual a percepção dos gestores sobre as práticas de responsabilidade ambiental de uma rede de supermercado? Para responder tal questionamento, o objetivo da pesquisa é analisar a percepção dos gestores sobre as práticas de responsabilidade ambiental de uma rede de supermercado.

O artigo apresenta a introdução abordando de maneira geral o tema proposto; em seguida o referencial teórico, metodologia e análise dos dados e, por fim a conclusão, dificuldades encontradas e as perspectivas de novas pesquisas e referências.

2 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL

É bastante considerável o número de empresas preocupadas com o meio ambiente, afinal, muitos são os consumidores que buscam essa realidade. As organizações precisam se adaptar a esse novo modelo de negócio, porém, de maneira a gerar acomodação aos seus colaboradores, com clareza em suas ações, diminuindo irregularidades que causam impactos negativos ao âmbito interno e externo, mostrando a respeitabilidade de sua empresa em relação à natureza, transformando-se em exemplo de sustentabilidade perante os compradores mais conscienciosos com ações ambientais.

Para Miguel (2005), uma das maiores dificuldades para se conseguir uma efetivação satisfatória de práticas sustentáveis nas organizações, está em seus próprios gestores, pois muitos vêem esse tema como uma repreensão. De acordo com Curado (2003), a responsabilidade primordial no âmbito empresarial deveria ser a sociedade, a busca pela solução dos problemas comuns, juntamente com o desenvolvimento de projetos integrados às competências da organização, trará como resultado, prosperidade ao negócio.

Para que uma organização tenha sucesso, é necessário se pensar no que falta à sociedade e se encaixar a ela da maneira mais conveniente, não esquecendo que os gestores e colaboradores em geral, precisam se sentir à vontade com a nova mudança, trazendo à empresa uma adaptação mais favorável.

Segundo Moura (2002), a organização como um todo precisa se sensibilizar à relevância do cuidado com o ambiente, desde a ideia anterior ao processo de produção até o momento de descarte desse bem. Não apenas por cumprimento legal, mas principalmente, por uma preocupação de caráter social, a empresa deve atentar-se ao melhor modelo de gestão a ser implantado, interferindo de maneira benéfica na vida das pessoas, garantindo uma preferência perante os concorrentes.

As empresas que se sobressaem no assunto ambiental são aquelas que deixam transparecer o compromisso sustentável em seus processos internos e externos e, através da clareza e seriedade, garantem a parceria de seus colaboradores e satisfação aos consumidores.

Segundo Kraemer (2002), as organizações mais atentas a importância da sustentabilidade, estarão à frente de seus concorrentes, apresentando uma melhoria nas providências internas e, consequentemente, em sua imagem pública. De acordo com Sousa, Cunha, Beuren (2006), na tentativa de encontrar maneiras de amenizar os problemas ocasionados pelo seu processo de produção, muitas organizações estão implantando novos métodos na busca pela preservação da natureza, trazendo projetos sustentáveis que gerem menos custos e bons resultados ao negócio.

Com o avanço de tecnologias limpas, as empresas buscam diariamente a adaptação de seus processos a esses métodos sustentáveis, ainda que muitas não consigam se modificar completamente, existem meios de diminuir os danos causados potencializando os resultados administrativos, como por exemplo, inserindo programas de ações coletivas em suas práticas, onde muitos sejam beneficiados e não apenas a instituição.

De acordo com Moisander (2007), a empresa que adota práticas sustentáveis, influencia o cliente a agir de maneira semelhante. Em complemento a essa afirmação, Leary et al. (2013), defendem que o compromisso dos consumidores perante a inclusão de práticas de sustentabilidade em seu cotidiano, está além da preocupação com o ambiente atual, remete ao zelo pelo futuro, ao legado que será deixado aos seus descendentes.

Devido ao aumento da população ambientalmente responsável, as empresas se vêem no dever de seguir regras mais reflexivas de respeito à natureza. Desta forma, é possível haver expansão significativa de consumidores mais conscientes a esse propósito, pois as empresas têm uma enorme capacidade de induzir o cliente a adquirir seus produtos e serviços, a partir do momento que é perceptível ao usuário que esse cuidado trará um equilíbrio entre as pessoas e o ambiente, torna-se difícil ao consumidor optar pela concorrência.

Para Barbieri et. al. (2010), as organizações precisam estar dispostas a implantar inovações que as favoreçam financeiramente, mantendo comprometimento responsável para com o ambiente. Em complemento a essa afirmativa, Schiederig, Tietze e Herstatt (2012), afirmam que a ecoinovação nas empresas se dá, essencialmente, pela evolução no bem-estar da sociedade, decorrente da redução dos efeitos prejudiciais ao ambiente.

Apesar do crescente aumento das organizações atentas às iniciativas sustentáveis, é preciso uma relação ativa com a natureza, é necessária a percepção que o equilíbrio ambiental trará melhores condições de vida ao homem. Assim, incentivam seus clientes a agir naturalmente na efetivação de ações que possibilitem sua satisfação enquanto usuário dos produtos, sem desconsiderar o cuidado com o meio ambiente.

Para Boons et. al. (2013), todos os aperfeiçoamentos realizados, sejam eles radicais ou moderados, quando unidos às inovações sustentáveis e ao desenvolvimento financeiro que geram, trazem benefícios de grande importância.

A gestão de uma empresa deve traçar suas metas possibilitando benefícios à natureza, ao passo que se agem de maneira ecológica ao desenvolver seus processos, independente da magnitude das mudanças estabelecidas, aumenta a possibilidade de um retorno econômico vantajoso, além de propiciar uma redução de custos favorável.

Para Claro; Claro (2014), ao incorporar práticas sustentáveis nas táticas empresariais, se torna mais fácil aos gestores usufruir das oportunidades e anular os prenúncios, objetivando competitividade socioambiental.

O gestor que se adapta ao modelo sustentável exigido pelo mercado detém um conhecimento maior de suas capacidades no âmbito interno da empresa, se adequando da melhor forma ao que lhe for imposto perante a sociedade e a natureza, realizando ações cada vez mais ecológicas, demonstrando tranquilidade para superar os obstáculos e solucionar os imprevistos.

3 METODOLOGIA

Este estudo tem como objetivo analisar a percepção dos gestores sobre as práticas de responsabilidade ambiental de uma rede de supermercado. É uma pesquisa de natureza qualitativa que segundo Creswell (2010), a investigação qualitativa emprega diferentes concepções filosóficas; estratégias de investigação; métodos de coleta, análise e interpretação e dados.

Tem caráter descritivo que de acordo com Andrade (2010, p 112), uma das características da pesquisa descritiva é a técnica padronizada da coleta de dados, realizada principalmente através de questionários e da observação sistemática.

Os dados serão coletados por meio de uma entrevista estruturada que segundo Andrade (2010, p. 132), consiste em fazer uma série de perguntas a um informante, segundo um roteiro preestabelecido, a entrevista foi aplicada a dois gestores de uma rede de supermercados localizada no centro da cidade de Sobral, a respeito das ações sustentáveis realizadas pela empresa em seu planejamento estratégico. Meu universo para pesquisa eram cinco gestores, entretanto não foi possível realizar a entrevista com todos, conseguindo uma amostra de apenas dois gestores.

A análise dos dados para Best (1972, p. 152) representa a aplicação lógica dedutiva e indutiva do processo de investigação; será avaliada por meio da análise de conteúdo que, para Marconi e Lakatos (2005, p. 225), permite a descrição sistêmica, objetiva e quantitativa do conteúdo da comunicação.

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS

Com a proposta de atender ao objetivo da pesquisa, os dados coletados com os gestores de uma rede de supermercados, localizada no centro da cidade de Sobral, foram entrevistados dois gerentes, um homem e uma mulher, com faixa etária entre 30 e 50 anos, possuidores de graduação completa e, com um bom tempo de atuação na área de gerência administrativa, mínimo de dois anos, inclusive com um tempo de trabalho na empresa superior a cinco anos, o que lhes propicia um entendimento maior da identidade da organização e quais caminhos devem ser tomados para alcance dos objetivos. É visível para a empresa a importância que a responsabilidade ambiental seja incorporada às estratégias da organização. Todavia, não é uma técnica utilizada de maneira efetiva, é algo ainda a ser estudado mais “esmiuçado”, para que seja posto em prática posteriormente.

De acordo com a pesquisa, a empresa é considerada iniciante em relação às atividades de sustentabilidade. Embora a teoria na visão de Corraliza (2001) afirme que o homem, ao perceber que suas novas ações ligadas às práticas sustentáveis trarão benefícios ao ambiente e à sua vida, ao adotar condutas e princípios ambientalmente corretos, os resultados identificaram que no planejamento estratégico não existe registro da ideia de responsabilidade ambiental, tem-se uma preocupação desse contexto junto às ações da organização, entretanto de maneira informal, as atividades relacionadas a esse tema não integram a visão estratégica de maneira documentada. Na visão do administrador isso é algo bastante preocupante, pois essa etapa do planejamento empresarial é de grande importância para o reconhecimento da organização perante a sociedade, é necessária a implantação de ações ecológicas para que haja um reconhecimento de empresa confiável e ética.

Ao se perguntar sobre as atividades relacionadas à responsabilidade ambiental, obteve-se uma resposta bastante significativa, há o desenvolvimento de um projeto que objetiva reduzir o uso de sacolas plásticas, incentivando o uso de caixas de papelão ou de sacolas retornáveis, desta forma, o cliente que optasse por essa alternativa, seria atendido por um caixa diferenciado, chamado “caixa verde”, podendo receber descontos ou brindes em suas compras por ter predileção a essa atitude sustentável.

Embora a teoria na visão de Berry (2002) e Parvatiyar e Sheth (2000), diga que as empresas buscam nas ações de marketing uma maneira de estarem cada vez mais próximas de seus consumidores, possibilitando benefício mútuo, os resultados identificaram que essa prática, ainda permanece em análise, com previsão não definida para implantação. O que se espera dos gestores é uma visão mais ampla em relação aos benefícios a longo prazo, pois muitas vezes geram resultados mais duradouros e sólidos. Não se deve ter medo em ousar, se há um projeto em estudo, com grandes possibilidades para realizá-lo com sucesso, as práticas devem ser decididas de maneira rápida e racional para que não ocorram perdas maiores relacionadas aos consumidores.

Ao questionar sobre políticas formais de compra de materiais e produtos certificados com selo verde, a resposta obtida foi que ainda estão sendo feitas análises de como priorizar esse procedimento. O mesmo será feito em relação aos fornecedores socialmente responsáveis que utilizam procedimentos de técnicas de sustentabilidade, a fim de que eles tenham condições especiais no relacionamento com a empresa em estudo. Embora a teoria na visão de Curado (2003) afirme que no âmbito empresarial, a solução para problemas em comum, visando a prosperidade do negócio, precisa ser alcançada, através da preocupação com o cliente e suas necessidades, os resultados identificaram que a falta de um procedimento padrão para relacionamento com fornecedores, juntamente com a não formalização de políticas sustentáveis, traz à empresa uma desvantagem, pois seria mais fácil resolver problemas e alcançar objetivos estando em parceria com as pessoas que fazem parte de todo o ambiente organizacional.

Nas perguntas em relação aos projetos sustentáveis executados e em andamento, constatou-se que são definidos pela direção em conjunto com as gerências e, existem programas de treinamento aos líderes dos setores para abordagem do tema em discussão, ao final desse processo, as decisões são repassadas aos demais funcionários no intuito de aplicar as práticas possíveis, pois é visto pela própria gerência que atuar com responsabilidade ambiental, ajuda a melhorar significativamente a imagem da instituição no mercado que se insere. Embora a teoria na visão de Miguel (2005) afirme que uma das maiores dificuldades para se conseguir uma efetivação satisfatória de práticas sustentáveis nas organizações, está em seus próprios gestores, observou-se na resposta em questão, que os gestores e colaboradores têm em comum essa atenção com o ambiente, isso se configura como uma vantagem para a organização, pois quando o âmbito interno da empresa está em harmonia, buscando melhorias internas e externas, a resolução dos problemas e aplicação de práticas responsáveis tornam-se mais fáceis de serem realizadas com sucesso.

Na sequência foi perguntado sobre o incentivo ao cuidado com o ambiente, dentro e fora da organização. Em relação aos colaboradores existe um estímulo rotineiro a um melhor planejamento de compras, a reutilização de produtos e embalagens e, separação de lixo para reciclagem; o próprio estabelecimento realiza esse tipo de ação com a venda de caixas de papelão às empresas de reciclagem; com os clientes, diariamente são oferecidas caixas de papelão para utilização no transporte de compras, reduzindo o uso das sacolas plásticas. Além disso, são feitas ações de marketing com os funcionários para divulgação de projetos a serem implantados futuramente, junto aos clientes, para que entendam a importância das iniciativas ecológicas.

Tais resultados são congruentes com o pensamento de Moura (2002) ao falar que a organização como um todo precisa se sensibilizar à relevância do cuidado com o ambiente, interferindo de maneira benéfica na vida das pessoas, garantindo uma preferência perante os concorrentes. Pois, a partir do momento que a empresa busca mostrar aos seus clientes e colaboradores como consumir de maneira correta, principalmente, entendendo que suas ações são importantes para uma vida melhor, é possível certificar-se que está fazendo um trabalho bem feito, pois com atitudes efetivas para impactar positivamente seus consumidores fica mais fácil gerir o negócio de maneira correta, sem que tenha se tenha apenas como obrigação, o fato de ser uma empresa sustentável.

Um fato interessante encontrado na entrevista é que, apesar de não serem realizadas pesquisas com os clientes para mensurar o aumento das vendas, em virtude da utilização dessa conduta sustentável, a organização considera que os resultados dessa interação, entre as ações de marketing com a responsabilidade ambiental, trariam um acréscimo considerável ao consumo, principalmente, por parte dos clientes que expressam essa preocupação com a natureza e sociedades futuras. Contudo, por avaliar essa relação como boa, a empresa pretende aumentar em 10% seus recursos aplicados atualmente em projetos socioambientais.

Tais resultados são congruentes com o pensamento de Leary et al. (2013) ao falar que o compromisso dos consumidores perante a inclusão de práticas de sustentabilidade em seu cotidiano, está além da preocupação com o ambiente atual; pois, nota-se, ao conversar com os gestores, que eles têm uma inquietação em saber o que os clientes pensam a respeito da empresa, porém é percebido que eles têm uma certa barreira que os impossibilitam de seguir com alguns métodos de estudo, como por exemplo, a satisfação dos clientes em relação à conduta ecologicamente correta da organização.

Mesmo assim, a gerência pretende investir mais nesses projetos, pois mesmo que não exista uma análise, um administrador consciencioso de suas obrigações com a natureza, sabe que investimentos ambientalmente responsáveis só trarão benefícios à empresa em decorrência de sua dedicação para com a sociedade.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base no objetivo proposto em analisar a percepção dos gestores sobre as práticas de responsabilidade ambiental de uma rede de supermercado. Observou-se que existe uma preocupação com a importância desse tipo de projeto na organização, os gestores demonstram que estão atentos a esse cuidado e, que a empresa necessita se adequar ao que o mercado exige, pois os consumidores cobram cada vez mais das organizações maneiras responsáveis de ofertar os seus produtos e formular suas estratégias visando um bem social. Os profissionais da gerência vêem esse cuidado como uma forma, não apenas lucrativa, mas também como um diferencial frente aos seus concorrentes, ao passo que se evidencia a consciência ecológica e o compromisso com ambiente e seus recursos naturais no desenvolvimento do negócio.

Os resultados demonstram que é visível aos gestores a importância que a responsabilidade ambiental seja incorporada às estratégias da organização, porém encontram limitações, sendo necessária à organização uma medição detalhada do que poderá ser feito e quais os custos para viabilidade dessa prática. Para que esse método seja aplicado de forma definitiva, estudam-se maneiras de implantar métodos ecológicos em suas estratégias de modo mais categórico.

Constata-se que as empresas que conseguem fornecer uma maior quantidade de informações sustentáveis a seus clientes e, vivem essa teoria na prática, demonstram maior compromisso com o ambiente e, consequentemente, com a sociedade que está inserida.

Conclui-se que embora a empresa tenha consciência sobre os impactos da responsabilidade ambiental com a implantação de alguns mecanismos sobre a redução de impacto ao meio ambiente, ainda se faz necessário algumas adaptações aos padrões exigidos pelo mercado atual ao que concerne ações conscientemente sustentável e responsavelmente social.

Portanto, se faz necessária uma implantação urgente de métodos condizentes com o pensamento dos responsáveis pelo sucesso da empresa, garantindo que ela se mantenha com bons resultados e alcance seu objetivo perante o público-alvo. Com essa alternativa de planejamento, a organização consegue entender seus consumidores, atendendo-os de maneira eficiente, gerando bons resultados e alcance de objetivos de maneira eficaz.

Em relação às dificuldades encontradas no decorrer da pesquisa, vale frisar a dificuldade de disponibilização dos gestores no processo de coleta de dados. Para pesquisas futuras seria interessante um estudo com as três maiores redes de supermercado de Sobral.

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APÊNDICES

APÊNDICE A – Entrevista aplicada aos gestores de uma rede de supermercados do Ceará, na cidade de Sobral.

ENTREVISTA

( ) Masculino

( ) Feminino

  1. __________________ 3. Escolaridade: ____________________________­­_

  1. ______________________________________________________

  1. ­­_________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________

( ) pela Direção

( ) pela Direção e Gerências

( ) pelo conjunto dos empregados

( ) por um Comitê Gestor de Responsabilidade Social

( ) Melhorar a sua imagem institucional;

( ) Qualificar sua relação com os clientes;

( ) Identificar-se como uma corporação-cidadã;

( ) Servir de exemplo para outras companhias;

____________________________________________________________________________________________________________________________________________

Avaliar os impactos de seu consumo, de modo a levar em consideração o meio ambiente e a sociedade em suas escolhas?

( ) Sim ( ) Não

Planejar suas compras, de modo a comprar menos e melhor?

( ) Sim ( ) Não

Reutilizar produtos e embalagens, de modo a consertar, transformar ou reutilizar produtos com defeitos?

( ) Sim ( ) Não

Separar o lixo, de modo a reciclar e contribuir para a economia de recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos?

( ) Sim ( ) Não

____________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________

____________________________________________________________________________________________________________________________________________

( ) Irrelevante

( ) Razoável

( ) Bom

( ) Ótimo

( ) Sim

( ) Não

Se sim, em quanto? _____ % em relação ao investimento atual.

[1] Acadêmica do Curso de Administração da Faculdade Luciano Feijão – FLF.

[2] Doutora em Administração de empresas pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR e atualmente é coordenadora do Curso de Administração da Faculdade Luciano Feijão – FLF.

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