Por que não tenho sucesso?

Muita gente tenta de tudo para ser promovido e dar um "upgrade" na carreira profissional ou até mesmo no âmbito pessoal, mas por que será que não tem sucesso, mesmo quando já passaram por um processo de "coaching"?

Por anos tenho observado profissionais que estão insatisfeitos com suas carreiras, pois não conseguem a famosa “promoção”.

Tirando as “obviedades” da vida, como não ter o curso certo, não estar atualizado de acordo com o mercado, não corresponder às expectativas e a descrição do cargo que se almeja atingir, para descobrir o que está errado, e/ou para se corrigirem, os profissionais procuram um “coach”, que auxiliará a visualizar suas necessidades e legitimar seus objetivos, potencializar seus resultados e propor ações estratégicas profissionais para que tal “upgrade” possa acontecer.

Claro que a promoção não depende do “coach”, mas sim do profissional que seguirá as instruções deste.

Pois bem. Passa-se alguns meses (ou até mesmo anos, conforme o caso) participando desse processo e, para alguns profissionais, funciona muito bem, mas para outros, surpreendentemente, não os tiram do lugar de onde estão. Será que o problema está no “coaching”?

Com raras exceções de maus profissionais que atuam com “coaches”, a culpa não é dele, muito menos do processo que se participou (independente do tempo). O fato é que muitos profissionais que almejam tanto o sucesso profissional tem bloqueios psicológicos que precisam ser reconhecidos e quebrados para que possam seguir em frente.

Obviamente, estes bloqueios são inconscientes, são “auto sabotagens”.

Deixem que eu explique um pouquinho sobre:

Sabe aquele momento em sua vida que você tem certeza que está pronto para subir um degrau, pra mudar profundamente?

De repente, aquela certeza começa a mudar, porque você começa a ver que está cometendo exatamente os mesmos erros que cometia antes. A sensação que se tem é que estava dentro de um buraco que você criou e que depois de dar um salto gigantesco para sair dele, cai exatamente no mesmo lugar. Então, saiba, inconscientemente, foi você mesmo que não permitiu a mudança.

Dentro de nós, na profundidade de nossa mente, existem marcas e traços gerados por frases ouvidas, comportamentos observados, atos cometidos, que lhes acometeram quando era criança e até mesmo enquanto ainda estava no ventre de sua mãe.

Então, temos um conflito de ideias. No primeiro momento, o desafio lhe encoraja, pois as novas experiências e a evolução profissional é o que se almeja, porém, de outro lado, na primeira dificuldade observada, há o desencorajamento, pois inconscientemente, aprendemos que somos incapazes de lidar com esse tipo de situação.

E por incrível que pareça, cada vez que você desconfiar de sua própria capacidade de superação, cultivará um sentimento de “covardia”, que lhe bloqueará e paralisará cada vez mais. E, na maior parte das vezes, o medo de mudar é muito, mas muito maior do que a força que tem para a mudança. Daí, começam a nascer a preguiça, o orgulho, que nos leva ao medo de mudar e, por consequência, a auto sabotagem. Mas, o mais importante: em quase cem por cento das vezes, não percebemos que somos nós que estamos nos atrapalhando e atribuímos isso ao contexto social, as pessoas que nos cercam, à chefia, aos colegas de trabalho, as condições financeiras, ao destino, a religião, etc.

Não que tais atribuições sejam consideradas certas ou erradas, mas é uma solução encontrada pela mente para que você não sinta uma dolorosa culpa, nem se sinta ameaçado por quaisquer outras coisas.

Então, a melhor solução, é que faça a psicoterapia para que descubra realmente de onde vem e quais são suas limitações emocionais, para que as entenda e as trate de forma adequada, para que possa enfrentar o caminho que leva aos seus objetivos, sejam profissionais ou pessoais, como por exemplo, a tão almejada promoção profissional, de forma consciente, sem auto sabotagem, com auto conhecimento, firmeza e, por fim, tendo a certeza que merece aquilo que tanto almeja.

ExibirMinimizar
aci institute 15 anos compartilhando conhecimento