Por que não entendemos o Digital?

É natural que pessoas e organizações pensem e atuem dentro dos parâmetros da micro-história e não reflitam em termos de milênios ou séculos.

Já faz um certo tempo que tenho estudado a chegada da Era Digital.

Tem sido um esforço coletivo de várias pessoas para poder fazer um diagnóstico correto para se apresentar tratamentos adequados.

O primeiro impasse é de que vivemos hoje uma mudança MACRO-HISTÓRICA, um fenômeno social recorrente, que é muito raro.

A chegada de uma nova mídia, que altera as bases da sociedade,, como tivemos a oralidade, a escrita e agora o digital.

Por ser muito raro, não tínhamos nem uma ciência que estudasse fenômenos desse tipo, como a Antropologia Cognitiva, que começa a ser criada lentamente – fora dos muros da academia (também em crise).

É natural que pessoas e organizações pensem e atuem dentro dos parâmetros da micro-história e não reflitam em termos de milênios ou séculos.

Isso é para lá de incomum, mas agora necessário.

Além disso, por ser ao mesmo tempo muito rápida e disruptiva a Revolução Digital desperta nas pessoas um grande susto e receio de perda de estabilidade.

O medo e o susto, infelizmente, não são bons parceiros da reflexão.

As pessoas tendem a analisar todo o cenário com alta taxa de emoção, o que complica ainda mais o problema.

Não conseguem compreender que vivemos os macro efeitos, pela ordem:

do aumento demográfico (de um para sete bilhões em 200 anos), que cria latências objetivas e subjetivas por mudanças;

e da chegada veloz de novas tecnologias midiáticas, que alteram o modelo de comunicação (com a chegada de novos canais) e administração (com a chegada de nova linguagem).

Tais mudanças de paradigma só serão compreendidos com mais calma e por muito mais gente pelas novas gerações de pensadores futuros, que não estão tão comprometidas pelo modus de pensar e agir atual e nem tem tanto a perder.

É preciso, assim, como grande desafio do novo século para se manter competitivo (seja a pessoa ou organização): procurar explicações mais lógicas, macro históricas, que consigam rever os atuais paradigmas e aponte caminhos razoáveis – e não histéricos – diante de tais mudanças.

É isso, que dizes?

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