Por que certos empresários não se envolvem nas questões para melhoria dos resultados das suas empresas ?

Primeiramente devo esclarecer que no âmbito da prestação de serviço de consultoria de gestão existe uma abrangência muito vasta de atividades e formas de conduzi-las, vai da necessidade que o momento da empresa-cliente pede socorro, mas também vai muito do gosto e da geração de caixa de cada cliente na escolha da modalidade de atuação do consultor. A maioria dessas consultorias concentra-se em duas modalidades de atuação: 1) prestando assessoria externamente, planejando, implementando ferramentas de controles, sugerindo medidas e ações, monitorando resultados, etc., porém, sem uma ação direta da prática e da mão na massa; e 2) sendo contratada para gerenciar interinamente, ou seja, alocando-se internamente na empresa-cliente, ocupando-se de função diretiva ou gerencial e assumindo a condução de todo o processo com adoção da prática e da mão na massa. 50% é técnica da consultoria, 50% depende do empenho da empresa No primeiro caso reconheço que a escolha para esta modalidade é feita geralmente pelas pequenas empresas, para a qual a oferta deste produto lhes convém devido à vantagem do baixo investimento e pela novidade de experimentar a técnica da consultoria, já que as mesmas sempre foram tabus para este porte. Ocorre que esta modalidade somente é interessante se o empresário assumir tocá-lo de corpo e alma, dedicando-se na prática das ações recomendadas pela consultoria, caso, contrário, não passará de uma mera carga de conselhos com aspectos de sermão, ficando no vazio os propósitos da consultoria. É óbvio que o que eu estou falando não pode ser de forma alguma generalizada, mesmo por que a maioria dos pequenos empresários que contratam consultorias para atuarem nesta modalidade de assessoria, quer realmente sanear os problemas que estão dificultando a operação da sua empresa e como característica de envolvimento no processo, empenham-se voluntariamente em todas as questões operacionais, vão a fundo, procuram-se aprofundar nas informações de resultados, telefonam constantemente para o consultor esclarecer dúvidas do processo, utilizam-se devidamente das ferramentas e recomendações propostas e fazem o bom uso do contrato firmado com a consultoria e dão sucesso ao processo. Outros, entretanto, eximem-se dos procedimentos e do tempo enfatizado na proposta, dizem estar tomado pelo excesso e contratempo, além da fragilidade encarnada pelos problemas existentes e como características isolam-se diante do processo, aceitam facilmente os desafios, mas não entram no ringue e nem mesmo chegam a subir nos tablados, não procuram o consultor contrapondo-se a necessidade de tê-lo contratado, evitando até mesmo o seu contato e desfavorecendo os objetivos do processo. O tempo passa e o processo não anda, aliás, estagna, cancelam reuniões, atrasam materiais de fechamentos, etc., enquanto os efeitos dos problemas correm no tempo e no espaço. As causas mais verdadeiras para ver o processo naufragar são os desânimos diante da fragilidade dos problemas, dificuldades de assimilação do processo e principalmente a entrega à derrota. Entretanto, não vou entrar no mérito da questão para evitar que alguns empresários vistam a carapuça, esses deverão ter outro tipo de consultoria. Para esses casos a modalidade de gerenciamento interino é o mais indicado, pois a atuação do consultor é direta, fica participando efetivamente da gestão. O investimento para este tipo de contrato pode ser um pouco mais alto, mas não há desgaste operacional, pois o consultor estará interinamente respondendo a todas as questões em envolta o processo clientes, fornecedores e demais parceiros. Se você pensa em contratar uma consultoria, o mais importante é analisar a intenção desta contratação, escolher a modalidade que você e a sua empresa poderá assumir em prol do seu sucesso.
ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.