Por que a televisão brasileira está ficando cada vez pior?

O grande refúgio que os telespectadores estão tendo é a internet, inclusive os números de televisores ligados hoje estão cada vez menor e os canais de assinatura aumentando. Estão cansados de sacanagens e agressividades

Atualmente a televisão brasileira vive em estado de mudanças. Nos últimos 10 anos os canais nacionais não são mais os mesmos. As atrações antes passavam mais inocência, entretenimento e produções estrangeiras, uma programação saudável. Você até consegue identificar naquela época quais eram os canais de grandes novelas (assistíveis), de programas de auditório, de esporte, de jornalismo razoável e o de variedades. Ainda hoje conseguimos associar na memória, não é?

Nessa nova era, a televisão brasileira ainda tem condições de se reinventar, não somente com as novas tecnologias (TV digital, imagens em alta definição, tecnologia 3D e modernização do aparelho, propriamente dito), além da smartv que é a conectividade na internet, que também são de grande relevância para ainda conseguir atrair com dificuldade os mais de 200 milhões de brasileiros na frente da telinha.

Hoje, com relação ao conteúdo exibido pelas emissoras nos deparamos com programas sensacionalistas, jornais policialescos com câmeras nervosas, novelas com conteúdo apelativo, até impróprios para o horário, que julgamos. Os diretores de programação colocam no ar aquilo que eles querem que a gente veja e não mais aquilo que gostaríamos de ver ou até mesmo aquilo que precisamos ver (a questão da política por exemplo ainda por muitas vezes é algo censurado). Cada minuto que aceitamos conteúdos como esses entrarem em nossas casas, baixamos cada vez mais o nosso nível de exigência. O brasileiro que é estressado, assistindo essas atrações fica mais ainda!

No domingo, aquela revista eletrônica não tem mais o mesmo carisma. Tem o nome de "fantástico" porque colocaria coisas fantásticas da vida no ar, porém perdeu as forças nos últimos anos faltando reportagens exclusivas, além das trocas de apresentadores que tirou a identidade. O Pânico na Band foi muito mal administrado, sem falar do conteúdo que virou lixo, mas ressalvo que inicialmente o humor foi inovador sendo original com muita espontaneidade (sem script), mas tinha mais liberdade na antiga emissora.

Com relação as novelas o público está cansando de tanta violência e tramas fortes. Por outro lado, analise: Às 22h uma emissora de TV aberta que exibi uma reprise de uma novelinha infantil, marcar altos índices de audiência, se engana quem pensa que quem assisti novelas infantis são somente as crianças, além delas estão os pais, avós e o restante da família. O público está casando dos dramalhões globais. A emissora de Silvio Santos enxerga a sua novelinha infantil como mina de ouro! É como se fosse um escape!

Pela manhã a televisão está congestionada com tantas revistas eletrônicas femininas. São programas semelhantes, parece um espelho do outro, só muda os apresentadores e o canal. E hoje é possível enxergarmos horários alternativos como a tarde, pois o festival de novelas vespertinas estão "acabando" com as donas de casa. Isso gera descanso, zona de conforto, pode virar problema!

A bola da vez são os realities de culinária, estão em alta! Mas, se os diretores de TV não souberem administrar, é questão de tempo desgastar o formato.

O grande refúgio que os telespectadores estão tendo é a internet, inclusive os números de televisores ligados hoje estão cada vez menores e os canais de assinatura que são mais sofisticados e com conteúdo inteligente estão aumentando. A Netflix chegou e está apresentando o verdadeiro hábito da TV.

Os telespectadores precisam de emoção, carinho, intrigas e muita interatividade. Essas novelas infantis não tem nada de infantil! São essências do ser humano colocado com muita leveza na tela.

O povo precisa de mais afeto, emoção e entretenimento, estão cansados de sacanagens e agressividades. Sabe aquele momento nostálgico na televisão que não existe mais? É o que está faltando hoje.

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    Saulo Henrique

    Saulo Henrique

    Gestor, Consultor, Professor e Palestrante. Com mais de 10 anos de experiência entre Gestão, Planejamento e Ensino, é graduado em Marketing e Especialista em Administração e Marketing. Possui formação como Consultor Empresarial pelo Sebrae. Foi Líder Técnico de Engenharia e Qualidade na indústria Grendene Calçados. É Palestrante nas áreas comportamental, motivacional e gestão de equipes, e foi Sócio-Diretor de Marketing da Inteligência UP! – Treinar e Desenvolver. Foi Professor dos cursos Superior de Tecnologia em Marketing, Gestão Financeira e Gestão de Recursos Humanos na Universidade Anhanguera com sede no Grupo Educacional Ieducare Sobral/CE. Foi Professor na Bit Company e Professor em uma das maiores escolas de formação profissional do Brasil, Compuway. Foi Supervisor de Atendimento e responsável pela implantação, contratação da equipe e operacionalização da Unidade Vapt Vupt Sobral. Atualmente é Gerente da Rádio Plus Fm Sobral, pertencente ao Grupo Cearasat de Comunicação e Professor Universitário das Faculdade Ieducare em Tianguá/CE e Faculdade Pitágoras.

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