Por que a situação da Grécia nos afeta?

Você sabe o que o Brasil e o seu bolso tem a ver com a situação da Grécia? Sabe que outro país pode nos influenciar, se entrar em crise?

No dia 30/06 teve início, oficialmente, a moratória (atraso) da Grécia ao Fundo Monetário Nacional (FMI), órgão internacional que presta socorro financeiro aos países, exigindo, em troca, ajustes na economia (controle de inflação, entre outros). A situação desse País está complicada desde 2010.

No dia 05/07, foi feita votação popular para decidir se aquele País adotaria medidas propostas pelo FMI para buscar o pagamento de sua dívida e o resultado foi a vitória do "Não". Esse resultado sinalizou que haverá calote de uma forma geral, gerando o não pagamento de TODOS os credores, inclusive da União Europeia, bloco econômico do qual a Grécia faz parte (por enquanto). Bancos gregos foram fechados para evitar um saque em massa dos recursos aplicados.

Literalmente, um presente de grego...

OK, mas o que um calote dado na Grécia tem a ver com o Brasil? E com o seu bolso?

Infelizmente, muito.

O Brasil é considerado como tendo uma economia de risco. Assim, quando um investidor externo aplica seus recursos no Brasil, ele está assumindo um risco, dentro de sua visão, o que contribui, inclusive, para a taxa de juros no Brasil ser tão elevada (13,75% na data da publicação dessa postagem).

Voltando ao assunto...

O iminente calote da Grécia (considerado um país desenvolvido) faz com que esses investidores fiquem com "medo" de que o Brasil e outros países chamados de emergentes, também não paguem seus compromissos e acabam diminuindo (ou resgatando) seus investimentos nesses países.

Com isso, há uma desvalorização de nossa moeda, gerando inflação, pois o que é comprado no exterior (importação) acaba custando mais caro e o que é vendido para o exterior (exportação) possui melhor retorno, diminuindo a oferta desses produtos no mercado interno.

Aliado a isso (e causado por isso), há uma expectativa de aumento dos juros no Brasil, por dois motivos:

1) Conter esse aumento da inflação

2) Atrair investidores externos, pois, o rendimento recebido por investir no Brasil será mais alto e pode compensar esse risco

Como já tratamos anteriormente, esse aumento traz consequências para nossa economia e nosso bolso.

Apesar desse impacto da crise na Grécia, há uma situação que pode nos gerar ainda maior impacto. A China está passando por uma queda muito brusca em sua bolsa de valores (onde são negociadas as ações). Essa queda gera impacto, inclusive na Bovespa (a bolsa de valores brasileira).

Uma eventual crise econômica na China terá grandes efeitos negativos no Brasil, maiores do que a da Grécia, pois Brasil e China fazem parte do mesmo bloco econômico de países emergentes, o chamado BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Até a próxima!

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