Café com ADM
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Por que a administração de ONGs é tão difícil?

Se tem uma coisa que tem se propagado aos quatro cantos do mundo com uma velocidade absolutamente espantosa é ONG. Tem ONG para tudo, sobre tudo e por tudo.

Se tem uma coisa que tem se propagado aos quatro cantos do mundo com uma velocidade absolutamente espantosa é ONG. Tem ONG para tudo, sobre tudo e por tudo.

Impressionante também não é apenas o número, mas também a velocidade com que suas portas abrem e fecham, deixando idéias e ideais, expectativas frustradas e sempre uma enorme vontade de recomeçar, principalmente quando é para ajudar ao próximo.


Venho analisando as ONGs desde que um grupo de amigos de diferentes estados decidiu criar algumas delas. Tenho acompanhado trabalhos bem significativos, sob o ponto de vista humanitário, outros nem tanto. O que observo é que como ponto comum é que a administração destas empresas sempre parece um martírio com enormes necessidades de contas a fechar e investimentos a fazer. Em sua maioria, as ONGs que vejo acabam passando maus bocados quanto à sua administração, principalmente a financeira.

Neste cenário, a pergunta que não quer calar é: Por que a administração de ONGs é tão difícil?

Em minha opinião, as ONGs, assim como as empresas, precisam de uma visão profissionalizada de sua administração. Não basta apenas tratar de um sonho, uma vontade para cuidar deste ou daquele setor. È preciso administrar com base nos resultados de ambos os lados e não apenas tratar o produto final da ONG como único.

Uma ONG precisa, além de atender o público-alvo de sua prestação de serviços, pensar em termos práticos quanto à sua sobrevivência e expansão. Muitos, infelizmente, tratam apenas seus sonho, deixando aspectos imprescindíveis de gestão ou para outras pessoas ou simplesmente empurram com a barriga, deixando para depois.

Uma série de ferramentas de gestão estratégica podem ser utilizadas para atingir esses dois resultados. Por exemplo, a ferramenta fluxo de caixa, que pode ser baixada de meu sítio, www.edsongil.com.br pode ser de extrema valia para a elaboração de estratégias financeiras além de servir de termômetro quanto não só a gestão de custos mas também quanto a gestão de investimentos.

Tudo ainda pode estar baseada na famosa lei de finanças sobre investimentos e retornos. Associar a imagem de empresas e ONGs pode ser uma ótima, porém é preciso que um grande trabalho de marketing seja feito para no mínimo, buscar algum tipo de nivelamento quanto à importância. Um dos grandes erros é querer apenas associar marcas e deixar de nivelar expectativas.

Muitas ONGs apenas se preocupam em bater à porta de empresas na hora de pedir dinheiro para seus projetos e esquecem de que o que garante uma aproximação é a forma de administrar essas expectativas quanto ao retorno sobre o investimento, o famoso ROI, e não apenas a compaixão de investidores. É claro que isso também deve existir. Mas não só.

Criar condições para que a associação de idéias e ideais da ONG seja compatível com o grau de expectativas de investidores é o grande desafio para a administração deste tipo de empresa.

É preciso mudar o foco de apenas para também. A captação de financiamento para projetos é uma área crescente em todo o mundo. As empresas aos poucos querem realizar seus projetos sociais em diversas frentes, mas é preciso que se pense no outro lado desta moeda.

E pensar sobre isso, passa por aumentar o nível de conhecimento em finanças como planejamento financeiro estratégico, análise de projetos e viabilidade de expectativas. Não basta apenas listar os custos e verificar quanto de dinheiro precisa. É preciso muito mais.

O investidor até que gosta de ajudar, mas precisa ter certeza de onde está colocando seu dinheiro e ter seu retorno, ainda que não financeiro, garantido. Ou pelo menos ter seu risco minimizado. E isso deve ser feito ao longo do tempo, não apenas no momento de renovação do projeto ou do contrato, pensando na formação de parceria e sinergia, onde todos ganham muito mais que apenas sorrisos.

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