Político rico, educação pobre

Políticas educacionais são meros projetos prontos nos papéis, na prática nem sempre funciona

Interessante mesmo são as omissões que fazem quanto à melhoria de educação em nosso país. É visível que um país para se tornar desenvolvido, tem que investir em educação. A desvalorização educacional em nosso país é gritante nas esferas públicas. Não há políticas, de fato, efetivas com relação à valorização do professor, por exemplo. Não há melhoria da condição de trabalho e do ensino público. Criam-se milhares de universidades públicas, mas não melhoram o principal: o ensino de base.

Percebo que uma coisa está interligada à outra. A pobreza, de certa forma, emperra o crescimento econômico, pois, aqueles que se encontram abaixo ou na linha da pobreza (são os que ganham o mínimo ou menos ainda para sua subsistência básica) não contribuem economicamente para a economia do país. Não são consumidores, não auferem de educação para crescerem na vida, desconhecem o que é maléfico à saúde, impactando no alto prejuízo anual da saúde pública.

A receita dos que ganham acima ou na média da renda per capita nacional, deveriam utilizar um percentual para criação de projetos que fossem colocados em prática em prol da erradicação da pobreza. O que minimizaria as desigualdades sociais, facilitaria a inclusão e influenciaria no crescimento econômico, ou seja, consequentemente arrecada-se mais impostos sobre os produtos comercializados e os impostos poderiam voltar em forma de resultado: aplicado na educação, saúde e segurança, etc.

Então, percebe-se que é um ciclo. A economia depende de nós cidadãos, que dependemos da condição de melhoria do Estado, que depende da União, onde há burocracia, corrupção, trâmites e projetos que rolam por anos, etc. Em tudo isso há custo, dispêndio e na maioria das vezes é dinheiro jogado fora. Fora o tempo que ocupa-se com recessos, intrigas parlamentares, jogos de interesses, uma desordem jogada na cara de nós que pagamos todas essas contas. Pagamos auxílio paletó, combustível, passagens aéreas, auxílio moradia em Brasília. Ah! Como deve ser bom não pagar aluguel. Imagina um pai de família com 2 filhos, ganhando um salário mínimo e pagando aluguel?

Não seria mais barato educar? Não seria mais viável crescer economicamente? Não seria mais digno conviver com uma população mais saudável? O que é mais barato para uma nação, pagar bilhões de reais por ano com despesas políticas, ou... por favor senhor País dos Políticos, nos concede apenas míseros 10% (uma gorjeta que pagamos ao garçom em uma conta de bar) na nossa educação, que em troca darei dignidade, crescimento, futuro e esperança e para não esquecer: um muito obrigado, pois, tenho educação e já posso agradecer.

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