Política Pública Internacional: quais frentes são mais importantes ao Brasil?

Uma Gestão Pública Internacional é de extrema importância para qualquer país no mundo, mas, sobretudo, ao Brasil, então, por onde devíamos começar?

Começo este artigo, citando o último texto que escrevi, do qual tratava sobre os impactos das intempestivas e inoportunas decisões de nosso presidente, () uma delas a sua “emergência capilar” devido ao cancelamento de uma reunião, no último instante, com o Ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, entre outros temas. Este é um fato que deixa nosso país demasiadamente mal visto no exterior, principalmente pelo que se sucedeu pós-cancelamento do compromisso. Para uma nação a qual quer ter (e manter) relações com os país, especialmente que façam parte de G8 (Grupo dos 08 países mais ricos do mundo, composto por Japão, Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Rússia – que está suspensa – Canadá e Estados Unidos) e tentar fazer parte do G8, até porque temos recursos e condições para isso, não podemos nos dar ao “luxo” de cancelar uma reunião com um dos integrantes para cortar o cabelo.

Deixando de lado as questões capilares, foi anunciado no dia 31 de agosto pelo presidente norte americano Donald Trump, que o Brasil passa a compor, como aliado prioritário extra-OTAN, que é a Organização do Tratado do Atlântico Norte. Qual a importância deste fato? Qual a prioridade de fato?

Primeiramente, o que é a OTAN? A OTAN foi criada no fim da década de 1940, liderada pelos Estados Unidos, unindo países ocidentais europeus com o intuito de coibir o avanço do bloco socialista oriental (tanto europeu quanto asiático) liderado pela ex-URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), entretanto no início da década de 1990, com a derrocada do bloco socialista e a dissolução da União Soviética, a OTAN ganhou força (e aliados), inclusive até por países que compunham o bloco socialista.

Agora, respondendo aos questionamentos, a importância deste fato ao Brasil é muito relevante, pois, um aliado prioritário extra-OTAN tem alguns privilégios tais como a aquisição preferencial de tecnologias militares dos Estados Unidos, na América do Sul, somente a Argentina fazia parte deste seleto grupo, o Brasil passa a ter prioridade junto aos Estados Unidos para realizar treinamentos realizados por suas Forças Armadas e pode ter direito a participar de leilões organizados pelo Pentágono para compra de produtos militares. Contudo, qual a prioridade disto para nosso país? Estamos em guerra? Pretende-se adentrar em uma? Estamos sob ameaça? Acredito que nenhuma das alternativas anteriores. Entendo que todo país precisa que suas Forças Armadas sejam devidamente treinadas, preparadas e claro, bem equipadas, mas na atual conjuntura, no atual cenário que vivemos, é realmente necessário? Ao invés de, eventualmente, se investir em equipamentos militares, não seria melhor investir em Saúde? Educação? Emprego?

Até a próxima!

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