Planejamento social x crise hídrica

A sucessão de eventos climáticos de consequências extremas estão dando ao homem maior compreensão e valorização desses impactos ambientais. A associação entre indústria e agropecuária levaram a região sudeste a assumir maior poder econômico nacionalmente e atraindo uma migração além de suas possibilidades. Isso fez com que a priorização de investimentos ficasse complexa e, os recursos hídricos ficassem para trás

A sucessão de eventos climáticos de consequências extremas estão dando ao homem maior compreensão e valorização desses impactos ambientais. A associação entre indústria e agropecuária levaram a região sudeste a assumir maior poder econômico nacionalmente e atraindo uma migração além de suas possibilidades. Isso fez com que a priorização de investimentos ficasse complexa e, os recursos hídricos ficassem para trás.

Na crise hídrica que devastou a região sudeste em 2014, fazendo com que cidades tivessem racionamentos de mais de 10 dias, e ainda não foi superada, a falta de planejamento foi o item chave nas discussões sobre causas. Mesmo com essa ausência de programação, ainda houve sustentabilidade hídrica, pelo menos até o final do ano de 2013.

Quando o Cantareira começou a operar, o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE) já tinha em mãos o Primeiro Plano de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Brasil, com foco na Bacia do rio Piracicaba. Em São Paulo o DAEE manteve a construção de pequenas barragens, ao longo dos últimos 30 anos, suprindo demandas importantes do crescimento do consumo para população e indústria.

Hoje, o órgão mantém um planejamento que visa medidas de curto, médio e longo prazo, considerando a estiagem do nordeste e sudeste e o excesso de chuvas no sul e norte. Para o norte e sul as medidas são de contingência, amenizando as cheias e operando reservatórios. Enquanto no sudeste, os próprios habitantes estão encontrando soluções para driblar a falta de água, como o uso de energia solar na captação e armazenamento em grandes quantidades.

Essa situação comprova o valor econômico da água, levando todos a refletir os erros para a resolução do problema. É preciso continuar trabalhando em ações para amenizar o estado de crise e promover uma mudança que garanta a sustentabilidade às gerações futuras.

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