Planejamento para redes sociais: diferencial para ONG's bem estruturadas e linguagem de comunicação com o jovem e pessoa com deficiência

Não adianta ter redes interessantes, conteúdo de qualidade e acessível se você não sabe o que está ou não agradando. E para saber isso, o importante é medir o seu trabalho, suas postagens, interações e tudo o que você compartilhar. Na maioria das redes sociais, já é oferecido o monitoramento da página! E o melhor, tudo muito didático

As redes sociais têm tomado à frente das estratégias de comunicação em diversas organizações do mercado. Empresas formais, startups, pequenos negócios e até o trabalho autônomo se renderam às mídias sociais e suas possibilidades. Com poucos cliques e uma boa parcela de criatividade, é possível alcançar muita gente seja por meio de texto, uma imagem que fale sobre sua companhia, um vídeo, um infográfico, um e-book ou qualquer conteúdo que interesse o grande público internauta. E os resultados demonstrados são expressivos quando tratamos de comunicação com o grande público.

Porém, nada disso é possível se não houver planejamento básico e uma linguagem adequada para o público que você pretende encontrar e despertar interesse. A internet está abarrotada de informação e chamadas para ação. Quem acessa tem acesso! E o principal objetivo é trabalhar a definição de um grupo específico que deseja atingir e então, iniciar as ideias, criações, postagens e usufruir do que o mundo virtual oferece.

Dicas para uma comunicação “web eficiente”

O primeiro passo para entrar de vez nas redes sociais é: escolher a rede que mais tem identificação com o seu público e com as ferramentas que você tem disponíveis.

Escolher a rede que você vai participar é muito importante. Cada uma tem seus pontos fortes e que se assemelham ao tipo de trabalho que você desenvolve.

  • Se você tem à disposição todo o conteúdo multimídia: textos e imagens, vídeos bacanas, o Facebook é o lugar da sua organização. Muita gente, grande volume de visualização e a rede mais utilizada.
  • Caso você tenha um profissional disponível para criar conteúdo e gerenciar em tempo real, o Twitter é uma opção. Ali, você está em contato direto com o seu público, muito mais dinâmica que as outras, é importante estar atento a tudo!
  • Sua comunicação em vídeo é muito boa e você tem um profissional que saiba gravar e editar, além de organizar tudo nas playlists? O Youtube é o caminho certo! Dica: você também pode usar nas outras redes, o suporte em vídeo dessa ferramenta é único!
  • Precisa falar formalmente e com diversas empresas? Então seu lugar é no LinkedIN! Lá, você compartilha as informações e é visto por gente que está no mercado, organizações e quem é parecido com o seu negócio!
  • Existem ainda Instagram e Tumblr para imagens, Snapchat e Vine para vídeos rápidos, entre muitas outras. O que define as que serão usadas são: o seu público e o seu tipo de negócio! A dica é: use o que for realmente necessário!

Assim que a sua ou suas redes forem definidas, o conteúdo é algo muito importante! Utilize vídeo-depoimentos, imagens com descrição, textos curtos e links que levem o usuário até o seu produto ou serviço. É o método mais simples! Mas tudo isso acontece efetivamente se houver relacionamento, por isso, é importante interagir. Seja para responder elogios pela sua página ou organização, para entender as críticas, resolver problemas dos usuários, dar informações ou apenas valorizar quem te segue. Dar atenção ao seu seguidor, seja em qual rede for, gera conteúdo e, consequentemente, disseminação do seu perfil na internet.

Agora, se você criou um canal nas redes sociais, cuidado, este é um caminho sem volta: ele vira realmente um ponto de contato com o seu público e, vira um repositório de conteúdo. Se um dia você pensar em desistir, sua imagem pode ser bastante criticada por seguidores que já decidiram “curtir” o seu perfil: você será acusado de não ser transparente ou de não querer dialogar com os seus públicos de relacionamento.

No terceiro setor, esse trabalho se acentua e é benéfico para as organizações por diversos fatores: é possível conversar com seu público-alvo com custos baixos ou nulos e conhecer melhor o perfil do seu alvo sem muitas dificuldades. As grandes ONG’s fazem (e muito bem) seu papel nas redes, trazendo o público para o dia-a-dia dos beneficiários.

Questões como a deficiência, geram um desafio ainda maior para a área de comunicação e toda a organização. Acessibilidade é a chave para o negócio. E seu público precisa receber, de diversas formas, a informação. Por isso, o conteúdo precisa estar alinhado:

  • Para surdos, escrita mais simples, lembrando que a língua natural da pessoa surda é a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). Não esquecer das legendas em vídeos, e se possível, conte com um intérprete;
  • Para as pessoas com baixa visão: descrição de imagens, e-mail marketing com texto de apoio, lembrando sempre de formatar o material para que a leitura de tela seja fácil e rápida. A dica é: insira todo o seu texto abaixo do material visual, deixe na menor fonte possível e em cor branca. Ele não é visualizado por quem enxerga e o software de leitura de tela consegue identificar.

Porém, não adianta ter redes interessantes, conteúdo de qualidade e acessível se você não sabe o que está ou não agradando. E para saber isso, o importante é medir o seu trabalho, suas postagens, interações e tudo o que você compartilhar. Na maioria das redes sociais, já é oferecido o monitoramento da página! E o melhor, tudo muito didático! Você consegue analisar a idade, gênero, cidade, número de visualizações, entre outros indicadores dos seus visitantes, que permitem uma melhor estratégia na hora de postar informações. Planejar e pensar em cada ramificação do seu público facilita a comunicação entre a sua organização e quem você procura, desperta interesse e cria laços. Nesse caminho, é possível ter sucesso nas mídias sociais.

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