Planejamento Estratégico: o desafio da redução de custos na saúde pública

A burocracia no serviço público, muitas vezes dificulta o andamento de processos simples. No entanto, na maioria das vezes o que ocorre é a falta de um planejamento eficaz! Poupar tempo, recursos e estresse nunca custaram tão pouco

Tradicionalmente o planejamento por si só é universalmente utilizado na estrutura das mais diversas organizações, sejam públicas ou privadas. O curioso é que na maioria das vezes, ao invés de ser discutido e executado com clareza, o Planejamento Estratégico serve apenas de "forro de gaveta" e passa a não incorporar às atividades do dia-a-dia das empresas. No setor público o impacto de um mau planejamento ou a não utilização de um, é ainda maior devido fluxo legal, financeiro e orçamentário ao qual tem que se submeter.

O SUS (Sistema Único de Saúde), é um dos maiores desafios para qualquer gestor de qualquer município, principalmente porque o seu foco é, fundamentalmente, a vida humana, assim como a preservação e a melhoria na qualidade de vida de toda uma população, sendo assim um dos principais indicadores que apontam o desenvolvimento de uma região. Torna-se ainda mais complexo, pois é um sistema plural, sem restrições e de grande magnitude.

É fácil compreender que os recursos utilizados para gerir toda a demanda existente na saúde pública do Brasil não são suficientes para a grande quantidade de usuários do sistema. Deste modo um fator que pode contribuir acentuadamente para a melhoria dos serviços prestados, para a ampliação da qualidade nos atendimentos e ao mesmo tempo dar celeridade e fluidez nos processos, é a organização. No entanto, a organização isoladamente, sem ser aliada à um método ou relacionada à um plano de aplicação, não é capaz de efetivar as melhorias esperadas.

A aplicação de um planejamento estratégico nos processos internos de aquisição de bens ou serviços dentro de um órgão, incorporada por táticas e métodos administrativos é uma proposta capaz de gerar uma mudança no ambiente interno, assim como enxugar custos e tornar os processos de aquisição de bens e serviços mais dinâmicos, rápidos e eficazes e dessa forma refletem em um atendimento com mais qualidade.

A Secretaria de Saúde do município de Sobral é uma das maiores de todo o Ceará, levando em consideração o porte da cidade e a concentração de hospitais que recebem as demandas de toda a região norte do Estado, sobrecarregando e encarecendo os procedimentos, assim como a manutenção dos equipamentos públicos de saúde, apresenta grande necessidade de seguir um fluxograma bem definido e coerente com as atividades cotidianas, pois o universo de pequenas e grandes atividades é extenso e o mapeamento dessas ações possibilita que tanto o PPA (Projeto Plurianual), quanto a LDO (Lei das Diretrizes Orçamentárias) e a LOA (Lei Orçamentária Anual) não deixem de ser os norteadores de cada período, sem perder suas características principais.

É certo que muitos fatores influenciam direta e indiretamente na qualidade da saúde pública, mas é importante frisar que a construção de mais equipamentos de saúde, aumento no percentual dos recursos, contratação de mais médicos e a descentralização das demandas, sozinhas, não culminam no objetivo desejado sem que para isso haja um fluxo coeso, que atue para identificar as despesas que podem ser evitadas, reduzir e enxugar eventuais custos e agilizar os processos de compra e aquisição de serviços.

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