Pesquisa CNI e o grau de inovação no Brasil

62% dos empresários consideram o grau de inovação no Brasil baixo ou muito baixo, aponta pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Em recente estudo realizado pela "Confederação Nacional da Indústria (CNI)", com 100 executivos – responsáveis pela tomada de decisão nas companhias que realizam projetos inovadores, "seis em cada dez líderes empresariais que comandam negócios inovadores consideram que o grau de inovação no Brasil deixa a desejar".

"O estudo da CNI" foi realizado neste segundo trimestre de 2015, com a seguinte síntese:

  • 54% responderam que o grau de inovação da indústria brasileira é “baixo”;

  • 08% responderam “muito baixo”;

  • 35% afirmaram “nem alto, nem baixo”;

  • 03% classificou como “alto”.

Para os profissionais entrevistados, o principal motivo que o Brasil ao atraso em comparação com a outros países, é o reflexo de defasagem tecnológica acumulada ao longo dos anos. "Por isso, consideram o grau de inovação “baixo” ou “muito baixo” em suas respostas".

A consequência disso é que a indústria, muitas vezes, acaba por importar ou copiar o que é feito em outros países. "De acordo com os entrevistados, falta cultura de inovação nas empresas brasileiras em geral. Eles também elencaram como entraves a falta de políticas de incentivo, a dificuldade de interação entre empresas e universidades e o baixo nível de educação dos profissionais".

"A pesquisa comprova a importância do papel da inovação para a sobrevivência das empresas no mercado global e a necessidade de um esforço para criar um ambiente favorável a negócios inovadores no Brasil. Sem dúvida, a inovação é o meio mais estratégico para a indústria crescer e colher resultados mesmo em cenários adversos como o atual".

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