Personalidade e estresse - uma bomba

Nossos amigos tem nos dado soluções simples e lógicas para o dia a dia, mas na hora que as mesmas coisas acontece com eles, não conseguem aplicá-las. O que será que realmente acontece conosco? Aquelas explosões de humor, tanto para cima, quanto para baixo, são normais e fazem parte do cotidiano?

Que cada um de nós é um indivíduo que pensa, sonha, projeta e sente de forma diferente, disso, ninguém tem dúvidas. Fazem parte de nossa individualidade psicológica o instinto, a razão e a emoção. O que comanda (ou deveria) comandar nosso comportamento, é a utilização da inteligência, integrando o que nos cerca e nos conduzindo nos entremeios que são, muitas vezes, bem ásperos.

O problema é que a mistura entre a personalidade e o estresse, nos geram conflitos e, na maior parte das vezes doenças. Algumas pessoas simplesmente empacam em certo período da vida mental durante muito tempo, porque não conseguem resolver conflitos emocionais. Outras acabam cindindo (separando) as diversas partes que formam nossas personalidades, onde podemos observar extremos contrapontos, como por exemplo, pessoas fantásticas e independentes na área de atuação profissional, e na vida pessoal são totalmente dependentes, incompetentes de levar a si próprio à frente.

Outras ainda permanecem infantilizadas, incapazes de distinguir entre o que é real e o que é a ilusão. Quando isso acontece com uma pessoa adulta, pode-se dizer que ele simplesmente está estacionado, ou, amarrado à infância. Esse tipo de pessoa busca constantemente a liberdade, só que sem responsabilidade, e sempre busca nos outros (e não em si próprio) apoio e proteção; é este também que fica magoado com qualquer coisa e que depende de outra pessoa para ser feliz; muitas vezes mostra-se egoísta ao ponto de compreender os outros e torna-se, por conseguinte, incapaz de tomar suas próprias decisões.

O que acontece então é que aparece perceptivelmente uma falta de integração ou bom senso, que gera o que comumente as pessoas chamam de “crise existencial”. Pessoas que estão nesse processo geram a lei da ação e reação, porém não a compreendem, dizendo então que a vida é ruim e que as pessoas são ruins, e por isso sente-se punido pelos atos dos outros. Não consegue enxergar que tudo o que está sofrendo é derivativo de ações que ele mesmo produziu anteriormente. Não consegue perceber que, cada ato ou ação que tomamos na vida, leva a um resultado. A pessoa passa a então sofrer de estresse agudo por tudo o que lhe acontece, mas principalmente por sua imaturidade, e aí é o que a sociedade entende como um “defeito de caráter”.

Não existe um esquema psicológico com este nome, mas sim, uma fixação em apenas um polo, um lado (normalmente visto como negativo), e acabam por definhar nesta posição, afetando os lados profissionais, emocionais e também sociais, além do individual.

Pessoas assim passam a ser rotuladas de chatas, ciumentas, possessivas, arrogantes, perfeccionistas ao extremo, grosseiras, briguentas, etc. Além de tudo, desconfia de tudo o que vê no dia a dia e com isso, obviamente, aumenta seu estresse, pois tem que estar constantemente em alerta contra todos os “espiões” infiltrados em sua vida. Uma pessoa que vive entre a crise de personalidade e o estresse cava cada vez mais uma situação para que ela própria vire uma bomba atômica, pois ela própria, inconscientemente busca situações que reforcem sua mágoa e ressentimentos, fazendo com que busque mini vinganças, inclusive na esfera sexual. Obviamente esse tipo de postura afasta os outros, e cria ainda mais situações que propiciam o entendimento de uma traição real, tornando o outro, mesmo que ele não queira, um coparticipante.

Então o corpo somatiza todo o desequilíbrio de energia gerado pela fixação das mágoas, ressentimentos e ódio.

Via de regra, grande parte das doenças físicas são expressões daquilo que somatizamos. Por exemplo, em uma criança pequena, a condição de experimentação, pode gerar febre, vômitos, diarreias, espinhas, etc. Num adulto, há uma morfose de tais características que são demonstradas através da hipertensão, úlcera, diabetes, acúmulo de gordura, etc.

É como se as pessoas estivessem criando em si um tipo de implosão, estão se detonando e se destruindo de dentro pra fora através de um estilo de vida que ela própria criou, cheia de informações que não tem nada de útil, mudanças rápidas e constantes de conceitos e valores, e obviamente, através do estresse totalmente inútil.

Ultimamente temos observado a super elevação de doenças consideradas psiquiátricas e a superação dos usos de medicamentos psiquiátricos sobre os analgésicos. São Paulo é a cidade que mais consome RIVOTRIL no mundo. Tudo isso só demonstra a relação inadequada não só com o meio social, mas prioritariamente com a relação interna.

Se você se enxerga dessa forma, procure um psicólogo. Sua vida será muito melhor.

ExibirMinimizar
aci baixe o app