Perseverança: a virtude que contribui para o êxito na vida humana
Perseverança: a virtude que contribui para o êxito na vida humana

Perseverança: a virtude que contribui para o êxito na vida humana

Sempre haverá pessoas que reclamam do mundo por acreditar que são vítimas dos acontecimentos. Porém, há outras que transformam os obstáculos em estímulos para se tornarem melhores

No dia a dia, sempre encontraremos dificuldades e provavelmente iremos falhar inúmeras vezes, mas, com perseverança, podemos seguir adiante sabendo que é possível nos tornarmos pessoas melhores.

No entanto, a diferença fundamental entre quem vence e quem perde está no modo diferente que encaramos nossos fracassos. E o mais importante disso tudo é: como aproveitar as lições que as derrotas nos proporcionam.

Mas afinal, o que é perseverança? Segundo Jean de Courberive, em seu livro O Domínio de Si Mesmo: “É a firmeza ou constância num sentimento, numa resolução, num trabalho, apesar das dificuldades e dos incômodos. É a virtude que contribui para o êxito na vida humana.”

Para quem tem essa virtude, uma vez tomada uma decisão, são realizadas as atividades necessárias para alcançar o que foi decidido, mesmo que surjam dificuldades internas ou externas.

Courberive diz, ainda, para que se possa ser perseverante existem obstáculos a serem transpostos, quais sejam: A rotina – que é o principal obstáculo. Uma ruptura do automatismo, por insignificante que seja, abre um caminho. Liberta o pensamento e tonifica o psiquismo superior. Importa detectar os automatismos que alimentam a nossa inércia.”

E são os automatismos que alimentam a inércia, que leva ao comodismo; muitas pessoas preferem conviver com as rotinas e não gostam dos desafios.

O desânimo – é a grande arma dos espíritos das trevas, porque ela quebra a faculdade mestra – que é a chave do homem, ou seja, a vontade. A preguiça moral, o gosto da comodidade e a instabilidade do humor são outros tantos fatores do desânimo.”

O medo da mudança – todo o esforço desacostumado é penoso e por isso dá nascimento a uma ideia de incapacidade de avançar. Após muitos automatismos, guardados em nosso subconsciente, ficamos paralisados e não nos pomos em marcha para o novo, para o que possa nos trazer algum progresso de nossa alma.”

Tudo o que o homem desconhece gera medo, porque na sua imaginação será muito difícil a adaptação ao novo. Assim, são receosos com as consequências das mudanças.

As pessoas preferem vegetar numa mediocridade aceita a elevarem-se a uma situação melhor à custa de trabalhos metódicos e perseverantes. Para muitos seres humanos, a felicidade consiste na lei do menor esforço, na rotina e no torpor. Isso equivale a matar a vida interior, porque, para estar vivo, o espírito deve sempre se renovar por um trabalho contínuo.

Dessa forma, para que haja perseverança deve haver, também, a concentração, ou seja, focalizar nossa atenção sobre um único ponto e partir ao seu encalço, pois, a atenção dividida entre muitas coisas é menor para cada uma delas, porque olhando muitas coisas ao mesmo tempo, prestamos menos atenção a cada uma em particular.

Assisti, em um programa de televisão, a entrevista com a índia Silvia Wajãpi que, na época, era aspirante a oficial do Exército Brasileiro; e como ela demonstrou ser uma pessoa com muita garra resolvi citá-la como exemplo de uma mulher que tem muita perseverança.

Nascida no interior da floresta amazônica; tornou-se mãe aos 13 anos e, aos 14, decidiu abandonar a aldeia e mudar-se para o Rio de Janeiro; mendigou e passou fome; aprendeu a ler e foi condecorada com diversas medalhas de literatura. Estudou artes, foi atleta e virou fisioterapeuta. Aos 35 anos, tornou-se a primeira militar indígena a integrar as Forças Armadas no Brasil, no dia 3 de fevereiro de 2011.

A aspirante a oficial disputou uma vaga com 5.000 candidatos e foi aprovada com uma das melhores pontuações no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, do Rio de Janeiro, onde concluiu o treinamento e foi servir no Hospital Central do Exército. Depois de permanecer seis meses como aspirante a oficial, foi promovida a 2º tenente.

Na formação para ser oficial do Exército, Silvia era uma das 37 mulheres no treinamento. Dividiu o seu tempo no Exército com cursos de especialização em saúde na Universidade Federal Fluminense (UFF), na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e, na Universidade Estácio de Sá, também no Rio de Janeiro.

Hoje, Silvia vive com seus três filhos e uma neta no Rio de Janeiro. Ela casou-se com um militar do Exército. Essa é a trajetória da tenente, Silvia Nobre Wajãpi, que com muita perseverança venceu e tornou-se precursora para abrir novas oportunidades a outras mulheres indígenas do Brasil, não só nas Forças Armadas, mas, também, em outros segmentos.

Assim, como a tenente Silvia, outro perseverante foi o Thomas Edison que fez duas mil experiências para conseguir inventar a lâmpada. Um jovem repórter perguntou o que ele achava de tantos fracassos. Sua resposta foi: “Não fracassei nenhuma vez. Inventei a lâmpada. Acontece que foi um processo de 2.000 passos.”

Do ponto de vista do marketing, as empresas que tenham em seus quadros funcionários perseverantes são empresas que terão grandes chances de serem bem-sucedidas, porque esses profissionais são mais motivados, dedicados e comprometidos. Dessa forma, irão conquistar os clientes e trarão mais resultados.

Portanto, sempre haverá pessoas que reclamam do mundo por acreditar que são vítimas dos acontecimentos. Porém, há outras que transformam os obstáculos em estímulos para se tornarem melhores. O que diferencia os bem-sucedidos dos medíocres é, em grande parte, a capacidade de olhar criticamente o mundo que os cerca, tomar decisões sabendo dos possíveis riscos e agir com perseverança, mas, também, com flexibilidade para mudar de rumo quando necessário.

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