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Pequenas Empresas: Evitando Riscos

Um grande fator de insucesso das pequenas empresas é o que Peter Drucker chama de investimentos em ego gerencial. Mas o que é exatamente isso? Adaptando para o nosso tema, são aquelas idéias que os empresários acreditam que dará certo, com base exclusivamente em sua experiência. Porém, diante de um mundo em constantes mudanças em que vivemos hoje, nossa experiência de vida pode nos dar uma impressão totalmente equivocada do presente e, pior ainda, do futuro. É claro que temos centenas de casos de empreendedores que acreditaram em suas idéias, agarraram-na com firmeza, trabalharam duro e conseguiram o seu lugar ao sol. Mas o grande problema é que, em contrapartida, há milhares de casos em que essa grande idéia não deu certo. É um verdadeiro jogo de azar, onde, a princípio, suas chances de derrota são muito maiores que as de vitória. Não quero, de forma alguma, colocar água nos sonhos de ninguém. O objetivo desse artigo é alertar para a necessidade de aplicação de uma ferramenta cada vez mais em voga no mundo corporativo: a Análise de Risco. Afinal de contas, se seu projeto não der certo, você estará jogando anos e anos de trabalho e sacrifício para gerar uma poupança que poderia te dar uma aposentadoria mais confortável, ou a casa de praia que você tanto desejou, ou o carro que tanto sonhou, etc. Assim, temos que partir da primeira pergunta que um futuro empresário deve se fazer: de qual sonho terei que abrir mão para empreender? Se a resposta for o meu sonho sempre foi empreender, continue a sua caminhada, pois o primeiro fator para o sucesso é a paixão pelo que se está fazendo. Se não, é melhor começar a pensar em desistir, pois o fantasma do sonho perdido sempre te perseguirá, principalmente nos momentos de crise a que todos estamos sujeitos, que será quando seu empreendimento mais precisará da sua mão. Você pode até adiar o seu empreendimento, continuando firme no propósito de gerar capital para iniciá-lo futuramente. O que você não pode fazer é por em risco um sonho que você considera tão (ou mais) importante quanto o empreendimento em si, pois, como já dito anteriormente, a princípio, as chances de insucesso são maiores que as de triunfo. Verificada a paixão pelo negócio, é chegada a hora de abstrair esse sentimento avassalador e maravilhoso para dar lugar à razão. Esse é um momento crucial, pois a paixão pode nos cegar para muitos perigos. Procure basear suas convicções em fatos reais e dados confiáveis. Um conselho: faça uma Pesquisa de Mercado. As pesquisas de mercado podem evitar que grandes empresas percam milhões. E, mesmo que venham a perder, elas podem arcar com esse prejuízo. Mas e você, pequeno empresário? Pode se dar a esse luxo? Se você cometer algum erro, quem vai pagar a conta? Quem vai amortizar esse prejuízo? Já podemos perceber, assim, que a pesquisa é mais importante para os pequenos empreendedores que para as grandes empresas, pois se torna fator de sobrevivência para eles. Se não dispuser de recursos financeiros para contratar uma pesquisa, faça-a você mesmo. Inicialmente, consulte amigos e parentes acerca das suas idéias e não se aborreça caso eles visualizem falhas ou riscos no seu empreendimento. Procure aprender com a opinião deles e trabalhe mais no seu projeto com o objetivo de suprir essas falhas ou riscos. Quanto mais contingências você puder evitar, melhor. Se possível, parta para um trabalho de campo, formulando às pessoas perguntas acerca do produto ou serviço que pretende oferecer, para verificar quais são as suas reais necessidades ou expectativas a respeito. Munido de dados concretos, você já pode partir para um detalhado plano de negócios!
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