Café com ADM
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PELOTÃO: - SENTIDO!

Vivemos hoje em um mundo competitivo. Cada vez mais as pessoas, e as empresas, precisam mostrar preparo e desempenho acima da média se quiserem se manter no mercado. Devido a essa super concorrência o mundo empresarial vêm sendo, dia após dia, varrido por uma infinidade de termos derivados de manuais de guerra, pois, queira ou não, o cenário corporativo está ficando cada vez mais parecido com um palco de batalha. Acredito que o termo militar mais utilizado nas empresas é estratégia. No entanto, dizer que é o mais utilizado não significa dizer que é bem utilizado. Uma empresa competitiva, na visão do management, é dividida em unidades de negócios estratégicos; os diretores e gerentes, por sua vez, precisam efetuar encontros estratégicos e traçar planejamentos também estratégicos; até, pasmem!, os estagiários passam a desenhar sua carreira de forma estratégica. Estratégia vem do grego strategus que significa comandante-chefe das forças armadas. Essa palavra era utilizada para definir aquela pessoa que pensava em quais seriam os meios pelos quais o pelotão poderia ganhar uma batalha. Enquanto esses camaradas, os strategus, passavam o dia pensando em como ganhar a guerra, os soldados-rasos precisavam dar duro. Faziam exercícios físicos, aprendiam a trabalhar com armas, treinavam técnicas de sobrevivência, além de muitos outros exercícios que os ajudariam a ter um alto desempenho em uma batalha. Hoje o palco das batalhas é outro. Essas ferozes disputas ocorrem em meio a elegantes Armanis e Bulovas, e são conduzidos, de forma totalmente politizada, por senhores de alta classe. Porém, o papel da estratégia continua a ser fundamental. É função dos altos escalões de uma empresa desempenhar o papel dos strategus. São eles que, por saberem como se desenrola uma batalha e por terem conhecimento do nível de preparo de suas tropas, devem desenvolver estruturas que possam guiar suas empresas pelo caminho da vitória, ou seja, pensar estrategicamente. Porém, parece-me que a palavra estratégia tem tomado um sentido diverso do que lhe era inicialmente dado. Hoje, como diria Max Gehringer, na maioria das vezes estratégia é sinônimo de importante. Se alguém é importante para a empresa essa pessoa desempenha uma função estratégica. Se um produto está há anos na prateleira e continua vendendo, esse produto logo é dito como estratégico. Isso sem falar naquelas reuniões enfadonhas, maçantes, em que nada é definido, mas que nem por isso deixam de ser estratégicas. Essa confusão faz com que muitas coisas que são somente importantes passem a ser estratégicas e, por conseqüência, coisas que eram, até pouco tempo, totalmente irrelevantes passam a serem consideradas importantes. Que mal há nisso? Do ponto de vista pessoal nenhum, afinal cada um é livre para definir suas prioridades e tentar resolvê-las da melhor forma que lhe for possível. Porém, do ponto de vista organizacional esse comportamento é assassino. Quando os problemas irrelevantes passam a sobrepujar os relevantes é porque há algo de errado. Os estrategistas deixam de pensar à frente, de guiar a tropa para a vitória e passam somente a treinar a mesma, sem se preocupar se a tática escolhida é a melhor, desde que essa produza resultados no curto prazo. Isso faz com que toda empresa pare de pensar no que é realmente estratégico e fixe somente no que é importante. Como resolver esse problema? Bom, isso é estratégico, e não importante...
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