Patrimônio cultural versus humanidade

Ou estamos brincando de humanos que ignora a humanidade., ou pouco ainda sabemos qual é o verdadeiro sentido de sermos humanos. Nem um fato nem outro é justificável diante a negligência em relação as vidas humanas que encontramos abandonadas pelas vielas das grandes e pequenas cidades

Vemos ainda pessoas andarem sem rumo e sem teto para se repousarem, vemos também tetos livres para serem ocupados, e muitas vezes negados, protegidos pela denominação de patrimônio cultural.

O principio da vida vem de Deus. Como pode uma sociedade permitir que seres humanos passem por necessidades, possam viver pelas ruas procurando lares para repousarem, locais para se livrarem da chuva, viadutos para se protegerem do frio e, em alguns casos, da violência, enquanto em vários cantos da cidade existem prédios tombados como patrimônio cultural, como se cada detalhe da arquitetura, os móveis, e o próprio sentido da historia ali contida fossem mais importante do que uma vida humana que procura apenas por aconchego.

O governo deveria ter como objetivo, por uma questão de humanidade, garantir ao maior número de pessoas a tranquilidade e o bem-estar, físico e moral. Mas há práticas nos órgãos do próprio governo que apoiam essa falta de respeito com a vida humana, no momento em que elege uma estrutura física como patrimônio cultural, enquanto despreza-se o verdadeiro patrimônio intocável, que é a vida humana. Durante uma chuva, por exemplo, é grande o número de maltrapilhos pelas ruas, dormindo, às vezes, na calçada de um prédio tombado como patrimônio, mas fechado, ao invés de estarem aberto e sendo útil ao ser humano ali abandonado.

Deveriam ser revistos os critérios para isso. Ser a luz e ir ao encontro da luz de Jesus Cristo é um ato que todos nós humanos devemos começar a iniciar, ver aquilo que podemos fazer em prol do próximo, conceder pelas influências que temos, a capacidade de levar às pessoas abandonadas um fôlego de esperança, e uma certeza de que o próximo dia poderá ser melhor do que o dia atual da vivência deles na terra.

Temos por principio, darmos continuidade àquilo que Jesus Cristo ensinou e mais, fazer melhor ainda do que ele fez, assim como ele mesmo disse em palavras: “Se credes, farás mais do que eu”. Temos que unir as orações e os bons fluidos para mudar aquilo que vemos ainda na escuridão e levar a luz de Jesus Cristo para esclarecimento do quanto estamos deixando a desejar para mudarmos o rumo do planeta Terra. Jesus Cristo quer que aprendamos a dar valor ao real significado da vida, não apenas àquilo que chamamos de bens tombados como patrimônio cultural. Mas, naquilo que ainda pouco sabemos, que é a manifestação do amor.

Acredito que os governantes devem começar a analisar a importância que os seres humanos pos­suem. E que por bom senso, possam permitir a presença da luz de Deus e comoverem-se com aquilo que está em todos os momentos batendo às portas da humanidade, que é a carência humana. Vemos hoje pessoas so­frendo de doenças psíquicas, câncer dos mais varia­dos, depressão incontrolável, além de um aumento considerável de crimes. Esse é o momento de todos verem que a terra precisa não de dinheiro, nem de grandes construções ou belas artes arquitetônicas, mas do necessário para esta época de grandes modi­ficações nas relações humanas, que é o aumento de carinho para edificar e valorizar verdadeiramente as infraestruturas. E, principalmente o que se faz ne­cessário, o ingrediente principal para caminharmos para uma evolução moral, ética, espiritual e material, que é a pratica constante do amor.

Jesus Cristo assumiu sua identidade junto a Deus se tornando a luz do mundo. Ele quer também que nos tornemos luzeiros para levar a luz aos confins da alma humana. Por isso, este é o momento de priorizar e valorizar as pessoas, enxergar em cada ser humano uma vida divina, não uma máquina de trabalho ou acúmulo de experiências. Pois até para adquirir o conhecimento, somente acontece quando se conectam uns com os outros. E para que haja conhecimento que agregue valor necessita-se de uma relação de troca de energias que provenha do mundo de Deus, em que cada ser humano (como sendo uma partícula com determinadas peculiaridades) juntos, tornam-se unos. Ser a luz do mundo é ser, na prática, o que Jesus Cristo foi, e continua sendo nas esferas superiores da espiritualidade. Tornar-se a luz do mundo é tornar-se pessoa que auxilia os aflitos, consola os desesperados, concede esperança aos necessitados e as cumpri com efetividade. Portanto ame e estará na luz.

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