Pare de pensar. Preste atenção

O tempo que fazemos nossa mente pensar na ação que devemos desenvolver para concluir tal tarefa atrapalha a nossa agilidade mental

Parar de pensar e começar a prestar atenção?

A atenção exerce um papel fundamental em quase todas as escolhas que fazemos. Em determinadas situações, como ações onde o foco e a concentração são essenciais, o ato de pensar pode alterar – para pior – nosso resultado.

Gosto de filosofias simples. Portanto, entendo esse momento (pensamento x atenção x resultado) da seguinte forma: O tempo que fazemos nossa mente pensar na ação que devemos desenvolver para concluir tal tarefa atrapalha a nossa agilidade mental.

Como você pode prestar atenção se você parar de pensar?

Não é algo simples. Requer prática. Por exemplo, um jogador de tênis está atento e alerta a bola que está vindo velozmente em sua direção. Ele toma a decisão rapidamente. Ele faz isso automaticamente. Não pensa. Simplesmente reage ao impulso, sem interferência de pensamento.

Conforme o autor Joseph Cardillo descreve (p.11) “Um único pensamento é suficiente para criar um intervalo nas suas ações. É nesse momento que você tem a maior probabilidade de cometer um erro e será incapaz de agir rápido o bastante para corrigi-lo. ”

Esse pensamento não precisa necessariamente ser bom ou ruim. Ele é apenas um pensamento. De qualquer maneira, não é necessário estudo para saber que se descartássemos muitos de nossos pensamentos, qualquer tomada de decisão seria mais simples.

Uma pessoa ansiosa com certeza irá concordar comigo. Aquela pessoa cheia de “séra”. – Será que tranquei a porta do carro? – Será que se eu falar isso ele vai ficar bravo? – Será que devo fazer isso? – Será que vou conseguir?

É a mania de avaliar as consequências possíveis – geralmente negativas – de atos que nem aconteceram ainda. Ah, como tudo seria simples se conseguíssemos descartar esses pensamentos.

Como esvaziar a mente? Como livrarmos desses pensamentos?

Quando falamos sobre isso, surgem conceitos que vem do budismo, mas que adentrou na Psicologia, independente da religião, conhecido principalmente como Mindulfulness.

Trata-se “basicamente” de atingir (ou ir em busca) um estado que os japoneses chamam de Mushin, que nada mais é do que um estado sem nenhum pensamento.

Mas como atingir esse estado? “Deixe sua mente fluir como água”. “Se você praticar, sua mente pode tornar-se de tal modo ligeira que ela parecerá automática”.

Na teoria é simples assim, porém é algo que requer muito treino. Por isso, há uma frase dita pela doutora Deirdre V. Lovecky que gosto muito: “a velocidade não é tão importante quanto chegar lá”.

Há livros que expõem estratégias para melhorar a atenção, que vai desde se autoconhecer, ouvir, reconhecer e saber usar seus hormônios e emoções, e também priorizar as coisas que realmente são importantes.

Devo parar de pensar?

Mesmo que o título te induza a pensar isso, não é necessariamente o que estou tentando demonstrar. Conclui que a atenção e o pensamento são habilidades similares e importantes, mas quando se unem o resultado pode não ser dos melhores.

David Bohm, renomado físico, definiu atenção como uma habilidade de controle, que todos necessitamos. Ele enfatiza que assim como outras habilidades, a atenção vai aumentando e se desenvolvendo durante toda a vida. Desta forma, não podemos declarar que a atenção é perfeita o tempo todo.

Por isso, Bohm afirma que é comum sentir incerteza invadindo sua atenção à medida que você busca atingir suas metas diárias. A dificuldade é que a incerteza cria hesitação e a hesitação nos leva a um emaranhado de pensamentos para resolver a questão.

Basicamente, temos que escolher quando devemos analisar toda a situação ao invés de seguir um único impulso aguçado.

A todo instante somos inundados de informações. “Há 11 milhões de bits de dados fluindo pelo seu cérebro a cada segundo, mas você só consegue lidar com aproximadamente 40. ” (p.28)

Saber absorver informações e regular suas prioridades, dará outro sentido para sua vida.

Obviamente esse texto está bruto, há muita coisa para ser compartilhada e também aprendida. Esse é apenas o primeiro passo. Espero que possamos aprender mais com a nossa mente.

PRINCIPAL FONTE: CARDILLO, Joseph - CONCENTRAÇÃO: O SEGREDO DAS PESSOAS PRODUTIVAS – 2010. Ed. Gente.
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