PARA QUEM VOCÊ TRABALHA?

PARA QUEM VOCÊ TRABALHA? Por: Antonio P. B. Braga É interessante quando se faz essa pergunta aos vendedores! Sempre respondem que trabalham para os clientes ou então para suas empresas, mas nunca para si próprios. Por outro lado, o que mais se ouve de muitos profissionais é que seus patrões antes de mandá-los para um curso ou palestra, deveriam primeiro participar para aprender a lidar com clientes. É o ponto de vista de cada um. Mas, a partir do momento em que houver uma conscientização de que trabalham para si, a coisa certamente mudará de figura. Muitos dizem que nas suas empresas a prática é bem diferente do discurso. Isso todo mundo sabe, porque falar é fácil, o mais difícil é fazer. Comentam que muitos patrões exigem um excelente atendimento aos clientes, porém eles são os primeiros a não praticar a regra de ouro. Mas, mesmo assim, tais funcionários se desdobram e procuram dar o melhor de si, de modo que seu cliente fique satisfeito. Sempre digo que trabalhamos para nós mesmos e se fizermos bem-feito para nós, automaticamente estaremos fazendo para os outros (clientes e empresa). E nosso nome vira uma marca registrada e forte no mercado. Além do mais, hoje podemos estar na empresa A e amanhã, na B. Como também poderemos estar com nossa a própria empresa. Se a marca foi consolidada em cima de pontos fortes, como competência, atendimento, boa prestação de serviços, humor, credibilidade etc., os clientes vão querer estar ao nosso redor, pois se sentem seguros. Do contrário, estaremos construindo o nosso isolamento. Aí está a importância dessa conscientização. Uma coisa que temos de fazer é aumentar cada vez mais o nosso nível de comprometimento, que ajudará em muito no nosso desempenho profissional. Tanto com relação aos clientes como com a empresa. Ficar somente pensando no que o patrão deve ou não fazer não leva a lugar nenhum, a não ser ao aumento da insatisfação ou ao desemprego. E tenho certeza de que não é isso que as pessoas querem. Muitos vendedores dizem que, por serem bons profissionais, fazem pelos clientes o que os patrões não são capazes de fazer e ficam chateados quando eles ainda compram do concorrente. Vendem produtos de qualidade, com preço baixo, com excelente atendimento, bons serviços etc. e perdem o negócio por um pequeno desconto que o concorrente deu a mais. Aí ficam na dúvida: onde estão falhando? Por outro lado, eu pergunto, será que está tudo certinho mesmo ou é uma questão de ponto de vista do vendedor? É um caso a pensar, mas na minha ótica há algo errado. Está certo que num determinado contingente de clientes encontraremos uma pequena parcela de pessoas insensíveis, mas que se forem bem trabalhadas ainda se colherá bons frutos desse grupo. Com a minha experiência no campo das vendas, além de ser um estudioso no assunto, e pelo que vejo no dia-a-dia de muitos vendedores, sugiro que o profissional de venda observe o seguinte: 1) Independente de qualquer situação com relação ao patrão, faça muito bem-feita a sua parte. Isso é sua obrigação. Agora se fizer sempre além, já começa haver uma diferenciação. Não se preocupe se o patrão deve ou não fazer cursos, afinal de contas ele é seu empregador. A não ser que você fique incomodado ou isso esteja causando-lhe algum prejuízo. Aí é um caso a pensar se não é melhor mudar de empresa. Mas, antes disso, é interessante fazer uma reflexão sobre a observação seguinte. 2) Como será que muitos vendedores chegam à conclusão de que são bons profissionais e fazem o máximo pelos seus clientes e empresa? A minha sugestão é que façam diariamente a si próprios algumas perguntinhas. Dependendo das respostas, pode-se chegar à conclusão do nível de profissionalismo e se estão realmente fazendo tudo certo. Essas perguntas são simples e as respostas também não são difíceis: a) Sou um bom vendedor? b) Já sei tudo em vendas ou ainda tenho o que aprender? c) Sou comprometido com meus clientes e empresa? d) Ainda posso melhorar no que faço? Já sei quais serão as respostas, mas em duas delas vai haver divergências entre o discurso e a prática. Na b e na d, sem dúvida, haverá unanimidade de que ainda tem o que aprender e que podem melhorar sempre. Mas na hora que forem convocados para um curso de vendas, vem a famosa resposta que já sabem tudo sobre o assunto e isso é coisa para os novatos. Sendo assim, enquanto não houver uma reflexão consciente sobre as perguntas acima, no sentido de aceitar melhorar continuamente, rumo ao profissionalismo, a dúvida de que estão fazendo bem-feito, mas sem reconhecimento, persistirá.

Comentários

Participe da comunidade, deixe seu comentário:

Deixe sua opinião!  Clique aqui e faça seu login.
    Antonio Brauna

    Antonio Brauna

    Antonio de Pádua B. Braga é Engenheiro Agrônomo, especializado em vendas, consultor, escritor, palestrante e instrutor de vendas, atendimento e relações com clientes, com mais de 30 anos de experiência, tendo sempre atuado na área comercial como executivo de empresa multinacional e por conta própria.

    É articulista em vários sites, revistas e jornais a nível nacional e autor do livro QUER VENDER BEM? DEIXE DE SER VENDEDOR!. .

    Fundador e consultor da Sagra Consultoria em Vendas, realizando trabalho de palestras, cursos, workshop e consultoria para empresas diversas, bem como em parceria com SEBRAE, SENAC, FIEPE, CDLs etc.

    Contato: e-mail: sagracv@terra.com.br; fones: 81-3326-6032 e 81-9971-5368.
    café com admMinimizar