Paciência pero no mucho

Como ter paciência diante da dependência de terceiros e do tempo deles, para situações que nos envolvem e nos influenciam? Eu não tenho todo tempo do mundo. Vocês têm?

Estamos em tempos de Hoje eu quero sair só de Lenine. De saudade instantânea que nem miojo, Dos “calorosos” sentimentos demonstrados por emoticons. De onde Ivete Sangalo nos dá o tom de como andam às relações: “quem é essa ai, papai? Está cheia de assunto hein?.” De um país com presidente que saúda a mandioca, com carnaval e blocos para esquecer a corrupção, e de esperança e oração contra os mosquitos. Mas que baita “zika”!

Os três mosqueteiros viraram lobos solitários, trocaram o de um por todos, todos por um por: corra e não olhe para trás, salve-se quem puder, creia em Deus pai. Queridos leitores, na dúvida para qualquer problema, conflito ou confronto basta dizer que não sabe de nada e é inocente.

Ai vem o Guns and Roses, que insiste em pedir cantando, um pouco de paciência.

Little patience, yeah

Need a little patience, yeah

Just a little patience, yeah

Some more patience, yeah

E o que eles não nos pedem cantando, que nós não fazemos sorrindo? Sorrindo talvez, mas meio amarelinho não é? Parece que ainda temos tanto para aprender, treinar, desenvolver no quesito paciência. Será que tem gente que passa neste teste? Às vezes tenho a sensação de que paciência é um jogo de mil fases, quem sabe infinitas, e a cada fase cumprida vem uma batalha ainda mais dificil, longa e cansativa.

Paciência com você mesmo já é dureza, e quando envolve terceiros, quartos e quintos e um tempo indeterminado? Quando é conosco ainda podemos tomar a decisão de agir ou coçar, movimentar, fazer, mas quando envolve outras pessoas, empresas, humores, signos, previsão do tempo ai o teste de paciência é elevado ao limite máximo. Como ter paciência diante da dependência de terceiros e do tempo deles, para situações que nos envolvem e nos influenciam? Eu não tenho todo tempo do mundo. Vocês têm?

Após muito bater a cabeça na parede, não literalmente, algumas sugestões vieram à tona. Primeiro, entender que nem sempre o nosso tempo é o tempo certo e que o tempo do astral às vezes é maior do que gostariamos. E, pensar que nem sempre isso é ruim e mesmo sem sabermos provavelmente estamos sendo poupados de maiores problemas e dores de cabeça. Persistência é positivo sim, desde que não vire teimosia. Quem já não teve um resultado ou resposta ruim por teimosia ou por excesso? Por insistir tanto em algo, mesmo recebendo cinco sinais de que não era o momento e mesmo assim continuou insistindo.

Seguir a intuição enquanto mantém a paciência é uma boa ideia. Não precisamos estar parados, mas, saber ler o momento, os sinais que se apresentam, e avaliar os próximos passos com toques de nossa intuição. Mas, normalmente a intuição só é percebida por quem para e dá ouvido a ela e para isso também é preciso paciência. Refletir, silenciar, respirar, ler, aquietar a mente, meditar.

Por último, não estamos neste planeta, nas nossas famílias, casas e empregos por acaso. Nós temos algum tipo de missão a cumprir, função, fases, estágios ou como melhor se encaixar nas suas crenças e valores. Sendo assim, provavelmente teremos que passar em mais ou menos tempo por batalhas, aprendizados, pessoas difíceis, relações de dependência onde um tem o açucar e o outro a farinha, jogo de cintura e claro, muita paciencia para concluir.

O tempo é uma ampulheta da qual não temos o poder de ver o fim. Por isso, cada minuto, cada passo e cada dia é importante, único e especial. Então, quanto mais paciência melhor, mais saudáveis, confiantes e equilibrados poderemos viver e trabalhar na nossa missão.

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