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OS TRAÇOS E COMPORTAMENTOS DOS LÍDERES

Existe um padrão seguido pelos líderes eficazes? A liderança sempre foi um termo bastante discutido no que se refere ao estudo da administração. Seja a partir de estudos, pesquisas, a busca pela descoberta de um padrão que definiria os líderes eficazes sempre foi algo que apresentou muitas dificuldades para os teóricos. Na tentativa de classificar diferentes tipos de líderes e, além disso, tentar explicar o que significa liderança, tem se procurado analisar os diversos traços que aparentemente são válidos para a maioria dos grandes líderes que conhecemos, sejam estes líderes de organizações, ou até mesmo, figuras que atuam na política. Mas, afinal, quais são estes traços? Podemos definir basicamente seis deles: impulso, desejo de liderar, honestidade, integridade, autoconfiança e conhecimentos relevantes à área de atuação. Estes são traços responsáveis por diferir os líderes dos não-líderes, ou seja, são características que apesar de não definirem em absoluto um líder eficaz, são responsáveis por aumentar a probabilidade de que a pessoa venha a se tornar um. Dizemos que elas não definem em absoluto um líder, pois além destas características, o desenvolvimento de um líder eficaz, deve levar em conta que este saiba aplicar medidas corretas de forma oportuna (nem sempre o que é certo em uma situação X, é certo em uma situação Y). Além de traços de liderança, tem se buscado analisar os diferentes tipos de comportamento dos líderes de hoje em dia. Em termos comportamentais, podemos definir, segundo o estudo de Kurt Lewin, da University of Iowa, três estilos de liderança: o estilo autocrático, o estilo democrático e o laissez-faire. O estilo autocrático representa aquele líder característico de ambientes de trabalho supressivos, pois a centralização da autoridade e a tomada de decisões unilaterais é bastante recorrente, sendo que, dessa forma, o funcionário e sua opinião/desejo é totalmente ignorado. Já o estilo democrático, visa a um envolvimento dos funcionários nas tomadas de decisões, sendo que o funcionário é levado em conta na hora de definir os métodos de trabalho, objetivos. Já o laissez-faire é um estilo que delega ao funcionário total liberdade na tomada de decisões. Ao tomar conhecimento destes diferentes estilos comportamentais, nos perguntamos, qual seria o mais eficaz, ou melhor, qual destes estilos representa aquele líder eficaz que consegue alcançar seus objetivos, trabalhando com seus funcionários da forma mais eficiente possível? Esta pergunta não tem uma única resposta, pois pesquisas já realizadas mostraram resultados mistos, ou seja, dependendo da situação um método era mais eficaz que o outro e vice-versa. Apesar disso, de modo geral, pesquisas como as de Tannenbaum e Schmidt sugerem que os gerentes/líderes devem buscar, a longo prazo, um estilo centralizado no funcionário, ou seja, algo que esteja entre o democrático e o laissez-faire. Além do estudo comportamental realizado por Lewin, é importante mencionar os estudos realizados pela Universidade do Estado de Ohio que também buscaram encontrar dimensões independentes dos comportamentos de liderança. Este estudo começou analisando mais de mil dimensões do comportamento, chegando a duas principais: estrutura de iniciação e estrutura de consideração. A primeira se caracteriza por apresentar um líder preocupado com o padrão de desempenho, as metas e os prazos de entrega. Já a segunda, a estrutura de consideração, apresenta o líder que leva em conta a confiança mútua e o respeito pelas idéias e sentimentos dos funcionários. Como se não bastasse, ainda temos os estudos da Universidade de Michigan que tiveram como resultado duas dimensões: os líderes voltados para a produção e os líderes voltados para os funcionários. Como tentativa de classificar o melhor estilo de um líder, temos os estudos de outros autores como Robert Blake e Jane Mouton que, a partir da criação de um grid gerencial, baseado nos estudos comportamentais apresentados aqui, tentaram propor que o que faria um líder ser eficaz na maioria das situações seria a máxima preocupação com a produção e os funcionários, o que no grid gerencial seria definido pelo retângulo Gerenciamento em equipe. A definição do comportamento ideal e dos traços definidores de um líder eficaz é algo que não pode ser feito facilmente, ou seja, não basta analisarmos características pessoais e estilos de comportamento, mas também devemos levar em conta os fatores situacionais. A aplicação de certos estilos de liderança é algo que deve condizer com as circunstâncias nas quais estamos inseridos, ou seja, não podemos definir um padrão ideal de líder eficaz, pois isto é algo bastante relativo, seja por fatores temporais, culturais, entre outros. REFERÊNCIAS 1. PEREIRA, Anna Maris. Introdução à Administração. 3ª edição. São Paulo, Prentice Hall, 2004. 2. ROBBINS, Stephen P. e DECENZO, David A. Fundamentos de Administração. 4ª edição. São Paulo, Prentice Hall, 2004.
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