Café com ADM
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OS PROBLEMAS PESSOAIS EXISTEM, E DAÍ?

A existência humana no mundo globalizado adapta-se a velocidades cada vez mais surpreendentes das mudanças, o mesmo acontece com as organizações. As organizações são bombardeadas com incontáveis informações todos os dias, o que a faz de receptora de uma carga de responsabilidades crescentes, transferidas prontamente para os colaboradores. De uma ótica organizacional é percebido a crescente preocupação das empresas com seus colaboradores. Segundo Chiavenato(1999), uma nova visão das pessoas não mais como um recurso organizacional, um objeto servil ou mero sujeito passivo do processo, mas fundamentalmente como sujeito ativo e provocador de decisões, empreendedor das ações e criador da inovação dentro das organizações. Nesse contexto onde o individuo é priorizado, o seu bem estar seja na sua casa ou onde trabalha são fatores cada vez mais discutidos para o sucesso organizacional. Grande parte de sua vida o indivíduo passa trabalhando e recebendo informações, ou seja, a empresa se torna sua segunda casa, ao que convém propor o máximo de satisfação para execução das tarefas, adequando o ambiente às necessidades de cada colaborador ou grupo deles. A adequação dos ambientes de trabalho são movimentos já consolidados nas organizações, desde a arquitetura até a disponibilização dos móveis são previamente estudadas para propor ao indivíduo um local de trabalho satisfatório e que venha a somar para o seu rendimento. Contudo, dado o primeiro passo para saciar as necessidades dos indivíduos nos locais de trabalho verificaram-se a existência de fatores de ordem intrapessoal (conflitos internos), que segundo Pickering(2002), envolve discordância emocional em um indivíduo dificultando o dia-a-dia e podendo exercer paralisia em certas pessoas. Esses fatores externos de vivência (problemas ou conflitos pessoais) dos indivíduos afetam psicologicamente o seu bem estar e os conduzem a conflitos interpessoais e a dificuldades na execução das tarefas dentro das organizações. Partindo-se do princípio que o homem é um ser bio-psico-social, fatores biológicos, psicológicos e sociais vão estar presentes em suas ações em qualquer lugar que ele esteja, inclusive na empresa onde trabalha. É ingênuo pensar na possibilidade de deixar os problemas intrapessoais em casa, já que ele acompanha o ser humano onde quer que ele vá. Tal verificação conduziu as organizações a aceitarem os conflitos como fatos reais, os fatores externos de vivência do colaborador passaram a fazer parte da dinâmica das organizações, a queda da produtividade dos indivíduos que passam por problemas pessoais causa impacto diretamente na produtividade das empresas e nas relações de trabalho, o que as obrigam a desenvolver a capacidade de entender a natureza dos conflitos e traçar possíveis soluções. Para minimizar ou solucionar os conflitos interpessoais e o baixo rendimento do colaborador, a organização necessita priorizar o seu capital humano, entender os sinais de conflitos que seus colaboradores emitem e manter um grau de comunicação e confiança elevados. As organizações devem investir em treinamentos para seus lideres em três áreas: elevação e extração de confiança, manutenção de relacionamentos e motivação de equipes. Os lideres são a máxima das organizações, eles que conhecem os colaboradores e convivem no dia-a-dia, as percepções que algo não está bem com algum colaborador é adquirida com conhecimento. As organizações ainda podem disponibilizar de psicólogo para orientação dos líderes e acompanhamento dos demais colaboradores. Portanto, a visão holística deve prevalecer nas empresas onde o indivíduo faz parte de um todo, onde mente, corpo e espírito te que estarem em harmonia, onde a preocupação crescente com o seu bem estar tem que estar aliados aos propósitos das organizações. Os problemas pessoais são reais e estão nas vidas dos colaboradores, eles afetam os seus desempenhos e desencadeiam conflitos interpessoais nas organizações. Estar apto a monitorar o seu ambiente organizacional, motivar e ajudar os seus colaboradores são os diferenciais competitivos das novas empresas do século XXI. Referências Bibliográficas CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas; o novo papel dos recursos humanos nas organizações / Idalberto Chiavenato. Rio de Janeiro: Campus, 1999. PICKERING, Peg. Como administrar conflitos: transforme todos os conflitos em resultados onde todos ganham / Peg Pickering; [traduzido por Heloisa da Graça Burati]. 1. ed. São Paulo: Amadio, 2002. (coleção técnicas motivacionais).
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