Os impactos da liderança no processo de gestão organizacional

Em tempos difíceis, com cenários cada dia mais complexos, o perfil e preparo dos profissionais que atuam em cargos de liderança têm influência significativa nos resultados dos negócios

O Brasil passa por um momento em que os empreendedores sonham mudar para outro país; os executivos estão estressados com a pressão pelo alcance de metas e de resultados positivos em seu negócio e as lideranças em geral se questionam diariamente sobre suas competências para desenvolver pessoas e identificar a pessoa certa para o lugar certo.

Por outro lado, exercer a liderança exige dedicação, qualificação e auto-desenvolvimento contínuo. De acordo com estudos do Instituto Gallup dos EUA, o desagregamento causado por maus gerentes custam perdas aos negócios de mais de U$ 450 bilhões por ano. O estudo da CarrierBuilder demonstra que 25% dos gerentes não estava preparado para liderar pessoas quando foi posicionado como gestor e 58% afirma não ter recebido nenhum tipo de treinamento para exercer esta função. Em tempos difíceis, com cenários cada dia mais complexos, o perfil e preparo dos profissionais que atuam em cargos de liderança têm influência significativa nos resultados dos negócios.

Nossa experiência há mais de 15 anos com consultoria em Desenvolvimento Organizacional, Estratégia e Processos de Acreditação e Qualidade tem comprovado, a importância da liderança no sucesso dos negócios. Vivenciamos exemplos relevantes de equipes que foram mobilizadas, incentivadas e incrementaram seus índices de produtividade por conta do estilo do seu líder. Também presenciamos o contrário, resultados muito ruins por conta do perfil do gestor. Uma gestão colaborativa, que estimula a inovação, valoriza a participação das pessoas, gerencia sua performance por meio de indicadores e metas e utiliza padrões de trabalho conhecidos e cumpridos por todos é gerenciada por líderes autênticos e transformadores.

Os líderes autênticos exibem paixão por seus objetivos, vivem segundo seus valores e lideram com o coração, não só com a cabeça. São profissionais que atuam junto com suas equipes, chamando para si os mesmos desafios e enfrentando as mesmas dificuldades dos seus colaboradores. Um líder transformador ajuda as pessoas com quem trabalha e convive, a transpor dificuldades profissionais, ensinando-os a trabalhar cada vez melhor. Isto ativa a produtividade, melhora o desempenho do negócio e deixa as pessoas mais felizes por alcançarem novos patamares de aprendizado.

Nos processos de certificação da qualidade é fundamental que as lideranças estejam engajadas no modelo escolhido e tenham internalizado a importância do desenvolvimento desta cultura na equipe.

Nossa experiência com projetos de consultoria em Acreditação de Operadoras de Planos de Saúde e Acreditação de hospitais, laboratórios e clínicas, além a implementação do Modelo de Excelência da Gestão em organizações de diversos segmentos, evidenciam esta performance.

Outro fator que impulsiona as organizações de saúde para a implementação de projetos de Acreditação são as 4 tendências mundiais que pressionam o crescimento secular dos gastos com saúde, publicadas por André Medici, economista sênior de saúde no Banco Mundial de Washington (DC): envelhecimento da população; o crescimento da renda que eleva os padrões de exigência da população; as pressões para reduzir os custos e melhorar a qualidade dos serviços de saúde e o progresso tecnológico. Tudo isto está associado a uma boa gestão do serviço que só é possível com lideranças engajadas e qualificadas para o desenvolvimento de equipes produtivas e alinhadas aos propósitos do negócio num ambiente organizacional propício à criatividade, inovação e educação continuada.

Uma das maiores preocupações da população brasileira é o acesso à saúde de qualidade. Instituições de saúde, públicas ou privadas, tem acesso aos mecanismos de implantação dos processos de acreditação e não fazem por que não possuem líderes que crêem neste instrumento metodológico como a forma mais adequada para alcançar satisfação dos clientes, dos colaboradores e gerenciar custos para promoção de resultados positivos neste segmento. Não há uma fórmula mágica para o líder ideal. O que precisa ser cultivado pelo líder é o seu autoconhecimento e sua capacidade de se experienciar e desenvolver novas práticas ou refinar as práticas de gestão existentes, para a partir do seu “eu equilibrado”, contribuir com sua equipe para alcance de novos patamares de conhecimento, aprendizado e resultados. O líder autêntico e transformador faz toda a diferença no processo de implantação dos sistemas de acreditação e qualidade nas organizações.

Nós estamos convictos desta crença e você, concorda? Deixe seu comentário sobre esta reflexão do papel da liderança nos processos de gestão dos negócios.

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