Os desafios da Administração diante da expansão industrial

A rivalidade entre grandes empreendedores da época (revolução industrial) abriram as portas não só para a expansão Industrial mas também para novas vertentes da administração que buscaram a todo momento a redução de custo e a alta produtividade nas organizações

A evolução industrial alavancou o estudo e a evolução da Administração como um todo, tal movimento para um novo mundo teve altos e baixos. No início a corrida para o domínio e monopólio das industrias era grande entre os grandes empreendedores da época. Em paralelo a isso, surge os sindicatos e greves, onde os trabalhadores da industrias começam a requisitar seus direitos em meio a trabalhos forçados e quase que ininterruptos.

Acompanhar o crescimento quase que surreal em relação a décadas anteriores desafiava a Indústria. A redução dos custos dos sistemas produtivos, a necessidade de produzir em grande escala no menor tempo possível era um desafio que foi analisado e iniciado por Frederick Wilson Taylor, que se tornaria um dos principais nomes da Administração Científica na busca pela padronização dos métodos de trabalho.

Não há onde ou o que se tirar dos méritos dos grandes empreendedores da época, mas quando se pisa em território jamais alcançado antes é natural que problemas nunca estudados venham à tona. Enquanto os percussores da evolução competiam entre si, pelo poder e feitos gigantescos, como por exemplo Andrew Carnegie quando criou a primeira ponte feita de aço e a partir daí ergueu um império nos Estados Unidos, os problemas agora estudados e aprofundados por Taylor passam a ser crucial para que o crescimento não diminua o ritmo.

Análise de Tarefas (Teoria Científica)

O fato da demanda de produção ser alta, a administração nesse momento sofre alguns colapsos, pois a ordem era – produzir, produzir e produzir.... – com isso não havia uma noção clara da divisão das responsabilidades dos trabalhadores que eram mal pagos e não recebiam incentivos para a melhora de desempenho. As ordens partiam do topo e eram tomadas por intuição e palpite daqueles que sequer sabiam o que estava acontecendo na produção, no chão de fábrica.

A distância dos administradores das necessidades de produção fez com que os trabalhadores fossem colocados em cargos que não tinham aptidão. Taylor então faz a racionalização do trabalho e percebe a importância do estudo dos tempos e movimentos da cultura de produção e subdivide o trabalho para análise e testes científicos que direcionavam uma nova cultura ou metodologia de produção.

Eis o porquê do nome, Administração Científica, pois eram literalmente análises cientificas feitas nos movimentos da produção. Pessoas foram treinadas e direcionadas de acordo com sua aptidão, os salários eram maiores e mesmo assim o custo de produção diminuiu. Agora o novo modelo de administrar substituiu a arcaica e confusa administração do início da revolução industrial que sequer cooperava com seus trabalhadores.

Outro importante nome surge na Administração Científica, Henry Ford, entusiasmado pela nova ciência que reduzia os custos de produção tornou tangível o sonho de desenvolver um automóvel acessível a todos. Linhas de montagens onde eram executadas tarefas simples, assim como no filme Tempos Modernos, obra de Charlie Chaplin, onde um trabalhador era responsável por apertar dois parafusos, outro por martelar e um último verificava trabalho e os três participavam da composição de uma única peça. Foi nessa metodologia que surgiu o modelo T, primeiro veículo produzido em linha de produção.

O planejamento, preparo, controle e execução são os princípios que nortearam Taylor. O trabalho era planejado, os trabalhadores preparados para atender a cada etapa da produção, o controle era imprescindível para manter a metodologia de produção em pleno emprego e a execução distribuía as responsabilidades para manter a ordem e qualidade do trabalho.

Tempos Organizacionais (Teoria Clássica)

De um lado tínhamos Taylor com ênfase nas tarefas e de outro tínhamos Henri Fayol, engenheiro e Fundador da Teoria Clássica onde estava mais preocupado com a estrutura da empresa em si para alcançar a eficiência de produção.

Fayol propõe além da análise minimalista de cada operário e seus tempos e meios de produção, para ele era mais importante analisar como o administrador deve conduzir os processos administrativos para ter total eficiência. Nesse momento, Fayol, relaciona 6 funções básicas de uma empresa, são elas:

  1. Técnica: Tratava de assuntos de produção de bens ou serviços.
  2. Comercial: Responsável por compra, venda e troca de produtos.
  3. Financeira: gerência de capital da empresa
  4. Segurança: Proteção da empresa e das pessoas.
  5. Contabilidade: Registro de estoque, balanços, custos e estatísticas
  6. Administração: Planejamento, organização, comando, coordenação e controle.

Para Fayol, a área administrativa era a mais importante das 6 (seis) funções, pois ela era responsável por interligar as outras 5 (cinco) funções e dar o devido andamento da empresa como um todo.

Os administradores deveriam estabelecer uma autoridade construtiva, competente e única e assegurar o planejamento, a organização, o comando, a coordenação e o controle da empresa o que hoje é tido como responsabilidade dos gerentes.

Tempos burocráticos (Teoria Burocrática)

Karl Emil Maximiliam Weber, pregava pela burocracia e autoridade a afim de manter o comportamento das pessoas dentro da organização. Para Weber, as principais características desse movimento são: Formalidade: onde o dia a dia da organização são definidos por escrito e a organização deve operar de acordo com essas regras; Impessoalidade: ou seja, a privação da relação entre ocupantes de outros cargos; Profissionalismo: os funcionários são direcionados pelos seus cargos, suas funções e recebem de acordo com aquilo que ele é especializado.

Esses foram os passos da administração em face a uma turbulenta revolução industrial que demandou o estudo e análise das organizações para buscar a excelência, mão-de-obra qualificada e baixo custo de produção.

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