Os benefícios da inclusão nas empresas

Os portadores de necessidades especiais passam por muitas dificuldades no seu cotidiano, muitos até não conseguem emprego simplesmente por causa das suas dificuldades, de uns tempos para cá a situação vem mudando, já existe a lei em que as empresas tem que possuir uma certa quota de funcionários portadores de necessidades especiais. Os PPD' S vem mostrando que mesmo com suas deficiências eles tem sim capacidade de exercer uma profissão na área que desejam

Portadores de necessidades especiais

As empresas ocupavam-se a oferecer produtos e serviços ao seu consumidor.

Entretanto, com o avanço da tecnologia vieram também necessidades de cuidados com o planeta e com o ser humano. As preocupações que antes eram com o lucro agora estão mudando de foco para questões ambientais e sociais. Algumas empresas adotaram o combate contra o preconceito e a discriminação, dando-lhes oportunidades de emprego, tal ato é visto de uma maneira positiva para a inclusão social destacando seus talentos e interesses na vida profissional, tornando assim os PPD’S que antigamente faziam parte dos “menosprezados” serem aceitos nas empresas.  

Os portadores de necessidades especiais encontram diversos obstáculos no seu cotidiano social, como por exemplo os cadeirantes que utilizam transportes públicos, há um bom tempo foi implantada a lei que dizia que os transportes públicos (ônibus, trens e etc.),  deveriam estar equipados para receber os PPD’S, mas como podemos ver atualmente houve uma reportagem na qual afirma que “apenas 62% dos ônibus de SP são preparados para transportar deficientes, Das 89 estações da CPTM, 38 são adaptadas, menos da metade do total.” E não para por ai, não há rampas em todos os locais para facilitar o acesso dos cadeirantes, falta sinais de trânsito que façam barulho para indicar ao deficiente visual que o sinal está aberto ou fechado. Deveria ser ensinado nas escolas a falarem libras para facilitar a comunicação, inúmeras coisas poderiam ser feitas e mesmo que imperceptíveis para as pessoas que tem uma saúde boa e estável o descaso é grande e quem sofre são os portadores de necessidades especiais.  

Em meio a tantas dificuldades existem empresas que atuam de forma diferente no mercado e na sociedade, a colocação do portador de necessidade especial já foi interpretada como uma dificuldade pelos mesmos, antigamente a deficiência era considerada como uma doença e atualmente esse conceito vem mudando, as empresas estão compreendendo que essas pessoas são capazes de exercer as atividades exigidas nas funções para qualquer funcionário sem comprometer a qualidade do serviço, mesmo com suas limitações eles não deixam de ser ‘menos profissional’ por isso.

A empresa que contrata pessoas com deficiência não tem isenção fiscal, eles apenas estão cumprindo uma lei de quotas que reserva vagas para essas pessoas para sua inclusão no mercado do trabalho, o importante é visar o bem estar dessas pessoas, pois essa inclusão colabora ajudando-os a estimular a vontade de aprender algo novo e de terem gosto pela vida, muitos desses portadores de necessidades especiais se sentem mal pelo padrão "imposto " pela sociedade e não ajuda em nada discriminá-los.

A vinda dos PPD’S para uma empresa acaba contribuindo para a imagem pública, política e social da empresa. Sem contar que é uma oportunidade de emprego para um PPD, é uma grande conquista que acaba os tornando mais felizes e é comprovado cientificamente que funcionários mais felizes trabalham melhor.

No caso desses portadores de deficiência a um preparo pessoal para a inclusão, para que ele se ajuste adequadamente depende de sua independência e da sua compreensão da realidade e da sua escolaridade, o importante é acumular experiências positivas para que não haja nenhum tipo de conflito.

Entretanto, a maioria dos PPD'S são pobres e tem dificuldade de acessar a escola, por isso é mais fácil encontrá-los em empregos de baixo nível escolar, sendo assim é raro ver algum deles em cargos de chefia.

Além das empresas também há diversas escolas que reservam vagas para eles praticando assim a lei de Salamanca que visa a inclusão de crianças, jovens e adultos com necessidades educacionais especiais dentro do sistema regular de ensino público e privado, tentando acabar com as escolas especiais, onde o agravante dessas escolas era a exclusão, os PPD ‘S não tinham contato com alunos do sistema regular de ensino e que em vez de ajudarem a integrá-los ao meio acabavam os afastando.

A sociedade tem que garantir aos PPD'S os mesmos direitos do cidadão "comum", dando-lhes educação, saúde, transporte e acesso. "Uma pessoa improdutiva deixa de contribuir e pesa, em termos de impostos, para a sociedade muito mais do que se estiver inserida no mercado de trabalho". Quando o potencial de uma pessoa não é usado ela se sente alguém menos importante do que os demais.

Sendo assim, mesmo não tendo isenção fiscal pode-se afirmar que a inclusão beneficia não só as empresas como o País, deixa-se de ter cidadãos às margens para se ter cidadãos críticos e atuantes não só no mercado de trabalho, mais como cumpridor de seus deveres e direitos, uma vez que passa a ser contribuinte dos mesmos impostos e dos mesmos direitos, ajudando e contribuindo para o progresso da empresa e do País.

Fontes: http://www.institutoparadigma.org.br/pergunte/particiapacao-social-e-direitos/245-a-empresa-que-contrata-ppd-tem-isencao-de-impostos?

http://www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bibliotecavirtual/dh/volume%20i/deflei7853.htm

http://www.anpad.org.br/diversos/trabalhos/EnANPAD/enanpad_2004/GSA/2004_GSA2114.pdf

http://www.infoescola.com/educacao/declaracao-de-salamanca/

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