Café com ADM
#

Os “6 Cs”

A questão societária depende menos do grau de amizade ou parentesco com o sócio, e muito mais do código estabelecido entre ambos na constituição do negócio. Então para arredondar o papo, aí vão umas dicas, que corresponde aos 6 Cs citados no livro O meu próprio negócio, de Rogério Chér (Negócio Editora): Circunstância - é importante analisar as condições de momento antes de se constituir a sociedade, estando atento para as circunstâncias pessoais, familiares, profissionais e financeiras pelas quais passa o seu futuro sócio. Veja se alguma dessas condições está levando de modo precipitado seu futuro sócio a empreender um consórcio inoportuno com você. É preciso sempre avaliar se ambos amadureceram adequadamente a idéia da sociedade e se sua circunstância particular de vida favorece a empreitada, ou se pelo menos não a coloca em perigo. Companheirismo - amizade e companheirismo são coisas diferentes. A amizade não garante sucesso no negócio, porém a ausência de sucesso inevitavelmente acaba com a amizade. Na empresa deve haver um divisor bem claro entre amizade e sociedade, porque mais do que a amizade o que deve prevalecer é o respeito mútuo. Complementaridade - as diferenças entre os sócios não devem implicar filosofias opostas ou valores antagônicos, mas sim características que se complementem e qualidades que se somem. As diferenças entre sócios com certeza existirão, mas poderão ser positivas, desde que tornem a sociedade forte a partir da soma de características que se completam. Confiança - é inadmissível uma sociedade em que os sócios não confiem um no outro. Havendo dúvidas sobre o comportamento ético, no sentido de convergência de valores, melhor não haver sociedade. Além disso, nem todas as decisões tomadas na empresa serão consensuais. Muitas vezes, um sócio precisará dar crédito às idéias e propostas do outro, ainda que na sua opinião não sejam as indicadas. Essa será a ocasião de propiciar ao sócio um crédito importante. E caso as decisões desse sócio não dêem certo, deve-se agir rapidamente em outra direção, sem perda de tempo com observações do tipo não disse? ou sabia que não ia dar certo. Convergência - deve haver unidade de pensamento entre os sócios no que diz respeito à identidade de valores e comunhão de objetivos. Não é necessário que pensem de forma igual sobre todos os aspectos, mas devem ter pelo menos identidade quanto aos valores pessoais e quanto à postura perante a vida e a empresa. Os estilos de trabalho podem ser diferentes e até devem ser, mas os princípios morais e éticos devem ser convergentes. Compreensão - é imprescindível tolerância e entendimento, que nos habilitam a aprender a ouvir e compreender o pensamento, as intenções e os receios dos nossos interlocutores, por mais difícil e pesado que seja o dia-a-dia. Considerar esses seis fatores será tempo ganho em face às conseqüências danosas que um insucesso provocará nas vidas dos sócios. Eles serão aplicáveis em todas as situações, a menos que você ou seu sócio não participem juntos da gestão do empreendimento e que atuem apenas como investidores. Não se pode imaginar uma sociedade de êxito com um sócio sendo mau caráter e o outro, uma pessoa correta. Tudo bem que os sócios sejam amigos, isso não é uma exigência, mas precisam ser, acima de tudo, companheiros. Deve permanecer vivo entre ambos um código de conduta que lhes obrigue a separar os relacionamentos pessoais dos profissionais. E por último, é essencial analisar com cuidado a circunstância particular de vida pela qual passa o candidato a sócio no momento em que se discute a possível sociedade, com ênfase nas condições psicológicas e emocionais. Então, nada de ficar vulnerável as dificuldades que afetam muitas sociedades, até porque ter sócios pode ser uma solução interessante, se você realmente precisa deles. Sociedade não é casamento, é negócio!
ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.