Os 3 Cs do feedback

Para que a ferramenta seja eficaz é necessário descrever fatos e dados, mostrando que o feedback é uma forma de investir no relacionamento interpessoal e um estímulo à melhoria

Apesar de ser uma ferramenta cada vez mais utilizada na gestão de pessoas, o feedback é uma palavra que ainda causa temor em alguns profissionais por estar, equivocadamente, associado ao apontamento de defeitos. Acontece que feedback não é bronca, não é exposição, nem ofensa e crítica, muito menos mentira e omissão e jamais deve ser um rótulo.

Essa associação – feedback e defeito – precisa ser desmistificada e o conceito 3C’s é o caminho. Ou seja, é necessário clareza, concisão e correção. E para reforçar ou redirecionar resultados e comportamentos, o gestor deve evitar ser generalista, “lançar” frases sem contexto ou julgar o outro.

O feedback deve ser contínuo e entendido como um processo, é dividido basicamente em quatro etapas: conquistar a confiança da equipe; alinhar expectativas; monitorar o desempenho e redirecionar esforços. É muito comum vermos gestores confundindo feedback com acompanhamento, usando expressões como “muito bom”, “assim não” e “podemos melhorar”, que são incentivos e/ou alertas rápidos do dia a dia e a equipe não entende isso como feedback, geralmente querem algo mais estruturado.

Para que a ferramenta seja eficaz é necessário descrever fatos e dados, mostrando que o feedback é uma forma de investir no relacionamento interpessoal e um estímulo à melhoria.

Quando um colaborador, por exemplo, demonstra muito cansaço ou período de sonolência, em uma abordagem generalista, o gestor vai chamá-lo de sedentário e preguiçoso ou apontar que ele está prejudicando a equipe. Com um feedback construtivo, ele vai buscar entender o que está acontecendo e explicar que precisa desse colaborador bem disposto no trabalho para que tenha o mesmo rendimento dos demais.

É importante que o gestor esteja preparado e saiba observar as reações que o profissional pode ter ao receber feedback, pois é comum a pessoa negar, não levar a sério, culpar os outros ou até mesmo chorar.

Outra dúvida comum é saber se o processo faz surtir alguns efeitos, tanto individualmente, quanto coletivamente. Nossa experiência aponta a produtividade e a melhoria no ambiente de trabalho como métricas para essa avaliação.

É gestor? Lembre-se que o feedback é uma via de mão dupla. Os envolvidos, quem dá e quem recebe, devem estar abertos para perceber o outro e se autoconhecer.

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